Cada homem suporta toda a forma da condição humana.

Como referi na minha última postagem irei falar sobre o PAN, Pessoas:Animais:Natureza, e porque é que me filiei neste do qual já sou militante da sua estrutura de Cascais.

 

Referi-vos que usaria uma citação de Michel Montaigne: Cada homem suporta toda a forma da condição humana.

 

 
Desde há uns tempos para cá que as alterações climáticas e o estrago que o homem está a fazer a este planeta são no meu entender as prioridades políticas e ideológicas. Ao contrário de convertidos de última hora, que agora abundam no PS e no PPD/PSD (é chique não é) ou dos últimos segundos como o Bloco de Esquerda, numa demagogia sem precedentes que roça o ridículo, há mais de 20 anos que sou militante da Greenpeace e seu ativista.

 

E também há mais de duas décadas que ando a pregar no deserto no respeitante a estes assuntos, que nos últimos cinco anos se agravaram e que arrisco-me a dizer se irão aprofundar se a ação humana para o reverter não for a sério!!!

 

E é o homem que está em perigo na Terra, mas é neste que reside a solução para se salvar a si e há humanidade como um todo, é que o Planeta sem homens continuará a existir por muitos milhares de milhões de anos (até o Sol o destruir) e se calhar até sem estes, o nosso Planeta, encontrará a sua sobrevivência com outros tipos de vida e o seu equilíbrio ecológico, resta saber se queremos ser a solução ou se somos mais uma civilização que se extinguirá como um todo!!!

 

Assim na minha decisão de filiação no PAN foi estruturada neste pensamento amplo e na crença que é o único partido que tem a chave ideológica, política e a coerência para a resposta a esta minha dúvida.

 

E porquê?

 

Porque na decisão pesaram três fatores, a saber, o ideológico, o político e a coerência.

 

A ideologia

 

 

 

O PAN, refere que pretende superar a ambivalência Esquerda vs. Direita e que se coloca noutro patamar e refere a dada altura que é progressista, pessoalmente eu não irei superar nenhuma ambivalência ideológica enquanto militante do PAN nem farei tensões de o fazer, sou de centro-esquerda e social-democrata e continuarei a sê-lo.

 

Para quem acha que isso é uma contradição ideológica deveria ler os estatutos do meu anterior partido, o PS, e perceber que não sendo socialista democrático e estando lá filiado que nada me impedia a mim e a muitos milhares de sermos sociais-democratas e de em particular eu por lá ser militante ativo durante mais de 20 anos!!!

 

Mas vamos ao sumo ideológico propriamente dito, pois palavras escritas leva-as os ventos da história e o PAN foi fundado há muito tempo, por pessoas que acreditavam piamente nesta superação ideológica, o problema é que o banho de realidade os pôs sem problemas no campo moderado de centro-esquerda.

 

Até porque quem acredita no progresso não poderá ser conservador nem de valores/costumes nem liberal em termos económicos. E o problema é que o liberalismo económico selvagem, dependente de uma suposta mão invisível que defende o centro-direita mais moderado é exatamente o oposto daquilo que o PAN preconiza como deve ser a ação política na superação do problema mais premente que temos para resolver no futuro que é o combate às alterações climáticas.

 

Por exemplo a Iniciativa Liberal um partido moderado de centro-direita está nos antípodas do PAN pois defende que o mercado irá resolver milagrosamente esse problema!!! Como, não sabemos!!! Mas é uma opinião que é comungada pelo CDS-PP, por outros partidos sem representação parlamentar de direita e extrema-direita e por amplos sectores do PPD/PSD!!! Daí se quisermos encontrar um campo ideológico para o PAN de certeza que não será o de direita seja esta moderada ou não!!!

 

Mas o PAN faz o pleno na minha lógica inclusiva ideológica de social-democrata verde, pois para além de ter em conta as Pessoas, equilibra estas com os Animais e a Natureza. E porque é tão importante esse equilíbrio no combate às alterações climáticas? Porque não existe futuro da humanidade se não mudarmos comportamentos. Eu sei que já se vieram com as tretas de que são as plantações de soja que fizeram a recente onda de desmatamentos e incêndios na Amazónia, lamento mas não são, pois 90% da terra desmatada acaba servindo para o fim da produção de gado e é o consumo Europeu (o maior importador do Brasil deste produto) e agora em crescendo o Asiático que acaba por ser o culpado desta destruição do pulmão da terra!!! Daí que dizer-se que se é pelo combate às alterações climáticas e contra a destruição da Amazónia mas não se deve reduzir o consumo daquilo que a destrói é demagogia pura!!!

 

O mesmo se passa com outras macro-políticas, como a luta pela descarbonização, assunto que estive anos a falar sozinho dentro do PS, esta só pode ser prosseguida se houver uma atitude política sem precedentes nas grandes áreas metropolitanas de restrição da mobilidade pelo o automóvel e a reconversão dos que ficarem para o âmbito elétrico, que já agora, também poderá ser a reconversão para o hidrogénio e a outras formas bem menos poluentes que os fabricantes conhecem e para o qual já desenvolveram soluções.

 

Daí que me sinto muito bem em ser um social-democrata dentro do PAN, e mais sabendo que neste não há ambiguidades no combate ao fascismo, à homofobia, ao racismo e a toda e qualquer forma de discriminação e que colocam este partido nos antípodas do que hoje se situa o PS atual, que se silenciou face a uma conferência organizada pela Extrema-direita nazi em Portugal (numa atitude só secundada pelo espectro político à Direita), ao contrario do PAN que emitiu um comunicado claro.

 

O mesmo acontece em relação aos incêndios na Amazónia e no seu desmatamento que o PS em nome da real politik aceita receber e dar palmadinhas nas costas a Jair Bolsonaro por estar a fazer o que está a fazer, enquanto que o PAN preconiza medidas a sério e exequíveis, como referiu recentemente através do seu eurodeputado eleito que a denúncia do acordo UE-Mercosul seria a arma a usar sem nenhuma subtileza.

 

De que serve se dizer que o PS é um partido da Liberdade se através do silêncio não se a defende no presente, de que serve dizer que se combate as alterações climáticas se perante a crise que a pode agravar sem precedentes, a destruição do pulmão da Terra, nenhuma posição se toma por covardia e calando-se face aos lobbys internos ao PS cada vez maiores e mais influentes que nos bastidores movem esta sua nefasta influência?

 

A Política

 

E dessa maneira passamos para a área política, o meu problema com o BE passou em parte a ser o meu problema com o PS, é que anunciar coisas vazias ou cheias de pompons de demagogia barata é pior do que nada dizer sobre estas!!!

 

A política faz-se para agir, e no PAN age-se!!!

 

 

É verdade nos restantes partidos contempla-se holisticamente as políticas e a destruição que a sua inação provoca mas, neste agora pequeno partido que num futuro não muito longínquo será provavelmente enorme, age-se e propõem-se políticas a sério, que provocam receio ao ponto de unirem sectores tão díspares ideologicamente como o PCP, o PPD/PSD e o CDS-PP, com o amém do PS pelo meio.

 

Por exemplo recentemente e face ao problema do eucalipto descontrolado por este país fora e que se transformou numa praga que só levará à continuação do cenário que vivemos todos os anos de incêndios sem controle o único partido que apresentou dois planos coerentes e estruturados para combater esta situação foi o PAN, e estas quatro forças uniram-se para o chumbar!!!

 

É a política quando leva à apresentação de propostas com pés e cabeça e que se fossem implementadas assustam não só os lobbys dos grandes produtores florestais e do combate aos incêndios que dão milhões ao CDS-PP, ao PPD/PSD e ao PS, como assusta os lobbys dos pequenos proprietários rurais que apoiam em algumas zonas economicamente o PCP!!!

 

A política enquanto não se deixar destas tretas de mandar areia para os olhos da populaça não ganhará credibilidade, mas a credibilidade também se consegue com coerência.

 

A Coerência

 

Coerência é uma das razões para admirar o PAN, não é só fazer campanha, é compensar a pegada da campanha, e não é fazê-lo porque agora é moda como faz o PS ou pior e mais demagogicamente o BE, esse verde recém convertido de pequenos burgueses que agora brincam ao socialismo ecológico.

 

 

 

Também o Maduro brincava ao mesmo e vejam no que se transformou a Venezuela e no desastre ambiental e humano que agora representa.

 

O Bloco de Esquerda é deste modo o partido mais incoerente e que mais demagogia faz à volta deste assunto, pois anunciar que o combate às alterações climáticas é a sua grande prioridade, quando no passado nada fizeram ou pior apoiaram exatamente comportamentos nefastos é ridículo e chega a ser uma mentira muito pesada!!!

 

A verdade para além da coerência impõe-se, e é essa a outra razão para me ter filiado no PAN.

 

Para as Europeias, eu membro dos European Greens apoiei-os e tive a oportunidade de ler as 200 medidas concretas, pragmáticas e baseadas na ciência, para acelerar a transição energética, a ação climática e regenerar os ecossistemas. Nada igual às medidas ocas do PS ou às tontices do BE!!!

 

O PAN é assim um partido do século XXI e que responde à complexidade dos problemas da nossa era. Não há retóricas ocas, nem incoerências, o PAN é exatamente o que diz ser. Não é uma política para a transição, o PAN é transição. Não se fala em medidas parcelares, mas sim numa visão do todo: se queremos regenerar o planeta o esforço começa em cada um de nós.

 

Isto é que é ser coerente e foi isto que me levou a aderir ao PAN, pois estou farto de mentiras, de floreados e de lutar contra lobbys nefastos!!!

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A verdade é como a poesia e a maioria das pessoas odeia a poesia.

Pois é após a minha desfiliação do Partido Socialista, referi que me iria filiar noutro partido político, o que fiz – no dia 14 de agosto – mas foram muitas as reações a estas minhas verdades inconvenientes, algumas de pura estupidez, outras de pura boçalidade, por fim outros que leram o que escrevi e que me enviaram mensagens e/ou me contactaram pessoalmente.

 

E a verdade é mesmo como a poesia e é mesmo verdade que a maioria das pessoas odeia a poesia, ora eu não, tal como muitos e muitos desses, irão sair do Partido Socialista, ou porque já o queriam fazer ou porque se reviram nas minhas palavras e estas foram o gatilho.

 

Já agora não esperava tamanha onda de impacto, mas pessoalmente sabia e sei que muita coisa estava errada e também sabia e sei que o Partido Socialista após o ataque à sua Ministra da Cultura, Graça Fonseca, por causa de um assunto tão simples como a separação entre o que é Cultura e barbárie a tinha abandonado em favor da barbárie.

 

Se querem saber, esse foi o gatilho, um grupo parlamentar – e por arrasto um Primeiro-ministro e toda uma direção partidária – que não acompanha uma sua Ministra no pensamento de que a Tourada: Não é uma questão de gosto, é uma questão civilizacional.

 

Não é nem poderia ser um grupo parlamentar que me represente!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Nada que me espantasse, aliás quem como eu acompanhou essa onda de ódio externo que se alastrou em ódio interno com laivos de homofobia à mistura só poderia compreender que algo de muito profundo e errado se acercou de certos setores militantes do PS.

 

Antes demais a Tourada é barbárie e desde muito jovem que o defendo – mesmo antes de entrar para a JS que o defendia, como dirigente associativo – e não seriam anos de militância no PS, que me fariam mudar de ideias!!!

 

Mas essa onda pró-touradas dentro do PS, também se transformou numa onda pró marialva com ataques homófobos à ministra em causa por esta se ter assumido uns meses antes e levou-me literalmente a ficar incomodado com estas bases do PS iguais às do PCP, ou seja, conservadoras, patriotas, reaccionárias e pró touradas!!!

 

 

Para onde não irei!!!

 

Por aqui se vê que o PCP seria carta fora do baralho tal como o BE, o MAS, o PCPT/MRPP, ou outro partido colocado neste espectro ideológico, porque tenho um problema ideológico com todos estes movimentos que se chama “marxismo”!!!

 

Pois eu até posso reconhecer que Marx – como filósofo e cientista político – tenha um papel importante no chamado Socialismo, mas eu filio-me no chamado Socialismo pré marxista, foi nesse que nasceu do meu ponto de vista, a Social-democracia e é nesse que me filio, lamento mas a retórica marxista é apenas isso, uma retórica ideológica interessante mas que cedo me apercebi, após estudo aturado do marxismo, que estava anos de luz do correcto

 

E falando especificamente do BE, este não me desiludiu e comprovou a irresponsabilidade de que sempre foi, um partido de quem se arroga ao direito de ter sido “o único” protagonista do governo, é pena é não terem tido ministr@s o que demonstraria aquilo que realmente são, um conjunto de vozes vazias cheias de retórica mas sem nenhuma consistência ideológica. Aliás este abraço repentino aos assuntos Verdes e/ou Ambientais políticos só demonstra a demagogia populista diletante que sempre tiveram, a mesma que fundamenta o seu anti-semitismo retrógrado e inconsciente mas que foi sempre aquilo de que se alimentou os Holocaustos!!!

 

Também risquei do mapa movimentos personalistas, que terão existência efémera (sai o líder deixam de existir) e (quase todos) sem consistência ideológica, como:
– PDR, um partido personalista (Marinho e Pinto) com uma ideologia difusa e populista de estilo à América do Sul;
– RIR, outro partido personalista (Tino de Rans) que nem ideologia tem;
– Aliança, outro partido personalista (Santana Lopes) com uma ideologia mimetizada do PPD/PSD fundado por quadros descontentes do PPD/PSD e do CDS-PP;
– CHEGA, outro partido personalista (André Ventura) com um pendor populista xenófobo e fundado com a ajuda de bases de extrema-direita descontentes com o PNR. Já agora sabiam que Mário Machado é um seu militante, é esse exemplo de nazista, é um dos militantes desse aborto político?

 

Por fim remato o espectro de Direita numa frase:
Sou e continuarei a ser anti-Direita, nada mudará para onde irei!!!

 

Pois resumidamente a Direita, seja esta qual for, está anos luz de qualquer mundi vidência onde me possa inserir, nunca me esquecerei destas palavras ditas a mim pelo meu pai: Numa democracia a Direita só é democrática porque assim é obrigada!!!

 

As dúvidas…

 

Sou social-democrata verde, ecologista, europeísta federal e de centro-esquerda.

 

Filio-me de forma uninominal nos Verdes Europeus, desde há uns anos para cá e há três actos eleitorais europeus para cá que renunciei apoiar qualquer candidato ligado ao PSE, e à família chamada de Social-democrata e trabalhista e porquê? Por não o ser!!! Ponto final!!!

 

Daí que só três partidos estariam sob a minha lógica de adesão futura, a saber: Os Verdes; LIVRE; PAN.

 

 

Comecemos pelos “Os Verdes”, já aqui referi anteriormente o que acho que estes são, não mudei muito nesta minha opinião, tenho pena que nada tenha por lá evoluído, mas não adiro a partidos que quem manda nestes não são os seus militantes mas sim militantes e partidos externos!!! A juntar a isso o seu anti-europeismo em nada poderia ajudar a minha afiliação a essa força política, lamento, mas isolacionismo extremista patrioteiro já não se usa, há muitos anos e foi enterrado com a queda do fascismo!!!

 

O LIVRE seria a outra opção mas o problema deste partido tem a ver com a contemplação excessiva que tem laivos internacionais de retórica marxista.

 

É estes dizem que são europeístas e que são de centro-esquerda mas essa aliança com o Varoufakis, meu D’us, que coisa estranha é essa, que retórica marxista é essa, eu já vos referi que era pré-marxista, certo, isso não iria funcionar!!!

 

E depois vem a contemplação excessiva intelectual, pois, essa contemplação faz-me muita espécie!!!

 

Sair do PS, um partido que já não acredita no futuro e em que a prática não bate com a teoria e entrar noutro cheio de intelectuais em que a contemplação choca muito com uma realidade que é dinâmica, pois, não iria resultar!!!

 

É que para além de ser um social-democrata  defensor da social-democracia nórdica e verde, já vos referi que nos últimos anos evoluí e que ideologicamente já não considero que deve haver distinção entre a ação e prática e que devo e tenho que ser coerente entre a nossa preocupação pelo futuro e o nosso estilo de vida!!!

 

Sobre o PAN falarei na próxima postagem, mas deixo-vos uma pista que é uma citação de Michel Montaigne: Cada homem suporta toda a forma da condição humana.

 

Crise energética declarada!!! Mas já não vivemos numa?

Muitos dos comentários que reagiram à minha desfiliação do PS vieram com comentários do tipo: “mais um pardal” e/ou “és amigo dos pardais” e/ou “vais para o pé do pardal”!!! É interessante ver que estes comentários focam-se no oposto que sempre defendi que fosse a posição interna do PS face a este assunto, o de haver crises energéticas, como estas!!!

 

Por exemplo o título desta postagem diz, em jeito de provocação, aquilo que um governo responsável já deveria estar a fazer para debelar futuras crises energéticas, até porque já vivemos realmente numa!!!

 

O país todos os anos tem um défice externo de mais de 4 mil milhões de euros devido à importação de petróleo que é parcialmente compensado pela refinação e o produto desta, mas essa compensação raramente chega a um quinto do total, o resto, é tudo défice externo direto, porque não produzimos petróleo e caso o fizéssemos e, porque não temos companhias petrolíferas que assumissem internamente os lucros desta atividade, se o explorássemos dificilmente seria proveitoso em todos os campos (redução interna do défice externo, resultados em impostos e impactos ambientais) para o país!!!

 

A juntar a esse défice externo na balança de pagamentos há outro que é líquido e que entra para o défice tarifário e que muitos não sabem mas influência de forma muito direta os preços de eletricidade que todos pagamos!!!

 

Propus enquanto militante do PS nas tais propostas enviadas por escrito, várias coisas que poderiam combater tanto o que é descrito no primeiro ponto como no segundo.

 

Por exemplo se não houvesse limitações no apoio ao estado na reconversão da frota automóvel e se o estado por absurdo, financiasse entre 50.000 a 100.000 carros todos os anos para 100% elétricos, e se isso fosse efetuado nos próximos quatro anos, entre 200.000 a 400.000 carros não precisariam de encher os combustíveis e por esse motivo, entre 500.000 a 1.000.000 de portugueses não correria a encher os depósitos nesta altura e não contribuiria para o nosso défice da balança de pagamentos!!!

 

E quanto custaria isso por ano e no quadro de toda a legislatura? Entre 500 a 1.000 milhões ano e entre 2.000 a 4.000 milhões por legislatura!!! Para vos dar um exemplo, para além de poupar no final dessa legislatura, cerca de 1.000 milhões em défice externo direto anual por via da não importação de combustíveis ainda teria dois efeitos, um que era multiplicador de investimento e outro que seria o aproveitamento cada vez maior, sem perdas porque o carregamento dos carros se faz durante a noite, da eletricidade produzida por via renovável. E isso tudo por metade do que nesta legislatura já pusemos no Novo Banco!!!

 

 

O segundo problema seria mais complexo de resolver, pois o estado teria que atuar em três frentes:
2. Para compensar essa quebra de energia o estado deveria também aproveitar ao máximo a capacidade de bombeamento e a sua produção posterior de energia de todos os complexos de produção por energia hídrica (barragens) existentes, lançando um plano coerente de investimentos nas barragens que ainda não o fizessem;
3. Por fim o governo teria que ter um plano ambicioso de pôr todas as suas infraestruturas fundamentais a serem independentes em parte ou no todo por meio do uso e da produção de energia por fontes renováveis, fossem estas de origem solar, eólica ou por via de biomassa florestal ou de resíduos vários, deste modo, a independência face a crises deste tipo estava assegurada. Tal como nesses investimentos, a frota de ambulâncias, carros das forças policiais, do exército e de combate a incêndios teria que ser na medida do possível reconvertida!!! A isso juntar-se-ia um plano de eficiência energética amplo que levasse a perdas mínimas de energia dentro dessas infraestruturas e no uso desses veículos. O estado e por esse motivo, todos nós, pouparíamos milhões e milhões em desperdício diretos e em gastos desnecessários!!!

 

E a tal crise energética que já existe todos os dias, que não precisa de ser declarada, ficaria em grande parte debelada com medidas ambiciosas mas exequíveis!!!

 

E porque é que o PS não pôs isso no seu programa de governo?

 

Lembram-se dos tais lobbys que denunciei, que são muitos, que vão desde aqueles que realmente ganham milhões com os preços atuais de combustíveis (como já referi num artigo que já tem mais de um ano, mas que se mantém atual), passando por outra das partes deste conflito atual (a ANTRAM) e acabando em empresas agarradas a tecnologias passadas dependentes do carbono (produção automóvel não elétrica, produção de eletricidade por gás, fuel óleo ou carvão, etc…), eles pagam milhões e milhões nestas alturas a quase todos os partidos e a muitos deputados!!!

 

Encontremos o dinheiro e encontramos a fonte dos problemas!!!

 

E o corolário final também seria que o estado e por arrasto muitos de nós deixaríamos de ficar reféns destes grupos de interesse ligados a Pardais ou outras aves raras candidatas a deputados!!!

 

 

 

 

Desconsideração, a ideologia vazia do poucochinho e o futuro…

A Desconsideração

Despedi-me na minha nota que vos reencaminha para este artigo/postagem com “a todas e todos a minha mais profunda consideração“, pois bem foi com um misto de respeito e ironia que o fiz.

 

Respeito porque gostaria de referir que nada disto tem a ver com centenas de militantes com que me cruzei ao longo destes mais de vinte anos e com que de certeza me irei continuar a cruzar quer virtualmente quer fisicamente. Aos primeiros e mormente aqueles que conseguem apreciar um bom debate intelectual e uma boa troca de ideias e/ou ideológica continuarei certamente a fazê-lo independente de onde estiver e me filiar. Aos segundos porque os conheço pessoalmente e a muitos com quem me cruzo e irei continuar a cruzar por sermos e/ou termos amigos comuns, habitarmos no mesmo espaço geográfico ou porque os continuarei a ajudar independentemente do partido onde me irei filiar.

 

Aos Andrés, Antónios, Arnaldos, Brunos, Eduardos, Herminios, Filipes, Josés, Jorges, Joãos, Manuéis, Miguéis, Ruis, às Anas, Cristinas, Carlas, Elsas (com ou sem “z”), Fernandas, Idálias, Ivanildas, Marias (com ou sem “de” qualquer coisa), Susanas, Teresas, etc…

 

Será apenas um até já!!!

 

Mas gostaria de referir em particular quatro camaradas:
Luís Miguel Reis, Presidente da minha antiga concelhia do PS de Cascais, incansável militante que representa neste todos os militantes de boa índole que conheci dentro do PS, e a quem sempre desconsideraram como pessoa e político e irão desconsiderar no futuro, pois o PS não serve para beneficiar pessoas que têm bom caráter e boa índole, que são éticos e leais, mas para as trucidar e os desconsiderar e promover muitos militantes maus caráteres e de má índole que estão espalhados em amiúde em muitas listas de candidatos a deputados do PS!!!
– À minha Presidente de Junta de Freguesia de São Domingos de Rana, Fernanda Gonçalves, a quem a ética republicana de governo, tem-lhe granjeado inúmeras inimizades dentro de um Concelho como o de Cascais que é dos piores concelhos para se fazer política, e que, é o exemplo do que melhor são os autarcas por este país fora, tenham a cor política que tiverem;
– Ao Luís Calaím de Palister, Presidente da Secção do Ambiente e Território do PS/FAUL, por ser um militante desinteressado que discute ideias e se bate por elas e que representa os que muitos por esse PS e país fora o fazem;
– Por fim ao meu Presidente da minha secção de residência,  Luís Miguel Fonseca, e neste a todos os militantes do PS Cascais que ao longo de 20 anos eu acompanhei e me acompanharam e também por o considerar como um excelente ser humano, do melhor que conheci até hoje e um militante desinteressado, que discute ideias e se bate por elas e que representa os que muitos por esse PS e país fora o fazem e de forma pessoal.

 

Foram inúmeros camaradas destas Secções (residência/temática), autarcas e militantes em geral da Concelhia de Cascais que sempre foram excelentes comigo no trato e na consideração que me levaram muitas vezes a adiar esta saída.

 

A política também se faz com relações interpessoais e sociais – que alguns confundem com “afetos” – e algumas transformam-se em amizades, outras em respeito intelectual e pela sua praxis e por fim outras em relações pontuais e/ou passageiras que deixam ou não ficar rasto.

 

Mas também vos referi que havia ironia!!!

 

Ironia porque sendo um assunto secundário fundamenta as posteriores razões que apresentarei para a minha decisão de desfiliação, a ideológica e sobre o futuro, mas que não deixa de ter o papel de ser o gatilho que dispara a arma que dá o meu tiro de partida dessa marcha que me faz iniciar este percurso de um ponto para o outro, ou seja, do Partido Socialista para outro partido.

 

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Ironia porque o contrário do Respeito é a falta deste, ao ponto de se perder a Consideração e se chegar à Desconsideração pura e simples.

 

No passado dia, 23 de julho, foram apresentadas e votadas em Comissão Política Nacional as listas de candidatos a deputados pelos vários círculos, listas essas de militantes e/ou independentes que, teria como militante e dirigente local do PS, apoiar e fazer campanha eleitoral por estes.

 

Em alguns círculos foram apresentados para serem sufragadas pelos cidadãos, militantes com ética mais que duvidosa, fosse no seu passado ou seja neste nosso presente, e que estão envolvidos em chapeladas e em episódios que só desonram quem como eu se rege pela ética republicana na política.

 

Alguns destes – de que excluo todos os cabeças de lista – estão envolvidos em episódios criminais contra o Partido Socialista (focando-me neste caso no círculo de Coimbra) e são cidadãos com uma ética não só reprovável e que eu como ex-militante e ex-camarada destes nunca poderia fazer e/ou sequer me cruzar com estes em ações de campanha.

 

E sim, avisei o partido internamente de forma leal e com isso fui coerente em primeiro o fazer, mas como e mesmo assim estes nomes avançaram e foram apresentados como candidatos, são agora denunciados por mim publicamente.

 

 

Esta foi a principal desconsideração neste campo, das listas de deputados a sufrágio, mas não foi a única, no círculo de Lisboa, onde fui militante da Concelhia de Cascais, membro do respetivo secretariado – órgão diretivo deste partido neste concelho – da sua Comissão Política Concelhia e no passado membro da Comissão Política da FAUL (tendo integrado vários órgãos nesta estrutura quer fosse no PS ou na JS) sem nunca pedir nada em troca, é com tristeza que olho para a lista candidata a este círculo e na qual não só teria que votar como fazer campanha por esta.

 

Mais uma vez o Concelho de Cascais não terá um deputado que represente este Concelho – o único passível de o fazer representa a estrutura da JS/FAUL e estará lá a representar esta estrutura – e esta desconsideração, é efetuada à custa dos mesmos de sempre ligados a lobbys bem conhecidos e sem nenhuma ligação quer às populações deste distrito – dois até veem de círculos eleitorais distintos – quer à maioria das estruturas do PS, no seu círculo eleitoral de Lisboa e aos seus militantes.

 

Esta desconsideração da sede nacional do PS indica que, futuramente este nosso Concelho, esta estrutura partidária e Concelhia do PS bem como e este conjunto de militantes, alguns que considero amigos e outros que são até meus familiares próximos, será de novo deixada de lado e que continuaram a lutar sozinhos contra tudo e todos no próximo combate autárquico.

 

E mais uma vez nos considerarem secundários em desfavor de muitos ex-camaradas que sempre e ao longo destes últimos anos demonstraram uma desconsideração razoável por todos os restantes camaradas enquanto representantes destes (fossem estes cidadãos e/ou militantes) na nossa Assembleia da República.

 

E isso é inadmissível para quem como eu combate há longos anos e tenazmente a corrupção, compadrio, as fraudes, a política de favores e o nepotismo que é protagonizada pela coligação PPD/PSD e CDS-PP neste Concelho. Assim se é para combater numa trincheira que seja numa que irá recolocar o debate na ideologia que sempre defendi e no futuro que sempre pretendi que os meus concidadãos deste concelho tenham!!!

 

E já agora esclareço – pois a política dos graçolas e mal intencionados abunda – que o meu nome nunca constou nem constaria a meu pedido de nenhuma lista a deputados desta Concelhia e que nunca foi esse o meu fito na política pois, quem me conhece sabe, que se houver alguma vez uma Assembleia Metropolitana e/ou Regional de Lisboa/Setúbal, com representantes eleitos, esse seria sempre o meu objetivo.

 

O que me indignou neste ponto especificamente foi sempre e apenas uma questão de princípio, que demonstra a alienação que esses deputados mais uma vez terão por quem os elege e os apoiará!!!

 

Aliás essa alienação entre os eleitos e os militantes que os apoiam é algo que se tem vindo a agravar nos últimos anos e para vos dar um exemplo eloquente, na ultima discussão das propostas para o programa de governo do PS na FAUL, apenas 1 dos 18 eleitos pelo PS e a exercer mandato na Assembleia da República, compareceu para discutir com militantes!!! Este facto, o de serem mal agradecidos tem sido a tónica dominante interna da última legislatura destes “chamados representantes” sendo que raramente se vêm em atividades do partido, ou seja, a sua eleição implica o desprezo recorrente e constante por quem os elege internamente e os apoiaria externamente!!!

 

Essa prática política é contrária em democracias com países com o mesmo número de eleitores que o nosso e/ou até maiores como França, Holanda ou Bélgica, onde já fui a eventos e em que os eleitos convivem em amiúde com os eleitores sejam estes militantes ou não desses partidos!!!

 

E quantos pensarão vós que estão nas listas de novo por Lisboa? Pois bem apenas 6 dos 18 – Helena Roseta, Wanda Guimarães, João Soares, Miranda Calha, Joaquim Raposo e Vitalino Canas – é que não estarão de novo!!! Será então este o prémio que a maioria – os restantes 12 – recebe após se estar a marimbar recorrentemente e durante quatro anos para a base militante que a apoiou na sua eleição?

 

Esta desconsideração que se irá perpetuar no futuro, pela lista apresentada e candidata pelo Circulo de Lisboa em que os deputados julgam os militantes como seres secundários e ridículos (designação que ouvi acerca de nós por um dos candidatos em lugar elegível num evento recente em que se despediu desta maneira após estar lá menos de 5 minutos), e se o fazem com os seus, nem se fala qual é o seu comportamento com a população em geral de que se distanciam ao nível da sobranceria mais ridícula, absurda e petulante de pequenos reis que julgam que são superiores a nós como militantes e cidadãos!!!

 

A sobranceria alarga-se ao aspeto pessoal, alguns nem têm a dignidade de me cumprimentar quando me cruzo com estes na AR quando lá fui várias vezes quer em visitas com convidados – por causa da minha atividade profissional – quer quando fui ajudar o partido, o mesmo se passando quer em eventos quer em sedes por essa Federação da Área Urbana de Lisboa do PS afora!!! Ao contrário de muitos destes nunca precisei do Partido para sobreviver – e irei não continuar a precisar – e isto faz-me superior a estes e não como muitos destes julgam, inferior a estes, pois são os meus impostos que lhes pagam os ordenados e não o contrário!!! O mesmo acontecendo com muitos nomeados governamentais, sejam estes ministros, secretários de estado e/ou membros dos gabinetes governamentais!!!

 

Sou militante há mais de 20 anos e estou farto desta desconsideração que infelizmente não afeta apenas os militantes internamente mas que se alargou aos cidadãos em geral!!!

 

Estamos a eleger “representantes do povo”, mas os do PS, portaram-se e portam-se como donos dos votos deste!!!

 

Esta desconsideração de acharem que somos todos menores, militantes do PS e cidadãos em geral, em relação aos eleitos e nomeados alarga-se à discussão do seu programa eleitoral e das ideias contidas neste em geral!!!Falemos na prática interna e não na ideologia, de que falarei mais à frente, assim e numa primeira fase, um conjunto de iluminados que se acondiciona no pomposo Gabinete de Estudos do PS nomeados e/ou eleitos por ninguém, decide, sem consultar os restantes militantes inscritos neste Gabinete – em que eu e umas boas dezenas de camaradas conhecidos e amigos meus também estamos inscritos – efetuar um conjunto de debates à volta de determinadas temáticas que provavelmente outro conjunto de iluminados também delineou!!!

 

Mas suponhamos que até aqui tudo estava bem e que apesar destas práticas estranhas e não democráticas internamente os temas foram bem escolhidos e que seriam essas as temáticas a abordar.

 

Passa-se então aos debates e a quem os conduz e/ou a quem estes escolhem para o fazer. Já aqui referi que pertenci a uma secção temática ligada aos temas do Ambiente e Território – a única ativa nestes assuntos em todo o PS – mas não vos referi que nesta se acantonavam militantes que iam desde os gabinetes ministeriais ligados a essas temáticas, membros de concelhos de administração de empresas públicas ligadas a esses setores bem como alguns quadros médios destas, especialistas ligados a essas temáticas – onde eu me incluiria – e por fim dirigentes associativos de associações ligadas a esses assuntos. Pois bem quantos destes foram chamados a contribuir para a temática, Combate às Alterações Climáticas, ou para o tal debate realizado?

 

Nenhum!!!

 

Pior que isto é se não reconhecessem qualidade a algum destes militantes e até reconhecem, porque uma irá ser candidata às listas pelo círculo de Lisboa – em lugar não elegível é certo – mas pelos vistos nem isso serviu para algum daqueles iluminados que vos falei ter um pingo de respeito e vergonha na cara por quem como eu e outros há décadas que andamos a falar sobre estes assuntos esteja o PS na oposição ou no governo!!!

 

Pior após esses debates, em que alguns dos nossos a título particular se deslocaram – pois nenhum convite interno foi enviado – é editado uma espécie de rascunho que se anuncia como estando a discussão que, espante-se tem entre o pouco e o nada, das várias propostas efetuadas e feitas – por escrito – nesse debate!!!

 

Deste modo e esse é o cúmulo da desconsideração chega-se à conclusão óbvia de que tudo estava escrito à priori e que todos os que foram lá nada mais foram do que fazer figuras de corpo presente e de verbos de encher para bater palmas a figuras que se limitaram a seguir um guião pré-preenchido e a apresentar um espetáculo deprimente de ideias pré-concebidas e vazias de conteúdo anteriormente escritas por esse conjunto de iluminados!!!

 

Mas vamos lá imaginar que até essas ideias eram pontos de partida e que após esse espetáculo deprimente haveria a energia redentora do apelo à participação democrática de militantes e cidadãos em geral conforme foi anunciada publicamente!!! E que eu até estaria disposto a perder algum tempo e a queimar algumas pestanas após o meu trabalho a colaborar com isso!!!

 

Após ler esse débil ponto de partida e após ter enviado várias páginas de alterações fundamentadas não só na minha experiência mas também em estudos – não em achismos pessoais – o que se lê, nessas 141 páginas é para além de poucochinho, uma mão cheia de nada, com vazios constantes e muito poucas metas traduzidas em resultados efetivos.

 

A desconsideração foi tal que em dezenas de alterações propostas enviadas foi considerada uma parte de uma frase, que estava aliás errada como se prova em inúmeros estudos internacionais, as restantes propostas de alteração foram ignoradas!!!

 

O mesmo aconteceu com propostas efetuadas por mim e por outros camaradas, no tal encontro do PS/FAUL em que só o deputado Jorge Lacão marcou presença em 18 eleitos pelo Círculo de Lisboa, propostas essas minhas e de outros camaradas fundamentadas e muito interessantes que quase todos enviaram por escrito e da qual obtivemos Feedback do seu envio para esse conjunto de iluminados.

 

E por fim a farsa ficou completa numa Convenção em que se anunciava muito pomposamente que #TodosDecidem, lamento mas não sei sinceramente quem são esses todos e o que é que estes decidiram!!! Não foram de certeza os militantes do PS, mas sim lobbys ligados a esse conjunto de iluminados que nenhum respeito teve ou terá por nenhum camarada, cozinhando à porta fechada algo vazio que nos/vos ultrapassa como militantes do PS!!!

 

O vazio das propostas assim o demonstra, bem como a inexistência de metas objetivas!!!

 

Esse foi o cúmulo da desconsideração!!!

 

Pois um partido que não precisa de mim para propor ideias, como precisou no passado não muito longínquo num processo bem mais aberto e participativo, não precisará de mim, para mais nada!!!

A ideologia vazia do poucochinho

 

Ou o poucochinho programático e ideológico como poderia ser este também o nome deste sub-título, tal como existiria outro possível mas esse seria demasiado longo que seria: distinção entre ação e prática e como é que se deve ser coerente entre a nossa preocupação pelo futuro e o nosso estilo de vida. Mas esse título irá encadear-se com o sub-capitulo seguinte sobre o Futuro e por isso já lá iremos.

 

Às desconsiderações referidas no anterior artigo, juntou-se uma razão bem mais profunda que se prendia e prende, com tanto o programa de governo apresentado como pela razão ideológica que se operou em mim de descrença de que o Partido Socialista se enquadrava naquilo que sempre defendi ideologicamente ser ao longo dos anos que seria a via ideológica de governo que algum partido deveria seguir, ou seja, a via Social Democrata Verde (tendo como parâmetro a social democracia nórdica).

 

Comecemos pela razão da minha pertença ao Partido Socialista ao longo das últimas décadas.

 

O PS é dentro daquilo que em ciência política se chama um partido de massas de amplo espectro ideológico, alguns cientistas políticos, dão-lhe o nome de partidos assembleia, ou seja, partidos que somam dentro de si uma forte diversidade ideológica ao ponto de até terem no seio seio utilitaristas, ou seja, cidadãos sem nenhuma ideologia, aqueles que popularmente se podem chamar de tachistas, vira-casacas e/ou capachos lesmas sem nenhuma espinha dorsal!!! E existem muitos creiam-me, inclusive deputados, que se julgam a última bolacha do pacote mas que não passam de utilitaristas pedantes sem nenhuma consistência ideológica.

 

A diversidade ideológica do PS, por ser um partido de massas e de assembleia, vai desde marxistas, socialistas utópicos, socialistas democráticos e anarquistas personalistas sociais passa por socialistas católicos progressistas, republicanos de esquerda, sociais-democratas (estritos), sociais-democratas (defensores dos modelos sociais-democratas) nórdicos e acaba em socialistas monárquicos, socialistas liberais, defensores da terceira via e até conservadores católicos romanos (defensores da teoria social desta Igreja).

 

Neste partido de assembleia cabe assim um largo espectro ideológico que nuns momentos é mais sustentado por uns sectores ideológicos e noutros por outros, tendo sempre dentro de si uma ideologia central e maioritária!!!

 

O problema do PS nos últimos anos é que perdeu esse carácter de partido assembleia e de partido de massas para se transformar num partido de quadros e num partido personalista!!! Essa tensão sempre existiu, diga-se de passagem, assim muitos líderes do PS tentaram ou tentam personalizar o partido à sua imagem e é em momentos de turbulência que o PS volta a ser um partido de massas e um partido de assembleia transformando-se normalmente num partido de quadros quando governa!!!

 

O problema é quando não são os seus quadros que o direcionam, o que é aliás normal num partido de massas quando governa, mas apenas alguns dos desses quadros, assim esses alguns excluem os restantes e manobram nas propostas e as ideias o partido em causa para os seus interesses!!!

 

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Este partido não deixará de ser um partido de massas nem deixará de ser um partido de assembleia pois a massa militante assim o assegurará, mas em termos de prática de governação e de prática política, deixará de ser de certeza democrático!!!

 

E dirão mas já não foi assim no passado, claro que foi, mas ou o partido estava na oposição e nos livramos do líder personalista em causa ou a liderança não tinha assim tanta força e tentava ser inclusiva ouvindo tudo e todos e/ou era em alguns momentos mais próxima de todos quadros e noutra da massa militante incluindo até em momentos de transição da oposição para o governo de muitos simpatizantes!!!

 

Pois bem, não é o que se passa agora no PS? 

 

Não, pois na direção ideológica e programática composta por alguns quadros intermédios que já aqui referi são uma minoria dos efetivos até dentro dos quadros e que estão a direcionar o Partido Socialista para lobbys escusos e subterrâneos difíceis de descortinar até para pessoas como eu que sempre foram atentas a esses fenómenos.

 

 

Já agora dentro do PS se houve no partido assembleia e nas suas múltiplas ideologias uma, que sempre foi dominante, essa foi quase sempre a social-democracia, pois não é por existir um Partido Social Democrata que é nesse partido que os existam, aliás nem a juventude desse partido se safa, o PSD, aliás PPD/PSD, há muito que se transformou num partido personalista e de quadros com três ideologias bem definidas: a) liberalismo económico (com mais ou menos pendor social dependendo dos líderes); b) conservadorismo de valores (mais ou menos liberais dependendo dos eleitos); c) populismo democrata de direita (com vagos momentos de populismo demagogo puro).

 

Mas infelizmente e recentemente, com António Costa, o PS deixou de ser social-democrata e passou a ser um partido personalista rodeado por um conjunto de quadros que o personalizaram.

 

Será que seria diferente com António José Seguro?

 

Líder que eu combati ferozmente por ser personalista e por ter ostracizado a ideologia dominante do seu seio – a social-democracia – e de ter entregue o PS a quadros socialistas monárquicos, socialistas liberais, defensores da terceira via e até conservadores católicos romanos (defensores da teoria social desta Igreja)!!! Claro que não, seria pior!!! Porque a prática de governo, nestes últimos anos por uma, denominada Geringonça (com apoio parlamentar assimétrico à esquerda) seria substituída por uma de Bloco Central (união PS com PPD/PSD+CDS-PP) fazendo com que o PS internamente perdesse milhares de militantes, dirigentes e autarcas e se criasse por um lado um partido dos verdadeiros sociais-democratas e por outro indo uma razoável parte da sua militância mais há esquerda para o Bloco de Esquerda. O PS transformaria-se assim no Partido Socialista Francês e numa espécie de centro liberal populista que seria maioritário numa eventual governação futura com o PPD/PSD+CDS-PP abrindo deste modo a porta à extrema-direita.

 

Deste modo, António Costa, preservou e bem este grande partido inteiro e irá levá-lo a sobreviver mais uns anos no futuro, anulando qualquer veleidade à existência de uma extrema-direita em Portugal!!! Mas e talvez porque é um utilitarista e, este PS se transformou num partido personalista, esqueceu-se de olhar para quem o rodeava e quem escamoteou os restantes quadros que, se agora calam e comem, porque o poder é assim e gera esses silêncios seja por interesse ou por medo no futuro, se revoltarão quando tiverem oportunidade ou então já não estarão presentes como eu e outros que estamos de saída!!!

 

E qual foi o corolário dessa captura, ideológica e programática por esse conjunto minoritário de quadros?

 

O programa de governo, que foi uma desilusão completa, neste repetem-se palavras como apoiar, concluir, aprofundar, ampliar, alargar, clarificar, desenvolver, avaliar, incorporar que revelam que não se pretende fazer mais do que já se fez, é a aposta no pouconhinho programático ideológico e realizá-lo é pelos os vistos a maior ambição do PS no futuro!!!

 

Outras palavras como adotar, instituir e/ou criar são pela leitura posterior dos parágrafos apresentados totalmente vazias de conteúdo pois nenhuma meta se estabelece e nenhum objetivo é sequer contabilizado!!!

 

Na área do programa de governo e no referente ao Combate às alterações climáticas em que me irei focar face à emergência do assunto em causa, o que se vê é uma cedência em toda a linha aos interesses e lobbys que visam não só a exploração de Petróleo de forma descontrolada na nossa costa como o arrombo sem restrições de nenhuma ordem à exploração dos filões de lítio existentes em Portugal. Já referi várias vezes internamente e publicamente que essa era uma das linhas vermelhas que me faria sair do Partido Socialista, a possibilidade de exploração de Petróleo nas nossas costas, pois bem essa linha vermelha foi ultrapassada ao não se referir uma linha acerca do assunto no programa eleitoral. E como a regra sempre foi o que não é referido é permitido, sendo essa a regra de políticos habilidosos ligados a lobbysnomeadamente nas listas dos círculos do PS de Lisboa e Setúbal existem alguns – quer dizer que aquilo que alguns não conseguiram aprovar em Congresso, querem fazer os portugueses referendar de forma encapotada e ao arrepio de milhares de militantes e autarcas do PS por este país fora.

 

Mas vejamos que por absurdo eu não teria razão e que apenas me iria cingir ao que estaria escrito acerca deste assunto, no ultimo parágrafo, do ponto contido na página 60 do Programa Eleitoral do PS, na parte referente ao Conservar a natureza e recuperar a biodiversidade é referido que se irá, e cito, assegurar a conservação da biodiversidade e da geodiversidade nas atividades de
prospeção, pesquisa e exploração de recursos minerais, ou seja, abre-se a porta à exploração de recursos minerais – sem referir quais por isso deduz-se que poderão ser todos – apenas se pondo um vago que se irá assegurar a conservação da biodiversidade e da geodiversidade!!!Mas estes vazios repetem-se amplamente por toda esta proposta de programa e no caso especifico do Combate às alterações climáticas gostava que me referissem uma medida sequer que seja quantificável?

 

Aliás não é a agarrar-se ao passado, que no caso do PS é muito positivo, que se consegue conquistar o futuro, pode-se ter conquistado muita coisa mas se não houver futuro do nosso planeta, para que é que serve essas conquistas passadas?

 

E o problema é que o PS deixou de acreditar que pode mudar o futuro mesmo que pontualmente!!!

 

O que se lê em relação ao Combate às alterações climáticas, é um programa vazio e é algo a que a Direita e a Extrema-direita do nosso espectro político nos habituou amplamente. No PPD/PSD, por exemplo, esse vazio sempre serviu para enganar os incautos eleitores que, após serem amplamente enganados e verem que nada fazem cada vez mais olham com o desprezo para o que têm. Já o CDS-PP um partido cada vez mais profundamente salazarento e que, se baseia nos setores ultra montanos do nosso espetro político, o vazio aplaudido amplamente pelos os jornalistas e órgãos de comunicação social da nossa praça e que ganha tanta projeção e credibilidade como os jornalistas e estes órgãos de comunicação social que os apoiam e veneram, ou seja, nula ao ponto de uns e outros desaparecem felizmente quase do nosso olhar ou por não eleição ou por falência!!!

 

Mas no PS, o vazio em relação a um assunto tão importante como o Combate às alterações climáticas, leva-me a pensar que nada será efetuado para além do que está programado, ou seja, o PS não se irá comprometer mais do que já negociou com os lobbys financeiros e industriais do nosso país!!!

 

E quem é que negociou em meu nome e em nome dos restantes militantes do PS com estes?

 

Pois, os tais quadros que excluindo os restantes sejam estes quadros e/ou militantes se estão a marimbar para o futuro do nosso planeta e da nossa sociedade!!!

 

O PS deixou de ser deste modo o partido assembleia e de quadros passando a ser o partido personalista e alguns quadros é pena é que a grande massa de militantes ainda disto não se tenha apercebido!!!

 

É triste pensar que será nisso em que os cidadãos em geral irão depositar maioritariamente o seu voto, num  programa sem compromissos, vago e, muito pior do que isso, sem nenhuma opção quantificada e isto tudo num assunto tão importante para o nosso futuro comum!!!

 

O que o PS me pedia a mim enquanto militante, era que acreditasse neste partido que nada promete e que com nada se compromete, era que tivesse , mas lamento sou crente em D’us mas profundamente racionalista e não fui bafejado com essa fé transcendente alargada!!!

 

Sou alguém de ação e não consigo ver o que o PS fará se – espero que não – ganhar com a maioria absoluta!!!

 

Ideologicamente falando continuarei a ser um social-democrata defensor da social-democracia nórdica e verde, mas como é óbvio nos últimos anos evolui ideologicamente e já não considero que deve haver distinção entre a ação e prática e que devo e tenho que ser coerente entre a nossa preocupação pelo futuro e o nosso estilo de vida!!!

 

Existe deste modo um problema meu ideológico e de descrença generalizada no Partido Socialista bem como na sua prática interna, no seu programa eleitoral, na sua liderança, nos quadros que rodeiam essa liderança e a até na sua ideologia e/ou na crença que a sua assembleia de ideologias poderiam resolver os problemas futuros da minha comunidade, do país e da humanidade!!!

 

Pois nem os cidadãos que o lideram e o representam são coerentes, como até desrespeitam e desconsideram camaradas internamente bem como o seu programa de governo e a ideologia foi vendida a entidades estranhas em assuntos tão fundamentais como aqueles que, nos irão permitir existir ou não a mim e a todos, num futuro próximo!!!

O Futuro

Após falar de desconsiderações internas várias, do programa eleitoral vazio e poucochinho e da captura programática ideológica do PS por alguns quadros ligados a lobbys, poderia taticamente me manter no PS e aguardar que no futuro houvesse alguma esperança de que as coisas se alterassem mas o problema é que não tenho essa esperança e pior penso que muitos destes problemas se irão agravar.

 

Primeiro e ao contrário de outros ex-camaradas meus, tal como já referi, não tenho a fé que muitos têm (e alguns até são ateus, por isso é estranha essa ) nos chamados jovens turcos pois, não é o facto de serem fortes ideologicamente que os fará ser bons políticos, mas sim as suas ações e estas pelo que se pode ver estão entre o fraco e o medíocre não só internamente como no governo!!!

 

E muitos destes nessa ideologia nem são da maioritária dentro do partido assembleia que é o PS, a social-democracia, mas agarram-se a amanhãs que cantam marxistas que podem ser bons pontos de partida retóricos ideológicos mas que não passam disso mesmo!!! Mas também está aliás amplamente publicitado e provado que um marxista e/ou extremista ideológico de esquerda se transforma com a prática governativa num liberal e é isso que eu temo que aconteça!!! E por fim muitos desses jovens turcos e a tal esperança futura do PS são os mesmos que deixaram o PS ser capturado por esses quadros ligados a lobbys que são estranhos, pelo que a prática não bate com aquilo que anunciam!!!

 

Segundo saio com a convicção de que o PS já não representa o futuro e que as futuras gerações já não acreditam que este o seja!!! Tenho pena – pois durante muitos anos fui militante desinteressado – da JS e receio que esta esteja – aparte de alguns camaradas que reconheço com alguma capacidade – enquistada de um espírito conformista!!!

 

Fui militante durante alguns anos da JS, e nesta os debates ideológicos e programáticos eram intensos, o que hoje se assiste é a consensos pelo mínimo diapasão comum sendo que pelo menos na última década não houve candidatos da oposição a líder nacional!!! Ao ponto de quem é líder nacional desta estrutura hoje em dia é alguém que reputo de não só sofrível de trato pessoal como de uma nulidade ideológica sem precedentes!!!

 

E é isto que poderá ser o PS no futuro? Esta nulidade ideológica e programática e que repete até à exaustão as desconsiderações que já aqui referi?

 

Falta à JS a capacidade reformar o PS em assuntos tão sérios como a emergência climática ou a à descarbonização do país e que o programa eleitoral e a ideologia tenham uma correspondência prática face à realidade em que vivemos!!!

 

O futuro neste campo anuncia-se negro e muito longe de alguém que como eu acha que temos poucas décadas para agir!!!
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E olhando para o fundo túnel, que será o nosso futuro, será mesmo que temos tempo para isso?

 

E esse é o terceiro ponto, o PS o que é que defende para o futuro próximo?

 

O PS também irá permitir que a destruição do Alentejo e que a sua desertificação se intensifique graças à exploração intensiva e sem regras dos seus campos. O facto de o cabeça de lista por Évora ser, alguém ligado a esses lobbys agro-industriais e, como Ministro da Agricultura ter intensificado essa destruição, bem como o alargamento da agricultura intensiva que leva à morte de milhões de aves e ao gasto de água sem regras mantendo a exploração agro-pecuária intensiva. E deste cabeça de lista conviver e apoiar os lobbys taurinos que recebem mais de 100 milhões de euros de apoios diretos e indiretos nossos para que, um bando de nababos marialvas extremistas de direita se, galvanize com o sofrimento de animais, demonstra que esse é o futuro que o PS escolheu!!!

 

O PS também continuará a ser cúmplice com os lobbys florestais que ou por continuação da exploração silvícola e florestal sem regras ou planos ou porque se beneficiam com o combate às chamas não olham a meios para atingir os seus fins!!! A inação é gritante, mesmo após dezenas de tragédias, que se irão inevitavelmente agravar e o pior é que quando outros tentam propor planos e ações concretas são barrados no parlamento pelo PS, aliado ao PPD/PSD e ao CDS-PP, sendo que estes últimos partidos são os principais responsáveis do estado a que chegámos nesse campo!!!

 

E é este o futuro que o PS quer que eu acredite que mudará?

 

Por fim o que acontecerá com o atingir das metas e objetivos para combater as alterações climáticas pois todo aquele programa de governo é o contrário do que deve ser efetuado em todas as frentes!!!

 

O PS está enquistado de lobbys que irão continuar a destruir este planeta e que tentarão adiar coisas tão simples como, a descarbonização da nossa sociedade, a implementação rápida de um plano de produção de energia 100% elétrica baseada em fontes renováveis e a generalização do transporte público em todo o país!!!

 

Tudo porque interessa dar dinheiro aos lobbys que vivem da importação de gás e petróleo, da exploração de petróleo sem regras e a lobbys ligados à exploração de vários recursos naturais (como o lítio) sem ter em conta a preservação do ambiente, das paisagens, do turismo sustentável ou da proteção da avifauna que ainda nos resta!!!

 

Será esse o futuro que o PS representa?

 

Se é então não precisa de mim!!!

 

Saio no final de uma legislatura, após ter colaborado com quem me pediu sem receber um tostão, saio limpo de encargos e olho para o futuro.

 

Saio numa altura fácil para o PS, que apenas terá ou não maioria absoluta, devido a este e não por causa de terceiros.

 

Quem me conhece também sabe o que sempre defendi no PS e que continuarei a ser social-democrata verde, ecologista, europeísta federal e de centro-esquerda. 

 

Radical em princípios sem transigir em aspetos importantes como a minha liberdade e o respeito que os eleitos têm que ter pelos militantes que os apoiam e os elegem e os eleitores em geral, sem os paternalismos e a desconsideração que os antigos meus camaradas entraram comigo e com outros, esquecendo-se quem eram e de onde vêm, olhando-me com a superioridade e sobranceria que quem os conhece à muitos anos não lhes autoriza!!!

 

Continuarei ser ativista ecológico, radical na ação e na forma e agora estarei onde acredito que será a via coerente e com futuro!!!

 

Saio porque existe futuro noutro partido/projeto ideológico, na ação deste e com este e que se deve ser coerente entre a nossa preocupação pelo futuro e o nosso estilo de vida.

 

Não existem partidos prefeitos, mas o PS deixou de não só o ser mas no qual deixei de acreditar que seria ou poderia estar e ser o nosso futuro enquanto sociedade, país e enquanto planeta e casa comum que vivemos!!!

Sobre a suposta infalibilidade da medicina convencional…

Antes demais gostaria de referir que sou um racionalista e defensor da medicina convencional mas que também não nego que muitas das chamadas medicinas alternativas/tradicionais (que chamarei não convencionais) tem efeitos muito positivos no equilíbrio corporal e psicológico humano.

O problema é que muitos cientistas adoram vir a público declarar a medicina convencional como infalível, o que não sendo muitos destes crentes e/ou até ateus, é espantosa esta sua fé em algo que só pode ser considerado como um ato de pura arte mágica!!!

Mas se muitos cientistas adoram clamar que a medicina convencional é infalível, o problema é que muitos médicos não o fazem. E porque não o fazem? Porque ao a praticarem veem todos os dias a sua falibilidade.

E quando falamos de falibilidade não falamos de negacionismo científico, falamos é de não extremismo crente em algo baseado num método científico que é tudo menos infalível, aliás a existência do método científico implica que sempre se questione o que se descobriu para se poder aperfeiçoar o que é praticado.

Por isso muitos cientistas considerarem todas as medicinas não convencionais como charlatanismo puro e porem os químicos como o único método de cura é à partida absurdo e até pouco lógico, pois as bases das receitas dos remédios farmacêuticos são plantas naturais em que foi a sua mistura afinada ao longo dos tempos que levou à descoberta de muitos dos componentes químicos, hoje tão endeusados por esses supostos cientistas médicos, como os únicos capazes de serem a cura para todos os males e a panaceia de todo o bem, ato médico e/ou remédio milagroso, lamentamos mas é outro achismo.

Eu percebo este tipo de cientistas, alguns não passam de mercenários sectários contratados pelas grandes farmacêuticas, que desenvolvem produtos químicos de resultados mais que duvidosos mas muito caros e/ou de lobbys de sectores económicos que desenvolvem máquinas de diagnóstico cada vez mais complexas, caras mas muitas com razoáveis deficiências para os campos que se destinam!!! Outros, talvez sejam seres humanos preocupados com os efeitos nocivos que a desinformação e a prática de charlatanices – já agora também vinda de médicos e cientistas seus colegas – estão a provocar ou podem provocar na saúde humana.

Em relação aos primeiros o que poderei dizer é que são iguais aos charlatães que visam combater, pois um mercenário pouca credibilidade tem, aos segundos gostava de lhes referir o seguinte:

1.º A pertença superioridade moral e cientifica de nada lhes serve, só afasta as pessoas que têm desconfianças em relação à medicina convencional e os põe nos braços dos charlatães de serviço e também aprofunda a sua descrença na ciência em geral;

2.º A ofensa gratuita aqueles que estes chamam de quimofóbicos é absurda pois em vez de explicarem e tomarem uma posição explicativa e educativa que, as plantas que os defensores de medicina não convencional tanto se agarram – entre eles muitos de boa índole e com desconfianças que se vieram a sedimentar racionalmente e não baseadas em crenças – são estas a base dos remédios da medicina convencional, isto com exemplos claros, talvez conseguissem chegar a esses que agora ofendem e até encontrar pontos/pontes de entendimento. Agora a ofensa gratuita pela ofensa gratuita, dá-lhes nula razão!!!

3.º O rotular de que quem é dirigente, militante e/ou votante no PAN, e/ou de alguém que é contra a caça ou contra as touradas, que defende os animais, ou é defensor de um modo de absorção de alimentos que não inclua carne ou outro tipo de alimento proveniente de animais é uma besta quadrada irracional e defensor de um nazismo de hábitos e por isso anti científico e irracional apenas me faz pensar em devolver os atributos imputados a quem os faz!!!

E aqui entramos naquilo em que estes supostos cientistas erram no alvo, pois existem muitos vegetarianos/vegans que assim se tornaram por ideologia política e de sustentabilidade ambiental futura, tal como foi pela racionalidade que decidiram ser contra hábitos bárbaros e sem sentido nenhum numa sociedade moderna, como a caça ou as touradas, também por arrasto e como seres racionais começaram a defender os seres animais que não se podem defender da irracionalidade humana e por fim e como culminar muitos começam o olhar e a votar no PAN (pois e apesar de algumas propostas no passado, muito poucas, menos racionais) é o único partido ecologista político português em todo esse amplo sentido do termo.

E se estes seres humanos fizeram todas estas opções de forma racional e com uma opção racionalista e científica clara por detrás, que se chama sustentabilidade ambiental, ecologismo político, defesa de seres irracionais e evolução da sociedade, então como é que esses supostos cientistas racionalistas podem imputar a quem chegou a estas opções apenas por questões racionais de estes últimos não o serem?!?!?

Talvez um ser racional humano como esses supostos cientistas médicos me possam explicar isto?

É óbvio que estes charlatães e extremistas da racionalidade científica adoram rotular os seus adversários como rotulam elementos químicos, o problema é que os elementos químicos são finitos e provavelmente até não estão todos descobertos tais como os rótulos que eu lhes posso devolver por me chamarem o que chamam!!!

Existem também charlatães que gostam de ser os pró-peste (designação que um irmão meu numa recente sessão de Loja no G.’.O.’.L.’. intitulou os que são anti-vacinas), a esses só lhes desejo a cadeia pois com essa charlatanice põem em perigo vidas humanas!!!

Tal como desejo a cadeia para aqueles cientistas mercenários que a mando de grandes multinacionais também mercenárias andam por aí a patentear genes naturais e arrogar-se estes e essas multinacionais como donos de algo natural ou proveniente diretamente da natureza como os comerciantes dos O.G.M.’s (organismos geneticamente modificados), pois esta manipulação do que é natural nada tem de inovador, a prova são os processos que essas multinacionais mercenárias põem contra povos indígenas que já usavam/plantavam essas sementes de forma local e o faziam de forma sustentável!!! A questão que se coloca é com que direito o fazem? Esse patentear de genes de plantas é completamente absurdo!!! É como se alguém dissesse que quer patentear algum gene de ADN humano!!! E até há bem pouco tempo era natural essas empresas mercenárias porem redutores de crescimento em plantas concorrentes que mataram colheitas à volta de modo a obterem o exclusivo na região e alargar o seu âmbito de atuação comercial!!! Então porque é que se condena a invasão de espécies de insetos ou outro tipo de espécie animal invasora em ecossistemas que não são os seus, porque é que eu serei impassível à invasão de espécies vegetais manipuladas que depredam – porque eliminam o concorrente – o que naturalmente e naquele território sempre existiu? Porque é científico ou porque é um puro negócio? Serei um racionalista estúpido ao ponto de não perceber que a vida natural não está há venda, ponto final!!! Não serão estes senhores uns miseráveis bioterroristas!!!

Os pró-peste (anti-vacinas) são tão assassinos como os bioterroristas referidos, ambos são criminosos e ambos deveriam estar na cadeia!!!

Então qual a solução para as medicinas não convencionais?

Será que perseguir, ilegalizar ou ostracizar funciona?

Duvido!!!

Não será melhor legalizar, estabelecer regras claras, controlar e verificar bem de perto os abusos para os poder punir de forma exemplar!!! Trazer a complementaridade e o controlo de médicos/cientistas convencionais para o processo?

Mas essa legalização tem que ser de medicinas não convencionais que não sejam charlatanice pura, a homeopatia e/ou venda de água cara seria excluída, tal como a medicina tradicional chinesa baseada nos remédios de origem animal que estão por trás da perseguição a rinocerontes e tigres, para fazer pós milagrosos com os seus cornos e ossos!!! Mas porque é que a acupuntura ou a aromaterapia não podem ser legalizadas e controladas pela medicina convencional? Serão assim tão nocivas? Se forem estabelecidas normas claras que estas não se substituírem nunca à medicina convencional, qual o mal?

Aliás é o que se passa em parte com o atual quadro legislativo. Fazendo um resumo histórico, a Lei 45/2003 de 22 de Agosto que foi votada por unanimidade na Assembleia da República sob proposta do Bloco de Esquerda e que reconhecia seis terapêuticas não convencionais: acupuntura, homeopatia, osteopatia, naturopatia, fitoterapia e quiropráxia. Esse reconhecimento ficou pendente da publicação de portarias que clarificassem as condições de acesso a estas profissões e à respetiva cédula profissional, bem como o que poderiam ou não fazer os profissionais destas terapêuticas, as condições obrigatórias dos locais onde são exercidas. Em 2013, o governo da direita apresentou um novo projeto, aprovado com os votos do PSD, CDS e PS e com a abstenção do Bloco, do PCP e do PEV, a nova Lei 71/2013 de 2 de setembro – que reconhece as seis referidas enquanto terapêuticas não convencionais e acrescenta ainda a medicina tradicional chinesa. As Portarias de regulamentação, indicando as condições necessárias para o exercício destas terapêuticas, foram publicadas em junho de 2015 – da fitoterapia (172-B/2015), acupuntura (172-C/2015), quiropráxia (172-D/2015), osteopatia (172-E/2015) e naturopatia (172-F/2015), em falta ficaram as portarias de regulamentação da homeopatia e da medicina tradicional chinesa, estas duas foram objeto da insistência da regulamentação da sua prática de novo pelo Bloco de Esquerda nesta legislatura até agora estas duas práticas não foram regulamentadas e não têm por isso cobertura legal nem são objeto de desconto em impostos e/ou aceites pelo estado e/ou o seu SNS.

Já agora não se nota onde é que o PAN, objeto obsessivo desses cientistas charlatães racionalistas acompanhados pela clique jornalista dependente dos lobbys da tourada e da caça, teve ou tem alguma influência nesse processo todo, visto que só a partir de outubro de 2015 é que este partido teve representação parlamentar, e apenas em maio de 2016 pediu um reforço na regulamentação da prática dessas seis terapêuticas não convencionais já aprovadas e em que demonstrava a sua preocupação, tal como eu e todos, que houvesse uma prática não controlada das duas práticas ainda não regulamentadas, a homeopatia e a medicina tradicional chinesa. O limbo onde estas se encontram é de todo absurdo e eu como racionalista até defendo que estas sejam retiradas da Lei 71/2013 de 2 de setembro, proposta pelo PSD/CDS-PP, pois uma a da água cara e/ou homeopatia é charlatanice pura e a segunda, a medicina tradicional chinesa, é negativa para os animais e a natureza em geral pois muitos dos seus remédios alimentam negócios à volta de animais em vias de extinção, como o Tigre e o Rinoceronte!!!

Ser extremista é que é ser errado, e aos cientistas extremistas, mesmo médicos, deixo um conselho, tentem perceber porque se descredibilizam e porque é que o anti cientismo chegou, foi também e muito por sua culpa e destas atitudes de charlatanice científica – de que a ciência é o alfa e ómega e que todos os outros são cretinos – e não só por culpa dos outros!!!

 

As recentes noticias falsas da TVI sobre Pedrogão Grande

Antes demais gostaria de por aqui referir que não é se espalhando noticias falsas muitas vezes que estas se tornam verdade, e é isso mesmo que uma tal Ana Leal e um André Carvalho Ramos, da TVI24 tentaram fazer com a sua ultima reportagem sobre Pedrogão Grande e a sua Câmara Municipal do PS, aliás a perseguição é claramente política e não pode ser deixada passar de animo leve.

É absurdo sequer eu estar a fazer o trabalho que o sindicato dos jornalistas deveria fazer, que é chamar à atenção a jornalistas por não cumprirem a deontologia profissional com que se devem sempre nortear e que no seu número um refere que: O jornalista deve relatar os factos com rigor e exatidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.

Ora foi isso tudo o que não aconteceu nas ultimas reportagens sobre Pedrogão Grande em que o jornalista André Carvalho e posteriormente uma (que também se diz) jornalista Ana Leal não só mentiram, no dia 21 de fevereiro, como voltaram a mentir em debates posteriores à volta deste tema e por fim voltaram à carga hoje e já basta para tanta falsidade e tanta doentia mentira.

Vamos começar pelo inicio, no dia 21 de fevereiro é emitida uma reportagem que relata de forma bombástica que em armazém existem centenas de donativos em espécie que não só não são distribuídos pelas vitimas dos incêndios como até são desviados pelo Presidente da Câmara, seus familiares e autarcas do PS. Vinte minutos em que nada é perguntado aos autarcas do PS, visados na reportagem, nem aos principais gestores do armazém, que sabe quem fez a reportagem, é a Cruz Vermelha Portuguesa.

Nos debates/entrevistas posteriores, em relação a este assunto, quem ouvem? O Vereador da oposição, do PPD/PSD, que não tem nenhum interesse político em dar gás às mentiras e um ex-Presidente de um Instituto Público afastado por um governo do PS por ser um militante partidário dentro de um Instituto Público e não um dirigente da Função Pública.

Em reportagens posteriores o que exibem é uma complacente continuação com a mentira, referindo que não existe inventariação dos bens, pedindo este inventário à Câmara Municipal, inventário esse que a Câmara não pode dar, pois a Cruz Vermelha Portuguesa referiu em comunicado que os bens foram doados ao abrigo do Fundo Revita, bem como inventariados por esta instituição, a Cruz Vermelha Portuguesa, instituição essa que detêm o inventário.

A pergunta é porque que se pede de forma repetida um inventário à instituição que não o tem?

Pior a Câmara faz uma conferência de imprensa em que o Presidente da Câmara se recusa a responder a esses jornalistas que lhes chamaram de gatunopois se alguém insinua que os donativos foram desviados pelo próprio Presidente da Câmara a isso chama-se o quê – e nessa mesma conferência de imprensa de novo pedem os inventários de bens que sabem que a Câmara não tem, mas que foram  disponibilizados ao Ministério Público pela entidade que o tem, e por fim não mostram que posteriormente foi efetuada uma visita ao armazém da polémica e insistem na mentira de que os bens continuam a ser desviados e que não são controlados.

Nessa conferência de imprensa também é referido que as instalações servem também a SIC/Esperança, bem como os Bombeiros Voluntários de Pedrogão Grande.

Será que a SIC que é um órgão de comunicação social, que está por detrás da IPSS SIC/Esperança, calou-se perante o desvio dos bens que nesse pavilhão depositou?

Por fim continuam com a mentira e referem que funcionários da autarquia vão ao armazém e espante-se tiram de lá bens!!!  E espante-se porquê? Porque nessa conferência de imprensa também é referido que a Loja Social da Câmara de Pedrogão Grande também tem aí bens armazenados, aliás esses bens já tinham sido doados antes dos incêndios, bem como já eram doados também antes dos incêndios aos munícipes em geral e sempre que estes os solicitavam.

Como vemos as mentiras têm perna curta!!!

Mas a TVI24 e estes jornalistas com intenções políticas e sem nenhuma ética jornalística continuam a espalhá-las como se de verdades absolutas se tratassem!!!

De que serve a aversão ao imperialismo…se as pessoas sofrem?

E tem a ver com a recente onda de notícias e artigos de opinião da chamada “esquerda” sobre a situação na Venezuela!!!

E retomo…

De que serve a aversão ao imperialismo…se as pessoas sofrem?

De que serve a aversão ao imperialismo…se as pessoas não têm o que comer?

De que serve a aversão ao imperialismo…se as pessoas vivem da/na mendicidade?

De que serve a aversão ao imperialismo…se as pessoas não têm um emprego que as sustente?

De que serve a aversão ao imperialismo…se as pessoas não têm os seus negócios?

De que serve a aversão ao imperialismo…se as pessoas são presas por tentar ganhar a vida?

De que serve a aversão ao imperialismo…se as pessoas ficam sem liberdades básicas como a de expressão ou associação?

De que serve a aversão ao imperialismo…se as pessoas vêem uma elite que não passa fome a falar-lhes de agressões imperialistas?

De que serve a aversão ao imperialismo…se as pessoas sabem que essa elite vive do narcotráfico?

De que serve a aversão ao imperialismo…se as pessoas sabem que o essa elite “anti-imperialista” lhes tirou o único recurso nacional…entregando-os aos imperialistas russos e chineses…

E é por aqui que começo, antes eram os imperialistas europeus e dos Estados-unidos da América a deterem as refinarias e a explorarem o seu Petróleo, quem vivia nessa Venezuela “idílica” (claro que estou a ser sarcástico) antes de Chavez sabia que se pertencesse aqueles 30% que viviam bem podia chegar ao fim do mês “sem fazer contas” e/ou “ter esquemas” para o conseguir…

Caracas antes de Chavez tinha imensos bairros de lata, favelas que se espalhavam por quilómetros de milhões de pessoas que trabalhando eram escravos pois recebiam migalhas, e era assim por todas as cidades Venezuelanas, até no campo o sistema de trabalho pouco diferia da relação fazendeiro, jagunços e o restante povo que trabalhava para sobreviver e se refilasse era morto…

Chavez foi um golpista de direita nacionalista, foi preso e converteu-se à esquerda com um tique de ideológico de nacionalismo e imperialismo pan-americano ligado a Simão Bolívar, nada que fosse estranho ao caudilhismo desde a esquerda à direita sul-americana que estava cheio dessa alusão a esse libertador.

Chavez chegou e acabou com um sistema democrático em profunda falência, um rotativismo partidário de clientelas compradas nessas favelas e bairros de lata, mas pôs-lhe o cunho de nacionalista pan-americano, de revolucionário e de esquerda socialista.

E vamos lá desmontar o que é a ideologia pan-americana bolivariana, esta não era diferente do imperialismo americano apenas se dizia revolucionária e de esquerda socialista e apoiava por isso os movimentos de guerrilha na Colômbia e grupos desordenados de movimentos (alguns irrelevantes) por toda a América fora, desde o México até à Argentina, esse tipo de não imperialismo era apoiada por outra nação muito democrata e também não imperialista das Antilhas, ou seja, Cuba, o baluarte fetiche de certa esquerda mas que nunca me seduziu desde que constatei que el comandante Che Guevara – o clímax fetichista máximo dessa certa esquerda – era o direto responsável pelo campo de concentração e morte de La Cabaña e que ordenou entre 400 a 700 execuções extrajudiciais (de entre as cerca de 14.000 que ocorreram no período pós tomada de poder da ditadura comunista) e que já agora não o escondia afirmando enquanto discursava numa Assembleia Geral da ONU, em 9 de dezembro de 1964 Execuções? É claro que executamos!“.

E é claro que Chavez fez coisas positivas, pois era impossível não o fazer, este chegou a um país onde 70% da população vivia em exclusão, deste modo começou por nacionalizar a exploração de petróleo (é preciso notar que a refinação do petróleo da Venezuela se faz em grande parte na terra do imperialismo ianque e que se continuará a fazer devido à impureza de que se reveste o petróleo venezuelano) e usar os resultados dessa nacionalização para dar a parte desses 70% de excluídos educação gratuita pós-básica, acesso à Saúde (com recurso ao produto exportador cubano com mais sucesso: médicos escravos e entregues mediante caução aos que os alugam a Cuba) e por fim acesso a um cabaz base de alimentos. Mas acabou com os bairros de lata ou as favelas? Não só não, como fez muito pouco para que isso acontecesse!?!?!

Esse populismo era podemos dizer de certa forma positivo – se bem que eu não ache nenhum populismo positivo – pois alimentava e dava algumas armas a quem era excluído até então.

E alguns desses excluídos ligados agora ao poder formaram com muita da clique militar – até daquela mais antiga e tradicional de direita que se adaptou – a nova elite de poder que é claro se defrontou com a outra elite que começou a fazer o seu jogo de tomar o poder a todo o custo.

O que vimos sempre e a partir daí foi o confronto entre essa nova elite e a outra elite, mas havia um problema, a nova elite precisava de meios financeiros para combater a outra elite, o aparelho do estado era escasso em recursos e sempre teve até Chavez uma influência diminuta na sociedade venezuelana e se excluirmos as forças armadas era insignificante, a outra elite vivia dos negócios alguns legítimos e construídos com muito esforço outros nem por isso e atribuídos por processos pouco claros e com alguns monopólios não naturais, então a nova elite começou a tentar recuperar todos os negócios ilegítimos e a roubar todos os negócios legítimos, o problema é que não os sabiam gerir, e progressivamente estes foram declinando até à falência.

Mas lembram-se do tal imperialismo pan-americano bolivariano, a nova elite militar começou a prestar assistência às guerrilhas colombianas que não eram mais do que cartéis de droga com carimbos de revolucionários e de esquerda socialista, e eram pagos em géneros, ou seja: em droga. Tendo e com “o acordo de paz” (fica em aspas pois o acordo foi uma derrota militar negociada) colombiano ficado com o negócio de tráfico internacional e venda da droga colombiana, aliás as elites militares do regime cubano já o faziam para a América do Norte e Centro, a nova elite militar venezuelana apenas ficou com o resto do mundo, pois o mundo criminoso tem horror ao vazio.

E então e após as falências por incompetência pura de gestão das empresas ora tomadas ora roubadas à restante outra elite, a restante nova elite apoia-se nos negócios da nova elite militar, e dá-se um facto curioso que tem a ver com a tentativa de se manter os negócios falidos que levam a uma falência da economia, virando-se este imperialismo pan-americano bolivariano agora falido para o imperialismo Russo e Chinês que financiam a economia venezuelana monetariamente, sem ninguém que lhe dê então crédito, em troca do controlo da distribuição e venda de petróleo da Venezuela (que nunca deixou de ser refinado no território do imperialismo ianque), ficando assim a Venezuela agora com alguns problemas:

1. Os anteriores dois imperialismos, Europeu e norte-americano transformaram-se em três: o norte-americano (mais diminuído mas existente); o Russo; o Chinês. Como sempre a divisão dos Europeus levou ao seu afastamento e mais uma vez o Reino Unido foi o principal responsável (seria fastidioso estabelecer essa conexão mas apenas vos relembro que o Reino Unido nunca apoiou a França e a Espanha junto aos Estados Unidos da América na sua pretensão de manterem os bancos e as refinarias, negócios legítimos e não monopolistas, que foram roubados em benefício da nova elite) e é por essa razão e por muitas outras semelhantes que os quero ver pelas costas nesta futura UE;

2. A nova elite é quem manda e está completamente dependente do tráfico internacional de droga Colombiana e dos negócios com os imperialistas e completamente dependente monetariamente dos russos e chineses. Foi esta nova elite que colocou lá o Maduro e o mantêm e é esta que irá se opor a qualquer tentativa de tomada de poder seja pela outra elite seja pelo tal povo que Chavez ajudou a dar alguns direitos básicos mas que com a falência económica já não apoia Maduro.

3. Maduro não manteve uma espécie de paz podre, ou seja, alguma ilusão de que a outra elite também poderia aceder a algum tipo de poder, fosse porque – e aconteceu com o sistema judicial – quisesse proteger os negócios criminosos da nova elite, fosse porque reagiu a algumas tentativas de tomada de poder legítimas ou ilegítimas da outra elite, e a ditadura política foi-se impondo de forma progressiva e cada vez mais agressiva e não adianta virem com pieguices que alguém que não cede o poder não é ditador e que eleições o legitimam, porque dezenas de ditadores mantêm-se através de eleições fictícias e fraudulentas e métodos de perseguição e terror sobre quem lhes faz oposição, mesmo moderadamente, é só olhar para o imperialismo Russo do democraticamente eleito e perpetuo presidente/primeiro-ministro/presidente Putin. 

4. O desespero pela outra elite agora completamente depauperada economicamente e do tal povo, que Chavez ajudou a dar alguns direitos básicos mas que com a falência económica já não o apoia, está no limite e pessoas desesperadas tomam medidas desesperadas.

5. O grupo de Lima a nova némesis da esquerda anti-imperialista mundial é um conjunto de países maioritariamente composto por países que andam fartos de receber os três – quase quatro – milhões de cidadãos refugiados venezuelanos que atravessando as fronteiras lhes causam enormes problemas económicos e sociais. E este grupo existe há algum tempo – Agosto de 2017 – e sim tem imperialistas americanos e anti-imperialistas e só isso deveria fazer pensar essa tal esquerda anti-imperialista mundial Mas não, é mais fácil ser demagogo!!!.

Para onde vai evoluir a situação deste país e do seu povo?

Qual será o imperialismo que ganhará?

Será que já não estão a perder todos, até estes imperialistas?

E acabo como comecei: de que serve a aversão ao imperialismo…se as pessoas sofrem?

Eu sou IRA e você é cúmplice?

Nas últimos semanas e a propósito da polémica do IVA das Touradas foram efetuadas várias reportagens encomendadas sobre o movimento IRA, acrónimo das iniciais de Intervenção e Resgate Animal, que é um grupo informal de cidadãos que inclui para além do seu líder, dono de um ginásio da margem sul, polícias, seguranças privados, técnicos administrativos e contabilistas bem como a colaboração ativa de centenas de policias da PSP, GNR e Municipais bem como muitos veterinários municipais e privados.

Este grupo muito ativo na Região de Lisboa e Península de Setúbal, atual Região Metropolitana de Lisboa, é inteiramente privado e funciona sem donativos nem o apoio de outros interesses financeiros subjacentes à sua atividade, que é, em caso de não intervenção das autoridades e organismos públicos responsáveis o resgate de animais maltratados sejam estes de companhia, de guarda e/ou trabalho.

O IRA – é mais fácil tratá-los por este acrónimo – e os irados – como chamarei também daqui em diante aos membros ativos do grupo que assim também assim se auto-denominam – animam uma página do Facebook que é seguida e tem como apoiantes mais de 180,000 perfis desta rede social.

Nesta página demonstra-se claramente e sem nenhum problema o que fazem e como o fazem, e tal como demonstram algumas declarações dos irados o seu intervencionismo animal e que este é focado em casos limite de maus tratos, focando-se quase sempre em resgate de equídeos – cavalos, burros e mulas – canídeos e felinos e muito raramente noutro tipo de animais.

Eu tal como referi sou membro da Greenpeace Internacional e fui ativista desta e nessa atividade colaborei e várias ações de forma ativa e intervim em prol das causas que esta defende, ou seja a defesa dos oceanos e do ambiente em geral.

Qual é então a minha diferença em relação a estes camaradas de armas?

Nenhuma a não ser que tenho uma organização gigante por detrás que tem mais de cinco milhões de sócios tendo o IRA e até para o tamanho do grupo, cerca de quatorze pessoas, bastantes apoiantes – se quisermos fazer o rácio apoiante do Facebook/elemento ativo do grupo dará 12.857 apoiantes por cada irado – e isso torna-os até muito mais iguais a mim e a outros que nas nossas atividades como ativistas não fizemos tudo de acordo com a lei.

Ir para a frente de um navio baleeiro japones, que tem autorizações de pesca, para evitar que cacem as baleias. É o quê, legal?

Subirmos a chaminés de centrais nucleares e/ou termo-elétricas e/ou taparmos os seus afluentes descarregados legalmente num rio. É o quê, legal?

Efetuarmos a entrada numa área de testes nucleares, que é militarizada e de um estado, de molde a evitarmos que estes se realizem. É o quê, legal?

Evadirmos uma plataforma petrolífera no Oceano Pacifico, de nome Brent Spar, propriedade da Royal Dutch Shell e que esta iria afundar com inúmeros resíduos que iram poluir de forma permanente o oceano e de molde a evitarmos o seu afundamento. É o quê, legal?

Levarmos escorias de aluminio de uma propriedade privada de uma empresa privada no Vale da Rosa em Setúbal, em 1991, e com isso chamar-mos a atenção que uma empresa suíça as importava para Portugal através de uma subsidiária portuguesa e já tinha acumulado 22.000 toneladas sem controle nessa localidade. É o quê, legal?

Como vimos por estes exemplos, a Greenpeace Internacional, age no limbo da legalidade, quando não de forma ilegal, mas se o faz, fá-lo em nome de um bem maior de um objetivo amplo de proteção das espécies marítimas, dos oceanos, do ambiente no geral e já agora do ambiente e da saúde pública em especifico no caso das escórias de alumínio de 1991.

Nada do que a Greenpeace Internacional faz ou fez é diferente do IRA e das intervenções diretas dos irados, apenas temos mais recursos, mais advogados e mais influência e peso em lobby na União Europeia e nas suas instituições.

A campanha contra a venda de animais a crédito conduzida pelo IRA e os irados que teve como alvo o El Corte Inglês em nada se distinguiu da campanha mundial de boicote que fizemos contra a Royal Dutch Shell e a forçar a esta desmontar a plataforma petrolífera Brent Spar em vez de a afundar, a diferença foram apenas o âmbito mundial que esta assumiu e os meios que usamos.

Deste modo porque é que julgamos uns e levantamos falsos testemunhos, de que estes estão a ser investigados pela PJ e, com outros os elevamos à importância mundial da Greenpeace Internacional, uma ONGD influente, mas que tem exatamente os mesmos métodos do IRA e dos irados.

Eu sou IRA e um irado porque estes não são cúmplices com os maus tratos gratuitos a animais, eu não sou cúmplice com esse mau trato gratuito permanente e constante e não controlado pelas autoridades, e você é?

Os “gilet jaune” ou quando os extremos se atraem…

É conhecido que não gosto de Emanuel Macron, aliás acho-o um aventureirista demagogo que se enquadra naquele tipo de políticos que dizendo que não são nem de esquerda nem de direita, são piores do que os ideologicamente referenciados.

E agora não só poderemos reproduzir este tipo de critica em relação a Emanuel Macron, que é bem mais definido em relação ao racismo e à liberdade de afirmação sexual, que muitos partidos por cá, mas que em termos económicos e sociais quis ser o melhor dos dois mundos e o problema é que as opções económicas e sociais são e estão muito bem definidas à partida nos dois campos ideológicos, sejam estes de esquerda ou de direita, e até a social-democracia que é uma ideologia mais centrista de esquerda põe linhas vermelhas nalguns desses aspetos, por exemplo não se pode defender o liberalismo económico sem o defender nos apoios sociais até porque fica-se sem dinheiro para os manter, é esse aliás o problema de Macron como veremos.

Assim Emanuel Macron ao agir demagogicamente conseguiu fazer a proeza de governando economicamente à direita e tentando governar socialmente à esquerda, de pôr quer a direita contra este, quer o eleitorado de esquerda mais moderado que tolerando-o pensava que este iria não os lixar na área do aumento dos impostos, que representam em França quase 50% do rendimentos da famílias – enquanto por aqui em Portugal pouco ultrapassam os 35% – mas isso como já vimos foi o problema, é que e de forma definida, a Direita abomina impostos para os seus negócios, segundo a capa do liberalismo económico e a farsa de que o estado é mau em relação à cobrança de impostos mas é bom para lhes dar prebendas para que estes enriqueçam sem nada fazerem e sem para isso se esforçarem, mas um liberalismo económico tentando manter os apoios sociais, e Macron precisando de ir buscar verba para os manter para ver se cala a esquerda moderada e os anestesia, decidiu subir os impostos aos particulares e com isso destapar os pés, ou seja, ao reforçar os impostos nos combustíveis e criar uma nova taxa de carbono. E este não está a ir em favor do ambiente – como anda por aí a propalar – mas a evitar taxar de forma forte os grandes poluidores franceses e que são por sua vez também os grandes utilizadores de combustíveis, sim os patrões das grandes transportadoras e da distribuição em geral, que têm gasóleo fortemente subsidiado para ver se não paralizam a França como já o fizeram noutras alturas.

Assim um demagogo não definido ideologicamente apenas prova o seu próprio veneno e pouca pena tenho naquilo que lhe acontecerá nas próximas eleições presidenciais em que espero que a opção não seja entre um candidato de extrema-esquerda e uma candidata de extrema-direita, ou seja entre Jean-Luc Mélenchon e Marine Le Pen.

Ambos anti-semitas, ambos racistas sociais, ambos extremistas, ambos defensores de uma ditadura, seja esta proletária ou conservadora de partido único, ambos com um ethos polítiko comparados a Josef Estaline ou a Adolf Hitler.

E o que é que isso tem a ver com o movimento dos coletes amarelos e/ou gilet jaunes em francês?

Pois bem várias vezes Jean-Luc Mélenchon veio apelar à revolta popular contra o demagogo do Macron, o líder do BE lá do sitio até o fez até à bem pouco tempo de uma maneira bastante explicita o apelo à violência, aliás apenas e após os primeiros incidentes é que veio falar da transformação deste movimento de puro protesto em Assembleias Populares, mas como foi notório desde os primeiros tempos quem apela à revolta popular não quer cá manifestações pacificas mas sim barricadas e violência gratuita. Os revolucionários de pacotilha normalmente acobardam-se quando veem que a sua revolução não chega a bom porto.

Mas o problema nem foi este fascista de esquerda que pouco influência eleitoral tem nas origens regionais dos principais cabecilhas deste movimento, mas sim a fascista de direita, Marine Le Pen, e à sua refundada União Nacional – que substituiu a extinta Frente Nacional mas de má memória por uma aparente mais moderada UN – que essa sim tem uma influência considerável nas bases desse movimento, que talvez se reunirá nas próximas semanas em congresso nacional, é aliás deste partido a ideia dos bloqueios de estrada e vem deste partido e de figuras ligadas a este a maioria dos seus líderes, aliás tal se verá nesse Congresso, isto se ele se reunir, pois após os confrontos violentos de Paris onde estes fascistas de direita e esquerda associados destruíram centenas de automóveis e negócios privados demonstrando ao que vêm e que respeito têm pela população que dizem representar!!!


Aqui os extremos unem-se mas a tendência como aliás referi é dos extremistas de extrema-direita que foram os grandes ativistas dos tais incêndios e reações violentas contra as autoridades. Estas ações têm aliás um objetivo instrumental muito claro que é atirarem à cara do demagogo Macron que este não tem mão na violência de rua de que estes foram os principais dinamizadores – papel a que os grupos de extrema-esquerda tomam sempre e de bom grado o papel de idiotas úteis – e que esta, Marine Le Pen e a sua União nacional são os salvadores da pátria que restabelecerão a lei e a ordem no caos que estes criaram.

Esta estratégia do fascismo de direita tem aliás fundamentos históricos, foi assim que Benito Mussolini, Oliveira Salazar e de Adolf Hitler que subiram ao poder, através de golpes de mão violentos, suprimindo após as suas tomadas de poder eleitoral as liberdades civis e impondo os seus vários totalitarismos.

Foi aliás essa a estratégia de Jair Bolsonaro e dos militares brasileiros e bancadas conservadoras, dos interesses dos grandes fazendeiros e industriais e restantes fascistas que lhes estão associadas e veremos que a Constituição da República Federativa do Brasil, pouca influência terá quando este começar a ser contrariado, quem tem o poder das armas pouco ligará a pormenores escritos em papel, foi assim com Hugo Chavez no espectro do fascismo de esquerda será assim com o futuro ditador brasileiro.

E por fim é essa aliás a estratégia de Mário Nogueira e de Ana Rita Cavaco com os professores e enfermeiros em Portugal. O primeiro instrumentaliza uma classe profissional para fins de caos total aliando-se à Bastonária da Ordem dos Enfermeiros nos motivos políticos e tentando ambos destruir os sistemas de educação e saúde universal e gratuito de modo a poderem entregá-los a interesses privados, é aliás esse o principal motivo dos seus silêncios em relação às condições miseráveis seja de trabalho seja de salários em que vivem os profissionais que estes também deveriam representar nos estabelecimentos privados mas que abandonam à sua sorte por cumplicidade clara com o patronato desses estabelecimentos privados. O problema deste lideres fascistas de pacotilha é que somos uma sociedade pequena e já lhes topámos os golpismos reacionários que representam. É aliás destes interesses privados de saúde que vieram os mais de 300 mil euros que patrocinam as ultimas greves dos enfermeiros que prometem matar utentes nos estabelecimentos públicos de saúde nas próximas semanas de molde a criar o caos no ano eleitoral de 2019 e tentar que uma Aliança e os interesses privados que a financiam tenha o seu lugarejo para influenciar algum PS mais enfraquecido eleitoralmente, O problema dessa tal Ana Rita Cavaco é que se esta for a responsável direta dessas mortes dificilmente escapará impune, como aqui já referi somos uma sociedade pequena em que mediaticamente uma atitude desta cretina escapará impune!!!

Gilet jaune em Portugal, dificilmente existirão até porque o extremismo de direita e de esquerda em Portugal seria combatido pelos partidos moderados de esquerda e de direita, que felizmente são a esmagadora maioria do eleitorado e, a recente experiência fascista quer de 40 anos de ditadura de direita quer a tentativa fracassada de ditadura de esquerda após essa ditadura de direita fariam fracassar qualquer aventureirismo nessa área. Acrescento que existem pessoas e organizações vigilantes a esses campos, não pensem que facilitaremos como outros facilitaram noutros campos por esta Europa fora, e acaba-se de raiz se meterem a cabeça de fora, será simples, indolor e rápido.

Sobre as incongruências de uma certa direita

É conhecido que sou alguém de centro-esquerda e bastante moderado em certos temas e até me oponho a alguma certa esquerda – que eu denomino de conhaque – em assuntos como Israel e/ou em certos histerismos ligados a valores mais fraturantes, mas dentro desse meu distanciamento o problema não são as bandeiras em si mas a forma como as abordam.

O problema de muita gente que se diz de esquerda chama-se a ideoligicização e/ou a teorização que não é baseada em factos históricos mas sim em certos pontos mais emocionais, ao encararem certos direitos e deveres como ideais sem ter em conta contextos históricos é no meu entender um absurdo!!

É que ser progressista e radical, como eu sou, não é uma contradição quando se tem sempre em conta esta perspetiva, o que eu nunca poderei ser é alguém utópico e/ou negacionista da história como certos ismos que foram e são realmente ditatoriais quando a sua realidade os impôs ao curso dessa mesma história.

Ser marxista para mim é a nível utópico interessante, mas alguém ser marxista estalinista é para mim esse alguém ser apoiante de uma ditadura de Estaline que supostamente aplicou um marxismo, daí que tenho mesmo um problema com os ditos marxistas qualquer coisa e/ou se quisermos ser mais específicos com os Leninistas, Estalinistas, Maoistas e essa ista toda e companhia limitada etc e tal

Assim sou progressista porque sou defensor de uma nuance do marxismo muito moderada, e de que até o próprio marxismo se afastou e, que é chamada de social-democrata, mas e até se quisermos ser fidedignos esta nuance deve mais a sua paternidade aos socialistas utópicos do que aos marxistas.  Sou também radical na maneira como defendo esses valores, aliando a ação à ideologia a não ficar-me pelo sofá e/ou pelas utopias vazias sem consequência e que quando confrontadas com a realidade de nada valem e para nada servem. Por fim insiro-me dentro do movimento ideológico político verde e/ou ecologista, aceção esta que daria pano para mangas e que por isso me fico por aqui nesse resumo.

E se faço essa distinção à esquerda o que direi em relação à direita, entre as incongruências de certa direita portuguesa que são aliás extensíveis à direita mundial.

É lógico que sendo de esquerda moderada mas radical, serei anti-direita, sim é melhor pôr a designação, anti do que contra, ser contra pode se ser moderadamente contra, eu sou mesmo violentamente contra e por isso mais enquadrado no anti.

Mas antes posso esclarecer uma coisa, para mim é claro e deve-se distinguir esses campos ideológicos, não o faço por maniqueísmo – palavra que expressa a ideia de que o dualismo é a regra – mas porque quem se afirma pós esses conceitos tem muito que se lhe diga até no enquadramento das medidas que tomam e são esses pós qualquer coisa que levam ao afastamento dos cidadãos dos atuais políticos pois o facto de serem ambíguos leva a que não tenham nada em conta a não ser o seu puro interesse pessoal, escapando-lhes o interesse da sociedade enquanto coletivo e pior o enquadramento ideológico para a aplicação das suas ideias. Daí os populistas serem tão atrativos hoje em dia, pois não são pós qualquer coisa, mas sim alguma coisa.

E muita da atual direita gosta de se auto-denominar de pós qualquer coisa e que está acima desse conceito de direita vs. esquerda, lamento serão apenas e só lobos com pele de cordeiro, pistoleiros que se movem sob o próprio interesse e que lhes escapa o coletivo, refuto por isso a ideia de que é esse o sentir maioritário de quem vota, apenas é o sentir desse eleitorado porque os partidos e/ou regimes políticos democráticos – com honrosas exceções – se demitiram de nos seus países lançarem nas escolas uma verdadeira cadeira de educação para a cidadania e política, se com a generalização dessa disciplina os cidadãos se dissessem eunucos ideologicamente eu ainda aceitaria que estaria errado, como essa disciplina não existe de forma estruturada no nosso país – nem em quase todos os países do mundo das chamadas democracias – lamento mas continuo com a minha ideia de que estou correto.

Mas falemos das incongruências de certa direita, julgo que foi num programa Prós e Contras da última segunda-feira que surgiu um citrano qualquer que disse umas baboseiras desenquadradas sobre a violência de as crianças serem obrigadas a beijar as pessoas idosas e mais propriamente os avós!!!

Não sei quem é o citrano e não vejo essa espécie de terreiro de luta faccioso televisivo para o lado direito nem tenho sinceramente pachorra para sequer parar para ver nem que seja uns minutos neste ultimo ano, nem faço tensões de o ver, mas soube que esse o fez porque os poucos amigos de direita que tenho o começaram a atacar nas redes sociais, pois o tipo acho que é do PCPT/MRPP – os tais marxistas qualquer coisa a que chamo de esquerda conhaque – e é praticante/defensor do Poliamor, ou seja, é alguém que mantém relações consentidas com vári@s companhei@s.

Antes demais resta-me a talho de foice acrescentar que é bastante mais saudável tal lógica nos relacionamentos do que se ter mulher/companheira e/ou marido/companheiro e se recorrer à prostituição, algo que é característica de um bom chefe de família tradicional e cristão do nosso país, que vai às meninas e/ou mantém alguma.

Depois foi engraçado ver as reações de alguns desses meus amigos com palavras como sou defensor do conceito de família tradicional, tendo essa família que incluir obrigatoriamente filhos procriados segundo a pia lei de D´us de que um macho tem que ter uma fêmea e que um casal só de machos ou só de fêmeas e muito menos com muita confusão à misturacomo são esses do Poliamor – são uma abominação passível da danação num qualquer inferno religioso!!!

Condenações à parte, até porque isso daria um livro da minha parte, vamos ao tal conceito de família tradicional dessa tal direita ligada a um partido político, o CDS-PP, que se diz democrata-cristão e defensor do conceito da família tradicional.

Antes demais para esses senhores o homossexualismo é um crime “de lesa pátria” e que quem o é de forma assumida, pois bem para quem tem como dirigente político um homossexual assumido, o vice-presidente do CDS-PP, Adolfo Mesquita Nunes tal não só lhes fica mal como é incongruente. Até porque este teve bem mais coragem do que o gay mais conhecido de Portugal, que foi líder desse partido durante cerca de década e meia e de seu nome Paulo Portas. E não é por homem não dizer que eu sei que o é, mas porque trabalhei num hotel onde este tinha os seus encontros amorosos e que eram conhecidos de todos e por todos.

O problema não está neste ser gay ou deixar de o ser, eu quero lá saber se citrano tal líder de tal partido é gay ou não, mas já me interessa saber e desmascarar citrano tal, líder de x partido que tem militantes que defendem a família tradicional contra os maléficos gays e que ele próprio é gay porque é que nunca o assumiu!!!

Daí que essas incongruências dentro de um partido que agora tem um vice-presidente assumidamente gay e que teve um presidente durante 16 anos que o era, que todos os militantes sabiam que o era, mas que estava e está no armário são de bradar aos céus!!!

Claro que são!!!

A essa direita e a esses militantes, tentem fazer uma coisa:

Perguntar ao Adolfo e ao Paulo, se essa sua opção sexual, põe mesmo em causa essa família tradicional que dizem defender?

É que se não põe, deixem-se de mariquices e, apontem os canhões para outro lado!!!

As Maçonarias…

Num artigo/postagem anterior que publiquei neste Blog, referi que havia Maçonarias e não uma Maçonaria e assim é o que de facto se passa, este curto artigo/postagem tem a intenção (que será sempre incompleta) de esclarecer o porquê de haverem Maçonarias e não uma Maçonaria, como alguns maçons e/ou historiadores defendem – se bem que minoritários – e a que muitos detratores e/ou conspirólogosdefensores e propagadores das teorias da conspiração – se agarram para a atacar e/ou fundamentar as suas teorias mais ou menos dementes de que somos malditos e de que eu e outros por sermos maçons somos imbuídos de uma imperfeição original.

Historicamente e desde a fundação e primórdios da Maçonaria na sua versão especulativa – que difere da anterior que era operativa, ou seja, formada por trabalhadores/operários de ofícios vários que construíam templos religiosos – que a origem da Maçonaria não é única.

Daí que a Maçonaria sempre foi desde o início um conjunto de Maçonarias, aliás até à consagração de rituais mais ou menos coesos de Ritos, que hoje os maçons reputam de esmagadormente maioritários mundialmente a diversidade quer da origem quer de algumas partes destes é muito diversa e ainda objeto de intensas discussões internas e/ou entre historiadores e pensadores do fenómeno e/ou da história maçónica.

Até entre os Rituais hoje mais praticados mundialmente, a saber, o Rito de York – também chamado de Real Arco – o Rito Escocês Antigo e Aceito – sim Aceito e não Aceite – e o Rito Francês e/ou Moderno existem uma multiplicidade de diferenças que vão desde o pormenor e/ou adaptações pontuais mas próximas – casos dos do Rito de York e do Francês e/ou Moderno – até ao seu contrário absoluto como o do Escocês Antigo e Aceito.

Neste último ponto muitos maçons acham que cada um é que pratica um Ritual que é o superior e/ou o correto quando deveriam era pensar que, não é dessa forma que deve colocar a questão, mas sim que sendo a sua origem diversa bem como quem os pratica também a sua prática terá forçosamente conduzido a diferenças substanciais.

E ainda neste último ponto e, especificamente no Rito Escocês Antigo e Aceito, posso vos referir aquilo que eu pratico, sendo que a Ordem Maçónica Mista Internacional “Le Droit Humain pratica o Ritual do Rito Escocês Antigo e Aceito, todo este e bem, foi adaptado para uma versão inclusiva que tem em conta todos os géneros, sim inclusive pessoas com género diferente e/ou sem o mesmo definido, daí o nosso ritual da maioria das Lojas Azuiscélulas base de todas as organizações maçónicas e que atribuem os três primeiros Graus: Aprendiz; Companheiro; Mestre – ser denominado Ritual Georges Martin em honra de um dos nossos fundadores e de quem também de longe trouxe a parte ritualista do primeiro ao trigésimo terceiro grau – pois o era de onde vinha – do então existente Supremo Conselho de França, assim e mesmo sendo o Rito Escocês Antigo e Aceito, as suas diferenças abismais entre este e os praticados pelas lojas de alguma Obediência dita de regular, fazem com que o Ritual Georges Martin seja felizmente o oposto em muitos pontos fundamentais em relação a essas, a começar pela aceitação de outros géneros que não apenas o masculino e o facto de retirar toda a carga dogmática e crente do mesmo.

E podemos começar por essa distinção fundamental moderna – não falarei das passadas porque nem numa enciclopédia de muitos volumes a conseguiria expor – entre as diferentes Maçonarias, a diferença entre os exclusivamente masculinos e dogmáticos – que se chamam a si de tradicionais – e os liberais e adogmáticos, são várias, as mais importantes:

Os primeiros aceitam maioritariamente a maternidade directa e/ou indireta da Grande Loja Unida de InglaterraUnited Grand Lodge of England v. UGLEos segundos embora sem embargo de muitos acharem que é daí a sua origem histórica não aceitam maternidades nem diretas – onde esta tem precedência de facto e/ou ritual – nem indiretas – seguindo apenas algumas práticas desta – da UGLE. É daí que vem o conceito de regular e de irregular, ou seja, os exclusivamente masculinos e dogmáticos referem que eles são “os regulares porque ou têm o diploma desta Grande Loja ou seguem os rituais históricos que esta emana enquanto que e os liberais e adogmáticos referem que quer os diplomas quer os rituais são absurdos e/ou enquistados em tradições que agora já não têm sentido quer histórico quer social;

Deste modo os exclusivamente masculinos e dogmáticos referem que seguindo esses rituais que nem mulheres, escravos e/ou seres com deficiência podem ser iniciados e os liberais e adogmáticos contestam e acham que tal conceito é absurdo no mundo de hoje, aceitando mulheres iniciadas, rechaçando a parte dos escravos e achando absurdo a noção de deficiência como exclusão de iniciação;

– Também e baseando-se nos rituais históricos emanados pela UGLE, os exclusivamente masculinos e dogmáticos referem que apenas os crentes numa religião que aceite um D’us e/ou um ente/ser revelado podem ser maçons, já os liberais e adogmáticos não aceitam exclusões de seres humanos com base em terem ou não uma crença, deixando para a sua liberdade de consciência a mesma, podendo estes até não a terem definida;

São estas as três distinções fundamentais entre os chamados dois grandes campos mais antagónicos das Maçonarias e são de tal maneira antagónicos que os exclusivamente masculinos e dogmáticos proíbem que qualquer irmão e/ou irmã do campo dos liberais e adogmáticos participe em qualquer reunião maçónica da sua loja, já o contrário também acontece, mas é normalmente deixado ao critério da Loja que os recebe e, falando sobre a minha experiência pessoal, já me encontrei com alguns irmãos destas Obediências exclusivamente masculinas e dogmáticas em lojas e em trabalhos rituais de Obediências dos liberais e adogmáticos, com quem a minha Federação Portuguesa e Federação Espanhola – da Ordem Maçónica Mista Internacional “Le Droit Humain” – tem acordos de amizade, que são todas como é óbvio do campo das Obediências liberais e adogmáticas, inclusive em Obediências femininas onde parece que muitas esposas destes são iniciadas, o que se virmos bem parece um contra-senso, mas que não me cabe a mim julgar como maçon liberal e adogmático que sou.

Agora vamos lá analisar estes dois campos separadamente, ou seja, o dos exclusivamente masculinos e dogmáticos e o dos liberais e adogmáticos e o facto de dificilmente e até nestes campos mais homogéneos ideologicamente ser difícil haver uma concentração que leve ao poder único e centralizado que muitos conspirólogos atribuem às Maçonarias a nível mundial.

Vamos ao campo mais fácil de refutar pois é onde as diferenças porque mais fáceis de discernir porque ou são só compostas pelo género masculino, feminino e ambos os géneros multigéneros e/ou mistas e depois iremos ao mais difícil pois é onde as diferenças são aparentemente menos flagrantes até porque apenas têm a ver com pormenores meramente históricos.

Deste modo comecemos pelo campo dito de liberal e adogmáticos, neste campo onde existem obediências masculinas, femininas e/ou mistas existe a primeira obediência que se declarou liberal e adogmática, o Grande Oriente de França (v. GOdF) – antes aceitava exclusivamente elementos de género masculino, tendo agora Lojas Azuis mistas – é óbvio que a mesma foi a inspiração e é de longe quem exerce uma maior atração nas Obediências que se reclamam deste campo, mas não podemos deixar de referir que outras Obediências quer pela sua história quer pelo seu número de membros e influência a nível mundial sobre outras Obediências liberais e adogmáticas também têm um peso considerável, destaco seis (a ordem é histórica e pela sua fundação): o Grande Oriente Lusitano; o Grande Oriente da Bélgica; a Ordem Maçónica do Rito Antigo e Primitivo de Memphis Misraim (também conhecida por Maçonaria Egípcia); a Ordem Maçónica Mista Internacional “Le Droit Humain; a Grande Loja Feminina de França.

Se excetuarmos a terceira, que já não existe a original mas que deu origem a uma multiplicidade de outras Obediências com fins semelhantes, todas as outras a par do GOdF ainda existem e prosseguem a sua atividade e uma razoável influência no campo liberal e adogmático. Ao ponto do GOdF, ter sido quem despoletou o chamado Acordo de Estrasburgo, que formou a organização CLIPSAS, que federa uma grande parte das organizações liberais e adogmáticas, já agora, Federar é respeitar a suas diferenças sem nenhuma influência e/ou tutela e/ou de emissão de ordens centrais. O Grande Oriente Lusitano foi a origem das potências brasileiras que agora estando a maioria no campo exclusivamente masculino e dogmático não deixam de reconhecer a sua autoridade histórica e maternidade linguística e ética até porque passou-se o caso único de quando fundado, o então, Grande Oriente Lusitano Unido, ter a patente e/o reconhecimento quer do campo dos regulares e/ou exclusivamente masculinos e dogmáticos quer do campo dos liberais e adogmáticos, ou seja, quer da UGLE quer do GOdF. Já a Grande Loja Feminina de França foi a grande dinamizadora das obediências Femininas a nível mundial, inclusive da de Portugal, formando outra Federação Mundial neste campo – o CLIMAF – que se reúne com regularidade sendo que grande parte destas obediências também fazem parte do CLIPSAS. Por fim a Ordem Maçónica Mista Internacional “Le Droit Humain pelas suas características únicas e internacionais tem uma influência transversal ao mundo todo, pois está implantada nos quatro continentes – os que o homem pode habitar – e deu origem por diversas dissidências a inúmeras Ordens e/ou Obediências mistas por este mundo afora.

Por este resumo vemos que o campo liberal e dogmático dificilmente será um campo coeso embora se destaquem algumas obediências que têm uma influência, mais ética e de precedência histórica, do que outras, o CLIPSAS aqui referido é um Fórum e/ou Plataforma de discussão que nada vincula nem ordena é apenas e só e quanto muito uma federação de vontades no chamado campo liberal e adogmático, às vezes mais coesa outras nem tanto.

No campo das obediências exclusivamente masculinas e dogmáticas temos que distinguir duas áreas de influência muito definidas, a primeira é daqueles que aceitam sem reservas a maternidade da Grande Loja Unida de Inglaterra e/ou UGLE, a segunda daqueles que aceitam a influência ética e/ou ritual de documentos e/ou práticas emanadas desta, mas que dificilmente aceitam maternidades porque com razão ou sem ela se dizem independentes e/ou precedentes a esta.

Na primeira área, a UGLE federa e organiza de facto grandes encontros internacionais, onde vemos hoje, Eduardo, denominado no Reino Unido de Duque de Kent e Grão Mestre desta à frente destes encontros. Esses encontros, muitos deles organizados fora de Inglaterra, contam com maçons dos quatro continentes embora escape a quem vê essa manifestação interessante de aparente unidade que todas essas obediências são constituídas por membros e estatutos claramente patrióticos e exclusivamente nacionais. Sendo que os dois grandes pesos pesados, pelo número de membros, dessa área têm uma diferença insanável que se chama modo de governo, a UGLE aceita sem discussão a monarquia e as obediências estaduais norte-americanas são claramente republicanas sendo que todas são patriotas e algumas claramente nacionalistas e opositoras quer à monarquia quer à república democrática, como por exemplo, a de Cuba.

Na segunda área, encontram-se duas obediências que não aceitam a maternidade direta da UGLE, mas que aceitam o mesmo conjunto de valores éticos que esta e/ou documentos emanadas desta e/ou com semelhanças rituais fortes, a saber: Grande Loja da EscóciaThe Grand Lodge of Ancient Free and Accepted Masons of Scotland´s  – e a Grande Loja da Irlanda. A primeira, com razão, diz que tem precedência histórica sobre a UGLEas suas Lojas são muito anteriores a qualquer Loja fundada em Inglaterra – a segunda também alega essa precedência, embora sem razão, mas o que a separa da UGLE é bem mais ideológico e tem a ver com a sua independência do Reino Unido e o republicanismo desta última. Ambas atribuem cartas patentesreconhecimentos de que uma Obediência segue as regras maçónicas e rituais para poder ser Obediência – neste campo e não aceitam qualquer tipo de declaração de maternidade por parte da UGLE. Mas neste segundo campo umas largas dezenas de Obediências que são dissidências da UGLE, destas duas referidas ou de outras que aceitaram a maternidade e/ou tiveram as cartas patentes das referidas. Por exemplo no Brasil temos a COMAB e alguns Grandes Orientes e/ou Grandes Lojas estaduais que enquadrando-se no campo exclusivamente masculino e dogmático não são aceites em encontros da UGLE – é que esta apenas aceita uma Obediência por país e/ou estado federado – o mesmo se passando com inúmeras por esta Europa e mundo fora, que têm um pendor fortemente nacional.

Por esse motivo é que eu refiro e reforço a ideia da existência de Maçonarias e não de uma Maçonaria, essa só existe – ou deveria existir – num campo, o ético e o moral.

Daí que muitos autores, alguns até de boa fé e a grande maioria não maçons que falam sobre maçonaria confundem muita coisa e vou apenas resumir as confusões mais importantes:

– Documentos emitidos no passado, mesmo pelo campo exclusivamente masculino e dogmático podem estar desatualizados e reproduzem opiniões daquele tempo e influências históricas passadas;

– Quando se analisa Obediências maçónicas liberais e adogmáticas tem que se perceber que algumas começaram por não o ser e outras fruto de vários fatores, mudaram de campo várias vezes, um caso paradigmático é o do Grande Oriente Lusitano, pois analisa-se documentos sem ter em conta qual era o campo em que se posicionava naquela altura, e sim este variou muitas e bastantes vezes, às vezes e na mesma década e conforme a Grande Dieta e/ou o seu Grão Mestre esta Obediência era ou mais liberal e adogmática ou mais masculina e dogmática;

– Atualmente os campos estão razoavelmente definidos, mas existem Obediências em que se as formos analisar existe ou uma recusa de escolherem um lado e/ou afastam-se de qualquer rótulo;

– Um Maçonmembro da maçonaria – é quando Mestremembro da maçonaria com o 3.º grauum ser livre em loja livre, seja de que Obediência for, não existe para além dos estatutos da sua obediência algum cumprimento e ou obrigação de seguir ordens ideológicas, religiosas e/ou políticas de superiores, deste modo vinco que, a Maçonaria não é uma seita mas sim uma vivência ritual que, como vimos pode ser muito distinta, mas que é uma escolha livre desse Maçon a viver e não uma imposição a esse de a seguir. Deste modo muitos anarquistas encontraram nas diversas Maçonarias um meio ideal de estarem e tal como eles muitos cidadãos das mais diversas vivências sociais, ideológicas e religiosas.

Os anátemas religiosos que foram emitidos por religiões e/ou o seu clero superior, foram aplicados por estes e não pelos maçons, que a estes foram alheios, e é preciso compreendê-los religiosa e historicamente bem como a sua evolução posterior, ou seja, se estes ainda existem ou não e sejam de facto ou se a sua justificação ideologica de então se mantém atual.

Não existem dogmas maçónicos, queria sublinhar isso, a Maçonaria é uma fraternidade iniciática cujo o fim último é o iniciado com a sua evolução lá dentro ser um melhor ser humano do que era quando entrou.

Quando falo de maçonaria dogmática refiro que este conceito se refere que estas Obediências apenas aceitam membros masculinos que são crentes numa religião e/ou que aceitam um D’us e/ou um ente/ser revelado tal não implica que o D´us seja o conceito hebraico, cristão e/ou islâmico apenas que seja este conceito na generalidade, foi esse aliás um dos fundamentos para as condenações iniciais por parte do clero católico apostólico romano e islâmico à maçonaria e aos seus integrantes quando apareceu, pois esta sã convivência entre crentes era vista com muito maus olhos.  

Alguns convencem-se que esse trabalho está acabado e depois todos pomposos julgam que podem dar lições de moral a terceiros, sejam estes maçons ou não, esses são aqueles – e são muitos acreditem – que dificilmente perceberam qual o objetivo último da Maçonaria. A maioria julga e bem que é um trabalho constante e que são internamente e sempre uns aprendizes, esses são os melhores maçons que podem haver e são muitos desses que se destacando em determinados momentos, voltam para a quietude da sua existência após serem enormes

Precisamos de mais seres desses nos tempos modernos pois esses é que são os maçons que entenderam o papel real de um pedreiro livre

Acabo com uma ideia, que não é difícil encontrar boa informação por aí sobre esta temática, claro que muita está em Livros, aquilo que muitos hoje em dia se recusam a ler, inclusive muitos jornaleiros de serviço, que investigam páginas efetuadas muitas vezes por dementes conspirólogos que nunca leram na sua vida um livro ou que usam alguns documentos que vão apanhando por aí e que truncam sem terem em conta quer a sua época histórica quer o seu fundamento ritual e ético, muitas vezes com séculos de existência, a esses aconselho-os a ler, é que quando se o faz com regularidade, nota-se logo quando se escreve e na língua que se escreve…é como beijar…

 

A linha vermelha – Exploração off-shore de petróleo

Existem poucos assuntos que me posso declarar como especialista, para quem não sabe o que eu faço e qual foi a minha militância para além da partidária/ideológica, dificilmente poderá compreender o quanto me faz espécie e/ou me mete impressão a abordagem superficial neste assunto, não só porque o conheço profundamente como e até porque a nível de especialidade, de observação e estudo me dediquei às energias e à sua exploração marítima desde que me comecei a interessar por assuntos ligados ao mar e a militar na Greenpeace Internacional.

Um dos atos de coordenação em que participei nesta organização foi o de organizar na Galiza voluntários que chegavam de todo o mundo para a limpeza do Chapapote – palavra que resumidamente descreve o que se limpava nas praias da Galiza, ou seja, alcatrão/asfalto oleoso e/ou crude e que provém de uma palavra índia do dialeto náhuatl/asteca: chapopotli – resultantes do acidente e afundamento do petroleiro Prestige – petroleiro que se afundou em 13 de novembro de 2002 ao largo da Galiza com bandeira Liberiana, mas de uma empresa Suíça – onde estive durante meses não só na organização como na limpeza ativa de cerca de 50 mil toneladas deste elemento das praias da Galiza, mas que afetou também milhares de quilómetros de praias situadas na costa norte da península em quase todo o Mar Cantábrico, ou seja das Astúrias, Cantábria e do País Basco, chegando até ao Golfo da Biscaia e às praias portuguesas do Minho.

Também meti a mão na massa e foi impressionante limpar toneladas de crude e pior, ver que milhares de aves marítimas, peixes e animais de todas as espécies incluindo mamíferos – como golfinhos e pinguins – a morrerem e que centenas de quilómetros de costas rochosas foram afetadas sem que lhes conseguíssemos tocar e que milhares de famílias perderam o seu sustento durante anos pois houve uma quebra total em áreas como a apanha de bivalves e a pesca onde centenas de bancos de pesca e/ou habitas marítimos sofreram perdas que duraram quase uma década a recuperar bem como as explorações de aquacultura então já muito abundantes nas dezenas de baías que a costa atlântica da Galiza detém.

A somar a este desastre podemos juntar outro, mais recente – de 2010 – o da plataforma marítima Deep Horizon que ocorreu no Golfo do México, onde esta exploração petrolífera off shore estava a realizar a fase final da perfuração de um novo poço a 1500 metros de profundidade e que entre 20 de abril de 2010 – data em que esta plataforma explodiu afundando-se 2 dias depois – e 17 de julho de 2010 – data em que alegadamente a BP referiu que pôs válvulas que estancaram o derrame continuo – libertou 780.000 metros cúbicos de crude e/ou 3,2 biliões de barris de crude afetando uma área de 68 mil milhas marítimas  e afetando os recursos pesqueiros e bancos de pesca bem como a biodiversidade marítima por pelo menos uma década.

Os relatórios são esmagadores neste campo, só na área mais afetada haviam 8332 espécies que ficaram seriamente afetadas, morrendo milhões de espécimes e provocando uma interrupção brutal no fluxo de plancton no Golfo do México que continua a afetar as reservas de espécimes marítimas não só devido ao crude libertado como também ao uso dos dispersantes que afetaram esta cadeia.

E porque vos falo destes dois casos, porque são potenciais exemplos do que pode ocorrer futuramente na fase de exploração e transporte marítimo de crude nas costas portuguesas.

É que estes dois casos não são exemplos que nunca existiram nem que foram distantes e/ou impossíveis de se repetirem, são atuais e mensuráveis e infelizmente com condições marítimas atlânticas que são muito similares às da costa portuguesa.

E o problema é que o retorno financeiro desta atividade, um dos fatores que apontam para a defesa da exploração de Petróleo em Portugal está entre o modesto e o ridículo e não acrescentaria mais do que uns miseráveis centésimos de PIB em cada ano, aliás num artigo publicado no DN, por Ricardo Paes Mamede, este afirma:

O modesto retorno que se pode esperar para o país não decorre apenas da quantidade de petróleo que possa existir. Decorre também das condições previstas nos contratos de concessão em vigor. De acordo com esses contratos, o Estado Português receberia uma modesta percentagem do valor do petróleo produzido (entre 3% e 7%, em função das quantidades extraídas, no caso dos contratos do litoral alentejano), depois de descontados todos os custos de pesquisa e desenvolvimento dos campos petrolíferos e os custos operacionais. Os contratos estipulam também que a contrapartida para o Estado só começaria a ser paga depois de integralmente cobertos os custos de investimento.

Se tomarmos por referência as previsões de médio prazo para o preço do petróleo, as quantidades produzidas em países próximos e os custos standard envolvidos neste tipo de operações, rapidamente se conclui que o Estado português não ganharia mais do que algumas centésimas do PIB em cada ano (já incluindo as receitas de impostos). Mais problemático ainda, as empresas concessionárias têm uma responsabilidade limitada nos custos de eventuais acidentes ambientais, os quais teriam de ser assumidos pelo Estado e pelas populações e empresas afetadas.

Este economista pega neste artigo no segundo ponto que me opõe frontalmente a esta exploração off-shore de petróleo na costa Portuguesa que são as condições de exploração e/ou contratos, não só o retorno financeiro é diminuto para o estado, ou seja para todos nós, como os contratos estabelecem nulas e/ou fortemente baixas contrapartidas e responsabilização no caso de haver um acidente ambiental.

Absurdo, quando se tem como principio geral na legislação portuguesa o do poluidor-pagador, ou seja, quem polui paga, deste modo estes contratos têm como principio uma exceção inadmissível ainda mais numa atividade que se tiver algum acidente irá afetar de forma perene e permanente uma grande variedade e multiplicidade de áreas, sejam estas de biodiversidade como económicas, sociais e/ou ambientais. Tal desresponsabiliza legalmente essas empresas no pagamento de eventuais indemnizações transferindo para o estado, ou seja, para todos nós esses encargos porque o estado não impõe princípios tão básicos que são gerais para todos os empresários e empresas deste país.

Para além disso nos contratos há outro problema, que neste artigo não foi referido, que é o não uso do principio da precaução, deixando ao critério de quem explora o uso ou não desse principio o que é perigoso pois este tipo de exploração envolve muitos custos e caso se possa poupar na segurança tanto melhor para quem explora, mas não para as zonas diretamente afetadas.

Por fim iremos ao ultimo assunto e que é aquele que marca a minha oposição frontal a este tipo de exploração, e que é contido na resposta a esta pergunta:

Será que vale a pena numa opção puramente política arriscar o nosso futuro tendo como contrapartida alguns anos de independência externa petrolífera?

Antes demais quero-vos falar das vantagens de exploração de petróleo em Portugal que se resumem a apenas dois aspetos importantes, uma potencial independência energética de produtos petrolíferos nos próximos 10 a 20 anos e a poupança – via não importação – e eventual ganho marginal de impostos.

Esmiuçando o primeiro, tal uso deste argumento como vantagem é falacioso, pois nada nos contratos de exploração – pois não o poderia restringir – implica que o petróleo produzido em Portugal, seria consumido e/ou para uso nacional a probabilidade seria aliás fortemente a contrária.

O segundo argumento é verdadeiro, mas se tivermos em conta o potencial da poupança e dos ganhos com os custos contínuos e a perda de eventuais receitas por causa da poluição constante que provoca esta atividade, veremos que dificilmente tal será compensatório.

É que esconder que há uma constante poluição dos derrames frequentes e constantes resultantes da exploração desta atividade e que esses derrames que dão à costa frequentemente e implicam também uma constante limpeza é o mesmo que tapar o sol com a peneira, até porque não se contabiliza nem o que isso poderá afetar turisticamente as regiões afetadas – tendo no topo as costas algarvias e a costa vicentina – nem os problemas que afetarão os recursos piscícolas e/ou custos ambientais diretos e indiretos dessa poluição constante.

Em segundo lugar temos considerar o que é uma opção política e se esta pode ser tomada apenas com base em achismos, ou seja, se o que o Primeiro-ministro e secretário-geral do meu partido acha que é melhor para o país e que o nosso partido defenda deve ser aceite sem debate interno e pior sem tomar em consideração todos os pontos de vista, até aqueles que como eu defendem esta posição particular – e que não se resume apenas a mim pois sei que centenas de militantes me acompanham nesta oposição – ou outros que são dirigentes e autarcas das regiões/concelhos fortemente afetados por esta decisão e que nas próximas eleições autárquicas irão perder o mandato por causa desta decisão irresponsável tomada por militantes lobistas pagos e que se movem dentro do nosso partido com selo de respeitabilidade e que na realidade servem nos últimos tempos como caixa de ressonância desta decisão.

Lamento que opções políticas desta natureza não levem em conta três pressupostos:

1.º Documentos internos que vinculam este secretário-geral e primeiro-ministro e que nos levaram a o apoiar como candidato a secretário-geral e nosso candidato a primeiro ministro nas próximas eleições;

2.º Discussão política franca e aberta interna sobre se esta decisão é apoiada pelos milhares de militantes do PS e as bases a que este deve respeito como secretário-geral, bem como os órgãos que entre congressos e eleições governam o partido;

3.º Democracia interna, pois após esta discussão franca e aberta se por maioria for tomada por esses órgãos e/ou apoiada maioritariamente pelas bases que compõem o PS quem representa essa minoria, tem duas soluções, ou se submete e fica ou sai referindo que tal decisão não se coaduna com os seus valores e princípios.

Então falemos destes três pontos:

1.º Este Secretário-geral foi a Congresso com uma Moção Global de Estratégia intitulada Moção Geração 20-30 (que pode ser acedida AQUI), esta moção não só não fala sobre este ponto como e especificamente diz que a estratégia deve ser exatamente a contrária, cito o que é referido na página 7 desta: “Cumprimos na promoção da sustentabilidade ambiental, vinculando o país ao ambicioso Acordo de Paris, aumentando de forma expressiva a potência instalada em energias renováveis, incluindo a aprovação de uma estratégia para as energias renováveis oceânicas.” E na página 11 em que se afirma que: “O desafio que temos pela frente exige-nos que pensemos de forma integrada em tantos e tão diversos domínios. Temos que ter um território mais coeso e mais resiliente, temos que estar na linha da frente da transição energética para as fontes de energia renováveis.“. Ainda e aliás neste ponto a Moção tem um capítulo inteiro o 3.1 dedicado às “Alterações Climáticas” e vários sub-capítulos em que este assunto tão importante estratégico poderia ser tocado e/ou focado como o 3.1.2 com o titulo “Liderar a transição energética” em nenhum destes e em toda a Moção este assunto é focado, havendo como é obvio afirmações contrárias como as aqui reproduzidas que dão estocada de morte a este desígnio;

2.º Não houve nenhuma discussão política em relação a este assunto e porquê, porque se a houvesse com grande probabilidade havia uma forte oposição política interna não só de autarcas e bases militantes que os apoiam como de várias centenas de militantes que não estando integrados nessas àreas iriam se opor. Acrescento que a abrir-se uma discussão interna sobre esse assunto esta chocaria com a Moção que esmagadormente os militantes votaram e porque este secretário-geral e candidato a primeiro-ministro foi eleito, pelo que até nesse ponto esta discussão não poderia ter lugar pois órgãos entre congressos não podem por em questão documentos aprovados nesse Congresso. Já tivemos um Secretário-geral que tentou tal passe de mágica e que teve grandes dissabores internos, não queira este voltar aos tempos de um segurismo recauchutado e felizmente enterrado como um período negro da história do PS recente;

3.º Como a segunda opção nunca ocorreu e se ocorresse seria contrária a uma linha apoiada em Moção e votada de forma esmagadora por um Congresso Nacional eu nem ponho à discussão os pontos seguintes que referi, ou seja, que eu e outros eventualmente teríamos que optar em ficar ou sair.

Podemos então concluir que neste ponto não houve uma opção política e muito menos alguma discussão política e que achismos não são o que movem um partido nem muito menos marcam a agenda deste, daí que é melhor o Secretário-geral e atual primeiro-ministro repensar bem a sua posição, pois o seu achismo tem muito pouco opção e muito de lobismo que não foi caucionado nem em congresso nacional nem pelos órgãos coletivos do partido e é preciso muito mais do que páginas do Facebook patrocinadas por ENI´s e/ou GALP´s que estão a convidar militantes do PS a magote para nos convencer do contrário.

Fica o aviso os militantes do PS não estão à venda neste campo!!!

Por fim temos que considerar, na pergunta que coloquei, qual o futuro e se esse futuro vale a pena ser arriscado por uma opção política, e aqui podemos dividir este ponto em dois.

O primeiro é o que é o futuro de Portugal, da União Europeia – espaço onde nos integramos economicamente – e do mundo no campo das energias e focando-nos neste âmbito nas fontes de energia, será que é na exploração do Petróleo, ou pelo contrário no uso das energias renováveis e na transição para uma sociedade descarbonizada!!!

Vamos citar de novo a Moção que nos vincula enquanto coletivo partidário – inclusive o atual primeiro-ministro e atual secretário-geral e órgãos coletivos entre congressos – que refere que: “(…) incluindo a aprovação de uma estratégia para as energias renováveis oceânicas. (…) O desafio que temos pela frente exige-nos que pensemos de forma integrada em tantos e tão diversos domínios. Temos que ter um território mais coeso e mais resiliente, temos que estar na linha da frente da transição energética para as fontes de energia renováveis.“.

Tenho deste modo a certeza – e não acho nada – que as anteriores citações responderam à minha pergunta e que riscaram completamente do mapa e para o lixo da história a opção de exploração de petróleo off-shore, aliás até nem seria racional como país optarmos agora por um retrocesso civilizacional e muito menos como partido fazermos marcha atrás em tudo o que o PS implementou e tudo o que o tornam o partido central das políticas verdes em Portugal.

E neste ponto faço aqui um parêntesis, não sou eu atualmente nem as centenas de militantes e autarcas que estamos mal, nesta opção espúria apoiada por lobismos de exploração de petróleo off-shore mas sim quem a defende e como já referi atrás, quem está mal pode submeter-se à maioria ou sair do partido e ir para o CDS-PP, que é um partido que acha que o nosso futuro poder ser encaixotado face a lobis de energia!!!

O segundo ponto tem a ver com se vale ou não a pena ver o nosso futuro arriscado por e com essa opção política que como eu já aqui referi nem sequer existe no PS a não ser na cabeça de certos lobistas que agem dentro do PS e no achismo do nosso primeiro-ministro e secretário-geral que por estes foi influenciado.

Arriscar o futuro de certos sectores económicos já implantados como por exemplo o Turismo que vivem da garantia que a limpeza das costas é um dos seus Ex-libis de atração e que gera mais de 10% do PIB nacional e mais de um milhão de postos de trabalho por centésimas de crescimento no PIB e impostos que mal irão dar para cobrir os custos eventuais dessa exploração é absurdo.

Para não falar de que a poluição gerada irá obrigar Portugal, ao abrigo das regras europeias a pagar como poluidor e produtor de fontes de energias não renováveis e que provocam o agravamento do efeito de estufa e não a poupar como atualmente poupamos e tudo porque uns certos lobistas que achamcontinuamos no achismo – que isso é bom para o futuro.

Qual futuro? O deles com certeza!!! Pois o do país não será!!!

Concluo com um aviso à navegação a esses lobis, não pensem que nos podem colocar sob factos consumados, vindo com tretas que contratos de prospeção são iguais a contratos de exploração, lamento informar quem assim pensa e julga que o não prosseguimento de contratos de prospeção darão lugar a multas por não passarem à fase de exploração, já li e reli os mesmos e em nenhum lugar refere que estes contratos vinculam o estado português a obrigar a assinar outros para serem explorados estes recursos, aliás a lógica é simples, pois se essa obrigação houvesse essa seria também obrigatória para quem não encontrando nada teria que explorar mesmo não encontrando nada!!!

Deste modo se for anunciado que vão ser explorados esses recursos, é porque este governo do PS, que está vinculado ao seu Partido e em que este aprovou de maneira esmagadora, numa reunião magna uma moção que rechaça esse caminho, assinou novos contratos e que esses contratos vão contra essa moção e a esse caminho que se comprometeu.

Eu sei que muitos julgam e acham – outro achismo – que quem combate militantemente pelo PS internamente e externamente apenas o fará sempre por causa do providencialismo de certos líderes, apenas aviso esse líder e quem o rodeia, que se esses novos contratos de exploração forem assinados que irá acontecer uma de duas coisas:

1.º O achismo esbarra com a oposição frontal até dentro dos órgãos nacionais do PS e tais contratos nem sequer serão assinados;

2.º A maioria do PS adormecida acha que quem tem esta posição, igual à minha e de centenas de militantes e autarcas, deve sair pois diante do facto consumado da assinatura dos contratos menoriza este nosso pensamento, indo contra não só o futuro do país como à Moção que vincula este partido e o atual secretário-geral e candidato a primeiro-ministro, e acha que nós devemos defender essa posição lá fora, noutro partido criado de novo e ou sob outro partido já existente.

Apenas ficam a saber que isso está a ser preparado e que provavelmente será num ano péssimo para que aconteça, ou seja, em ano de eleições autárquicas em que o PS perderá algumas dezenas de câmaras e centenas de militantes.

Até porque quem rasgou o compromisso connosco e não cumpriu a Moção porque foi eleito, não fomos nós mas sim quem acha – mais uma vez os achismos – que a palavra dada não é palavra honrada!!!

Fica apenas o aviso para os que acham e não os que agem!!!

 

 

90 minutos, 1 ano e 9 anos, 4 meses e 2 dias

Têm sido estes os tempos horários e de calendário que têm dado origem a polémicas nestas últimas semanas e decidi transformá-los em títulos dos diversos capítulos desta minha crónica de hoje deste Blog.

90 minutos

Esse é o tempo horário de um jogo de futebol, o jogo que neste país é objeto de paixões irracionais e que nos últimos tempos nos deu a conhecer mais um líder populista, o Presidente do Sporting Clube de Portugal, estou à vontade para falar deste tiranete porque já o fiz em relação a outros do clube de que sou adepto.

Este senhor achou que poderia interpretar os estatutos do seu clube e a lei em geral à sua maneira e que escaparia impune, as últimas decisões judiciais vieram repor, e bem, a legalidade e pelo o que tenho ouvido de muitos sócios deste clube – que é muito diferente de simples simpatizantes e/ou adeptos – este vai ser corrido no próximo dia 23 em Assembleia Geral a realizar para esse efeito.

Ele ainda não compreendeu três coisas:

– O populismo em demasia acaba por ser irracional a dado ponto;

– Essa irracionalidade afasta de quem o promove, muitos que o apoiavam numa primeira fase;

– Esse isolamento acaba por ser sempre a causa que gera o efeito da queda dos líderes populistas.

Foi assim no passado com líderes políticos e de outros âmbitos, é assim no presente e será assim no futuro.

1 ano

Passou-se ontem um ano sobre a tragédia dos incêndios acontecida na região centro e que provocou um número de vítimas razoável sendo que a maioria era do Concelho de Pedrogão Grande.

Desde então foi criada uma “Associação de vítimas“, que ponho em parênteses por algum motivo, esse motivo deve-se ao facto de conhecer alguém que não morando lá, aí tem a sua casa da terra e aí perdeu alguns familiares, referiu-me este meu amigo de longa data que essa associação era a associação dos que procuravam viver à custa da tragédia e acrescentou-me que uma Associação que tem uma centena de associados nem sequer representa um décimo dos familiares das vítimas e moradores sobrevivos locais dessa tragédia e os tem como associados.

A razão deve-se a motivos puramente políticos, pois segundo este desde o início que tanto os familiares como os moradores sobrevivos perceberam o que queria a tal Presidente e quem a rodeava, sendo um meio pequeno e maioritariamente de pessoas moderadas, viram nesta personagem uma extremista de direita com que não se identificavam nem socialmente nem ideologicamente e perceberam claramente que esta e outros que a rodeavam queriam viver à custa desta tragédia.

E deu-me um exemplo claro, na aldeia de Nodeirinho, situada em Pedrogão Grande e onde morreram 11 pessoas, decidiu-se celebrar a vida em contraponto à celebração da morte e ontem foi inaugurado um monumento, em honra às pessoas que se salvaram refugiadas numa fonte, este monumento ideia de João Viola, pintor local e proprietário do terreno onde se ergueu o monumento e que, não é associado dessa tal “Associação de vítimas“, foi efectuado graças à ajuda dos vizinhos que uniram esforços para tornar essa ideia realidade, sendo que tudo foi feito por voluntários e com donativos locais.

Essa inauguração contou com a presença do Presidente da República, do Primeiro-ministro e do Presidente da Câmara e de todos os que se que se quiseram associar, e pretendeu celebrar a vida e referiu que isso contrastou com a celebração à morte da tal “Associação de vítimas” que efetuou um evento fechado com convites e convidados VIP’s alguns de fora da terra – mas que serviu de trampolim político dessa tal Presidente e de quem a rodeia – referiu ainda que o monumento que esta “Associação de vítimas” está a tentar fazer e para o qual já pedincharam dinheiro ao governo está envolto em polémica pois muitos familiares não querem o nome dos seus entes queridos nesse objeto de propaganda dessa “Associação de vítimas” que não os representa.

Soube-se também que esta “Associação de vítimas” teve a deselegância de não convidar quer o Primeiro-ministro quer o Presidente da Câmara para as tais festividades à morte que ontem efectuou, este meu amigo referiu-me que num Concelho onde o PS teve, nas eleições autárquicas após a tragédia, cerca de 1300 votos e o CDS-PP menos que os 41 votos brancos, ou seja, 21 votos para a Câmara Municipal – único órgão onde conseguiu concorrer pois não tinha número suficiente de locais para concorrer quer para a Assembleia Municipal quer para as Juntas – que tal atitude foi considerada afrontosa, mas que isso demonstra o quanto é que essa tal “Associação de vítimas” os representa.

9 anos 4 meses e 2 dias

Esse é o tempo que a FENPROF, acompanhada por outros sindicatos de professores, bem como uma miríade de várias plataformas sindicais que representam a esmagadora maioria dos funcionários da administração pública diz querer recuperar por ter sido o tempo em que estiveram congeladas as suas carreiras.

Dentro dessa nuance das carreiras, sempre houve algo que me escapou, eu que trabalhei fugazmente para o sector público e quase sempre no sector privado, que é como é que esse absurdo pode existir sem controle e avaliação algum, porque se agora até os militares já têm quotas, e bem, de progressão de patentes, como é que um professor e/ou outro funcionário público qualquer com regime semelhante – é que os à sem esse regime – progride sem controlo até chegar à patente de General sem ter disparado um tiro ou ter tido algum mérito na obtenção desse cargo?

É que eu lembro-me da luta que tiveram com outra Ministra da Educação que os queria avaliar nessa progressão e que não o conseguiu e agora pretendem que os tais 9 anos, 4 meses e 2 dias sejam contados de forma automática sem haver algum critério de mérito e pior de equidade entre esta progressão da carreira e a dos restantes funcionários públicos, é que o governo lembrou e bem que o ritmo automático – depreende-s por isso sem nenhuma avaliação – é para os professores três vezes – quase quatro – mais rápido do que os restantes funcionários públicos.

Lembro-me do silêncio cúmplice deste Mário Nogueira, líder da FENPROF, e doutros nouvelles sindicalistas de ocasião quando no tempo da troika o governo das direitas os ameaçou de despedimento em massa e os calados que estavam então borrados que lhes calhasse tal sorte na rifa.

Talvez seja esse o problema, dialogar-se, será então melhor este governo não o fazer e com um pau, ameaçar de dispensa numa assentada todos os que não cumprirem os seus deveres para com quem lhes paga o ordenado, ou seja, os pais dos alunos, é que greves selvagens são tão absurdas como perseguição da entidade patronal mas quem não cumpre os seus deveres para com quem lhes paga não deve nem tem o direito de exigir seja o que for.

Por ser Maçon serei um criminoso?

Essa pergunta que coloco no título é de retórica, mas sinto que tem atualidade, devido a acontecimentos recentes.

Antes demais e neste campo declaro que sou desde 2003, Mestre Maçon da Federação Portuguesa da Ordem Maçónica Mista Internacional “Le Droit Humain” – O Direito Humano e membro dos seus ateliers de Altos Graus – em grau que não interessa especificar, pois é indiferente para este artigo – e que nesta Obediência Maçónica são apenas do Rito Escocês Antigo e Aceito.

Já fui membro de três Lojas nesta Federação, agora apenas de duas, a saber a RL (v. Respeitável Loja) Liberdade (de que fui um dos fundadores) a Oriente de Sintra/Lisboa e da RL Estrela da Manhã a Oriente de Aveiro, internacionalmente sou membro (em dupla filiação internacional) da RL Luz de Al-Andaluz a Oriente de Sevilha esta da Federação Espanhola da mesma obediência.

A Ordem Maçónica Mista Internacional “Le Droit Humain” – O Direito Humano, celebrou no passado mês de abril os seus 125 anos – primeira loja fundada em 4 de abril de 1893 – e para além de comungar de todos os princípios que transversalmente caracterizam todas as Obediências Maçónicas, tem três fatores que a distinguem das demais:

É apenas Mista, ou seja, as suas lojas são constituídas por mulheres e homens (livres e de bons costumes) que se candidatam de per si, ou seja, convites a haver são a exceção e não a regra;

É Internacional, ou seja, tem um poder central representativo de todas as Lojas Pioneiras, Jurisdições (até 120 membros e cinco lojas) e Federações (a partir de cinco lojas e 120 membros). Tem deste modo um(a) Grão Mestre da Ordem a nível internacional e uma direção única, que se chama Supremo Concelho, tanto o primeiro como o segundo são eleitos numa convenção internacional que se realiza, de cinco em cinco anos, em Paris;

Defende e pratica a continuidade iniciática, ou seja, todos os membros dos Altos Graus, tenham o grau que tiverem obrigatoriamente fazem parte de uma loja Azul, ou seja, de uma célula base;

E porque julgo que é um tema com actualidade, porque recentemente aconteceram duas coisas, uma no meu país e outra em Itália que me fizeram levantar esta pergunta, e passo a explicar estes dois acontecimentos.

Por aqui discutiu-se por motivos que nada têm a haver com a Maçonaria e/ou algum seu integrante a criação da chamada Entidade da Transparência e a revisão do registo de interesses a declarar ao abrigo da lei das incompatibilidades dos titulares de cargos políticos e mais uma vez alguns órgãos de comunicação social levantaram a lebre e a indignação de que o facto de alguém ser maçon mais uma vez não era incluído como se a declaração de algum político ser Maçon fosse em si um acto confesso de se ser um potencial criminoso, o que foi aliás o que aconteceu em Itália em que o recente acordo de governo entre o Movimento 5 Estrelas e a Liga Norte exclui um ser humano de ser governante, por apenas ser Maçon, pior no acordo de governo comparam mesmo os maçons a criminosos comuns.

Antes demais aqui refiro que já por aqui analisei o fenómeno que foi o Movimento 5 Estrelas em Itália e pensei que embora populista fosse um movimento até redentor da política e dos políticos italianos, após a análise do programa eleitoral que assinaram em conjunto com o movimento separatista, fascista e racista Liga Norte, apenas posso confirmar que o pior que pensaria não se confirmar, confirmou-se. O programa eleitoral dessa coligação populista/fascista assenta em linhas em que o ódio e a demagogia são a lei, pelo que não auguro nada de bom nem de positivo a este governo e sinceramente desejo toda a má sorte ao mesmo. Aliás a entrevista de Steve Bannon à CNN, um fascista norte-americano que só quer o mal da União Europeia e dos europeus, a desejar sucesso a este governo italiano e a louvá-lo é notório da perigosidade que este representa. Se bem que pelas primeiras medidas de juras de amor eterno ao €uro e de recusa de desembarque de mais de 150 crianças refugiadas, acto que só um estado bárbaro efectuaria, durará pouco tempo. A demagogia e o populismo, quando em demasia acabam por ser a morte certa de quem os promove.

Mas vamos lá centrar a minha intervenção naquilo a que me propus, ou seja ao pensamento à priori efectuado de compararem os maçons a criminosos, seja em Itália seja por aqui, em que eu seria pelo simples facto de ser Maçon criminoso e incompatível de ser político e/ou governante.

A pergunta que faço é a seguinte, será mesmo que os Maçons devem ser públicos se são pré-julgados apenas e só por o serem?

E já agora para quem me irá ofender ou enviar mensagens privadas de ódio após a publicação e publicitação deste artigo respondo que eles confirmam o porquê da maioria destes não serem públicos e também o porquê desses pré-julgamentos sem sentido!?!?!

Eu estou-me completamente a marimbar para as ameaças e até já me defrontei com alguns dos cobardes que as fizeram, mas nem todos têm o meu estofo.

Mas para esses pré-julgamentos basta um jornaleirosim porque um jornalista segue o código deontológico – mal preparado que ganha uns patacos e é um lacaio, porque está a recibo verde, de preconceituosos como os Belmiros e os Balsemões desta vida e que espalham o ódio encomendado contra quem não se pode defender como as Maçonarias em geral.

E porquê? Porque não é um corpo único, nem aqui nem em Itália nem em qualquer parte do mundo, as Maçonarias – eu digo Maçonarias porque existem diferenças muito profundas e insanáveis entre as obediências ditas liberais e adogmáticas e as dogmáticas e exclusivamente masculinas e que se auto denominam de “regulares” – são várias obediências, algumas tão dispares e tão diferentes como água e azeite que nunca se misturam e dentro destas, os Mestres Maçons são pessoas livres que respondem por si e pela sua ética e não sob as ordens de algum poder centralizado.

Esses pré-julgamentos por esses jornaleiros servem apenas para disfarçar as jogatanas dos verdadeiros donos disto tudo sendo que nem aqui nem Itália nenhum foi ou é Maçon, mas que é o suficiente para atear chamas de ódio na populaça e espalhar o mesmo contra um inimigo invisível.

Vejamos a crise de 2008, algum daqueles banqueiros foi Maçon, fosse aqui ou em Itália?

E os especuladores que cruzaram ações de bancos com ativos tóxicos ligados ao Imobiliário, nos EUA/USA e/ou Europa, eram Maçons?

E por fim algum governante, com responsabilidades económicas, financeiras e ou de de decisão direta nesta última década, em Portugal ou em Itália, esteve ligado ou foi alguma vez Maçon?

A todas a estas respostas, posso assegurar-vos, que a resposta é um rotundo: NÃO

Mas se vos disser que são conhecidas a muitos destes a sua ligação à Opus Dei, apesar desta organização nunca ter estado tão bem economicamente, o que confirma as minhas suspeitas que a cortina de fumo dirigida sempre para os mesmos fantasmas serve sempre o interesse dos mesmos de sempre, que estão longe de ser fantasmas.

E vejamos será que a Igreja Católica Apostólica Romana, que é a instituição que alberga essa organização corrupta e criminosa, chamada de Opus Dei, tem alguma responsabilidade por esta o ser e defender os interesses que defende seja na área económica, judicial e/ou policial

Dificilmente não acham!!!

Porque até foi ultimamente eleito alguém que é o oposto em valores para o Pontificado e não me venham com tretas que foi para disfarçar, pois no conclave apareceu um candidato dessa área que foi felizmente derrotado e o anterior titular, Ratzinger, não era mais do que um papa da Opus Dei.

Mas se fazem esta distinção entre esta Instituição e a outra que nesta e sob esta se abriga, porque é que não o fazem em relação a maçons e lojas que poderão não ter sido éticos como deviam e as Maçonarias no geral?

A resposta é simples: Porque não interessa!?!?!

Interessa esta capa de fumo para esconder os que sempre se aproveitaram do sistema e os verdadeiros poderes ocultos factuais que neste existem, que variam conforme as décadas mas que visam apenas uma coisa: Enriquecer-se contando com as falhas do sistema e praticando amoralidades

Esses sim, têm dinheiro para financiar artigos de jornais, em Portugal, e partidos, como a Liga Norte, em Itália.

São esses poderes fáticos que escaparam sempre pelos buracos da chuva em relação às crises que provocaram e que aparecem por detrás do financiamento ao fascista do Steve Bannon, à Frente Nacional – agora União Nacional, e onde é que já eu ouvi este nome – francesa, ao Rússia Unida de Putin, ao movimento do Brexit britânico – via financiadores e criadores da Cambridge Analytic – ou ao movimento do Tea Party/Alt-Right/K.K.K. que dentro do Partido Republicano dos EUA/USA que conjuntamente com este Presidente egocentrista, e candidato apoiado pelos mesmos, conseguiu na última reforma fiscal um abate de mais de 70% dos impostos que, os que o financiaram, pagavam!?!?!

Então a populaça já percebeu onde estão os que beneficiam com este caos?

E os nazis/extremistas de direita portugueses, do PNR, Hammerskins e/ou Nova Ordem Social, com relações internacionais com o movimento do Brexit, da (agora) União Nacional francesa, da Rússia Unida de Putin ou da Liga Norte de Itália irão continuar a espalhar o ódio por estas redes sociais para ver se eu e outros maçons temos medo de vós e nos calamos face ao que vocês representam?

Eu sei que muitos maçons não se estão para se expor, mas eu e outros não temos medo de vocês, seus racistas e vendidos com pele de cordeiro.

Eu e outros fizemos acusações directas da inserção de elementos da extrema-direita nas polícias e nas forças militares. Aliás os recentes casos de julgamentos, de agressões agravadas em esquadras contra cidadãos portugueses que foram agredidos só por terem uma cor de pele diferente, ou os casos de violência entre claques, são o corolário da impunidade que reina na inserção de membros e gangs de malfeitores do PNRHammerskins e/ou Nova Ordem Social, elementos racistas de claques de futebol e nacionalistas nessas instituições. O corolário é o criminoso Mário Machado, com inúmeros cúmplices nas diversas polícias e ramos das forças armadas portuguesas, ser candidato a uma conhecida claque de futebol, uma vergonha só permitida porque as autoridades deste país dormem, já deveria esse criminoso ter sido preso só por causa do ódio que promove e por se passear por aí de braço estendido em saudações fascistas, algo punível pela nossa constituição.

Finalmente o estado português parece que abriu parcialmente e em parte a pestana, pois pouco faltava para que estes facinoras se começarem a organizar em milícias armadas como existe em movimentos fascistas por essa Europa fora, como a Aurora Dourada grega, a Liga Norte italiana, o Jobbik e/ou Fidesz húngaros e a Rússia Unida de Putin que impunemente caçam homossexuais e emigrantes e/ou seus concidadãos de cor que não a branca pelas ruas e que fazem parte todos de entidades que vão buscar os seus financiamentos a quem controla FOX’s, jornais como o Público os grupos como a COFINA, entre outros, que são antros de criminosos e de promoção do populismo puro.

É interessante ver que até num assunto tão simples como o aumento dos preços de combustíveis se exclui que a verdadeira beneficiada com esse aumento, a GALP Energia, que aumentou 200% os lucros em três anos, é apagada dos responsáveis do aumento dos combustíveis, só porque tem dinheiro para silenciar todos os jornais e jornaleiros desta terrinha, continuando estes a insistir na carga fiscal que até diminuiu marginalmente nos últimos anos.

Um Maçon deve ser ético e não pode silenciar-se face à ignomínia e aos vícios que povoam as catacumbas e masmorras desta terra, por isso somos odiados, porque os desmascaramos e não nos calamos e contribuímos em muito para a sua queda e para que neste mundo valores positivos e transversais sejam uma realidade.

Valores como a Democracia, a Liberdade, a Solidariedade, os Direitos Humanos, os Direitos das Crianças, a Fraternidade, os Direitos dos Trabalhadores, o Laicismo e a Igualdade entre homens e mulheres foram e são bandeiras maçónicas que todos comungamos.

Enquanto existir um Maçon, quem defende a ditadura e a perseguição apenas com base em pré-julgamentos terá da nossa parte luta sem quartel, por isso é que somos tão perigosos na Rússia, na Hungria, em Itália e em Portugal.

E uma nota final para os maçons portugueses, ficar à sombra de ter contribuindo para criar coisas tão importantes como o SNS em Portugal é poucochinho, temos que reagir e perceber que não é a ser tolerantes com os intolerantes que por cá conseguimos atrair novos e jovens membros – mulheres e homens – mas sim a combater politicamente e socialmente por uma sociedade mais justa e solidária. Combatendo sem quartel esses facinoras, escondam-se estes sob a capa de jornaleiros ou de membros da extrema-direita que impunemente – e apoiados por elementos policiais – gritaram recentemente slogans fascistas à frente do palácio maçónico do Grande Oriente Lusitano. Porque quem se esquece que os anos de ditadura fascista foram anos de perseguição à Maçonaria dificilmente poderá lutar por essa sociedade mais justa e solidária.

A convocatória é simples: Não se calem, não se escondam e combatam os facínoras!?!?!

Quanto a mim não sou um criminoso e tenho orgulho em ser Maçon e de o dizer publicamente.

Porque aumentam os preços dos combustíveis?

Este esclarecimento impõe-se, face à desinformação crescente que nos últimos tempos os órgãos de comunicação social têm imposto a todos nós, de modo a acolitarem a sua nova mascote populista, que dá pelo nome de Assunção Cristas.

Os impostos sobre os combustíveis não variaram nos últimos dois anos e meio, até pelo contrário tiveram uma ligeira baixa, fruto de uma correcção nos aumentos do preço do diesel (gasóleo) face à gasolina, já agora e esclarecendo este fator refiro que, o imposto sobre o litro de diesel (gasóleo) é mais barato – €0,33841 por litro (2016/2017) – do que sobre a gasolina – €0,54895 por litro (2016/2017) – assim e se o consumo do primeiro é superior e os aumentos deste também, a carga fiscal tende no seu todo a diminuir, embora apenas ligeiramente, pois o consumo de gasolina estabilizou e os preços desta aumentaram, embora de uma maneira percentual inferior ao diesel (gasóleo).

Deste modo procurar a resposta apenas centrada neste facto, para o aumento verificado neste último ano e meio e/ou últimos meses é absurdo e desde já afasto a justificação cretina e desinformativa que estes jornaleiros (não confundir com jornalistas) tentam passar em nome de uma razão puramente política, não tivessem estes nos últimos tempos servido apenas para isso, para fazerem oposição política. É que neste país passa-se o caso curioso de não haver órgãos de comunicação social isentos politicamente, sendo todos alinhados entre a extrema-direita racista e conservadora e a direita liberal económica e promovendo a mascote política fascista que adoptam no momento.

Deste modo as razões para os últimos aumentos são simples de enumerar, embora não expliquem tudo, assim e economicamente falando:

– O preço do “barril de crude” aumentou: desde janeiro de 2016 que o petróleo não pára de aumentar, tendo duplicado de preço nestes 2 anos e meio, dos 35 USD (dólar norte-americano) de 21 de janeiro de 2016 para os 70 USD atingidos a 17 de maio deste ano; mais especificamente e nos últimos 12 meses – que são os meses que condicionam fortemente as flutuações de preço no mercado final pois as contas são efectuadas com base nesta média – o barril de crude internacional subiu quase 50%, de 44 USD em 19 de junho de 2017 para 72 USD em 22 de maio de 2018.

Depreciação do €uro face ao USD (United States Dolar): nos últimos dois anos o aumento da rentabilidade das obrigações do Tesouro dos Estados Unidos face à perda de competitividade das obrigações do tesouro de todos os países europeus – a rentabilidade dos juros baixos e/ou negativa inibe esse investimentorondou os 30% nestes últimos dois anos e meio; esta depreciação que é positiva por um lado pois aumenta a competitividade das exportações europeias face às dos Estados Unidos da América é penalizadora na única mercadoria ainda negociada exclusivamente em USD, ou seja, o barril de crude; por fim esta depreciação têm-se agravado nos últimos meses, atingido só no mês de maio deste ano um acumulado de 3,5%.

– Custos de refinação, armazenamento e transporte e situação de monopólio da GALP Energia: neste país temos um monopólio consentido nos seguintes campos, refinação, armazenamento e transporte, este é exercido pela GALP Energia, sendo que esta empresa que com este monopólio apenas conta com 20% do mercado da refinação na Península Ibérica – como refere enganadoramente na sua página de Internetmas que em Portugal ronda os 80%, nos restantes campos de armazenamento e distribuição é inferior mas é sempre superior a 50%; este monopólio esmagador e consentido na refinação levou a que desde 2015 os lucros da área da refinação e distribuição da GALP Energia tenham aumentado mais de 200%, exacto e perceberam bem, o valor passou de negativo – em 2014 – a duzentos e tal milhões no ano de 2017 e este lucro foi conseguido por vários motivos; o primeiro a mudança do cálculo do valor de venda que passou a ser o do dia anterior no mercado de Roterdãoesta falcatrua implica que embora comprando o Petróleo quando quer pois aumentou o espaço de armazenamento joga com esse preço para aumentar os seus lucros internos – ditando como maior distribuidora e revendedora os preços sempre por cima e as outras empresas e/ou marcas não se importam de os acompanha; o segundo que esse monopólio dá-lhe a liberdade para cobrar os preços que quer e sem nenhum controle, sendo que os estudos da autoridade da concorrência nesta área têm demonstrado que o preço tem aumentado significativamente mas nada é efectuado para que esta distorção seja penalizada; por fim o chamado preço de transporte a granelpara os postos de abastecimentoe armazenamento no qual a GALP Energia na sua área de distribuição tem um peso considerável, pois não só fornece aos seus postos de abastecimento como a uma miríade de outras marcas, têm também vindo a aumentar contribuindo para os tais mais de 200% de aumento.

– Não inclusão de bio-combustíveis e a não reflexão desse factor nos preços finais: Em Espanha por exemplo a inclusão obrigatória de uma forte componente de bio-combustíveis levou a uma baixa do preço em 10%, isto nos últimos dois anos, em Portugal estamos aquém dessa incorporação e quando ocorreu foi aumentado o preço dos combustíveis, ou seja, a Autoridade da Concorrência em vez de punir esse aumento abusivo do preço por se incluir um componente de mais baixo valor, constata nos seus relatórios esse aumento e cauciona-o; a inclusão de bio-combustíveis em Portugal é das mais baixas da União Europeia e os países que têm também essa baixa inclusão são aqueles que como Portugal figuram no Top 10 dos combustíveis mais caros do mundo.

Termino com três observações e uma nota positiva de esperança.

É óbvio que este preço de cartel imposto mundialmente pelos países produtores de petróleo, liderados pela Arábia Saudita, e que mergulhou a economia mundial neste pico do preço do barril de crude atingiu um pico e estabilizou, e espera-se agora uma correcção que o pode levar aos 60 USD – apontado alguns analistas os 55 USD nos próximos 6 meses – pelo que este argumento pode ser posto de lado e contará pouco como factor futuro. Já agora o barril de crude, é assim denominado pois é uma unidade de petróleo em cru, esse barril varia entre os 158,987 litros (se for o barril produzido pelos norte-americanos) ou a 159,113 litros (se for o barril imperial britânico, que é produzido no mar do norte e vendido no mercado europeu), o barril de crude é representado por bbl;

Temos uma entidade que para nada serve a não ser para ser quem constata e quem monitoriza da implantação e reforço do monopólio da GALP Energia e não quem controla e quem intervém como está nas suas atribuições legais, se tivéssemos num país civilizado a ficção de entidade reguladora que temos e que se chama Autoridade da Concorrência, já tinha levantado vários processos à GALP Energia, multando-a exemplarmente e obrigado administrativamente que esta baixasse os preços da refinação – e não só pela atribuição de outro cálculo – e limitasse as suas ações no armazenamento e na distribuição a granel a outras outras empresas e/ou marcas de modo a que o seu peso neste campo passasse a ser exclusivamente o da sua quota de mercado que mesmo assim já é elevada. O que temos é pronograficamente insustentável e leva-me a pensar se nada mais se passa que não deva ser investigado judicialmente.

O que o governo tem efectuado a nível da inclusão da componente e reforço de bio-combustíveis é ridículo e muito poucochinho e nessa inclusão o não controle legislativo da prática dos dumpings de preço, ou seja, aumento do preço – quando este torna todo o produto mais barato – foi absurdo;

A nota de esperança é que acredito que os métodos de cálculo sejam revistos pelo governo nomeadamente na área da refinação, que a Autoridade da Concorrência comesse a funcionar sendo afastados por incompetência os que por lá consentem que uma empresa monopolista reforce o seu monopólio e aumente em dois anos mais de 200% os seus lucros e que o governo aumente a componente dos bio-combustíveis, por imposição Europeia, para uma percentagem maior dos que os actuais 16,23% na gasolina e 8,1% no gasóleo, como acontece por exemplo em países como Alemanha e/ou França. Por fim esta nota de esperança conclui com o aumento do uso de carros eléctricos e híbridos de modo a que haja por indução um menor crescimento do consumo fazendo com que a concorrência que hoje não existe comece realmente a funcionar.

Acabo como acabou o jornalista Paulo Querido, que com o seu curto post no Facebook acerca deste assunto me levou a escrever este artigo mais desenvolvido: “Agora voltemos às televisões e jornais e às suas “explicações” da treta, que já nem sabem o que é a notícia.

53 terroristas morrem e o mundo silencia…

Eis o problema desta comunicação social que temos é este, primeiro anuncia-se com grande pompa e circunstância que morreram 60 vítimas civis num dia sangrento de confrontos entre os assassinos judeus e os virtuosos e anjos dos palestinianos, quando o movimento terrorista Hamas secundado pela organização terrorista Jihad Islâmica, reclamam que desses 60, 53 – 50 do Hamas e 3 da Jihad Hislâmica – são seus militantes, combatentes e soldados, esta cala-se!!!

Mais de 80% das tais vitimas civis inocentes eram nas palavras das duas organizações terroristas e anti-ocidentais islâmicas, seus combatentes e foram para essas manifestações com armas, disparar contra soldados e invadir o território de um estado soberano mas o anti-semitismo continua a medrar e a ser usado como refugio e a calar-se diante deste facto.

O pior é que para além de jornalistas e populares claramente anti-semitas, que precisam de poucos argumentos para o continuarem a ser, deputados portugueses continuam a ser cúmplices deste silêncio e de forma despudorada continuam a caucionar o que estes dois movimentos representam e o que estas 53 nada inocentes vítimas defendem.

Não são palestinianos desesperados estes militantes, são terroristas que defendem a aplicação da lei islâmica a toda a sociedade, inclusive aos ocidentais. Estes militantes e estas organizações defendem que os homossexuais são seres aberrantes e merecem a morte, que uma mulher adultera e/ou violada merece a lapidação e que as crianças devem, se forem homens, educados exclusivamente em escolas corânicas e, se forem mulheres, nem ler e escrever devem, não vá terem ideias feministas ocidentais.

Das tais feministas pertencentes às organizações radicais de esquerda que a par com os movimentos LGBT´s, se associam a manifestações a pedir a condenação de Israel e o caucionamento ideológico destas pessoas, que se enojam só por os conhecer e que os matam e oprimem nos territórios que governam.

Eis a coerência ideológica de tais seres e organizações, a mesma que rejubila pela reeleição do ditador Nicolas Maduro, na Venezuela, com 60% e alguns, entre 30% e picos de afluência, ou seja menos de 20% do real universo eleitoral. A mesma que aplaude um ditador cubano, agora branquinho e quase americano, até porque esta esquerda conhaque europeia tem aqueles padrões rácicos que não lhes permite cá misturas entre eles e os gentios e se tiverem assim uma pele morena que fiquem longe.

Passa-se isso com os romanis (que por aqui são conhecidos por ciganos) que têm como comunidade o desprezo desta esquerdalha que apenas se cruza com estes em feiras, mas que nutre por estes aquele desprezo e superioridade absurda, nesse aspeto são muito parecidos com a extrema-direita que criticam.

Por isso é que quando se fala com estes deputados e com esses que andam por aí a  manifestarem-se na rua e a indignarem-se pelas redes sociais e se perguntam se eles conhecem a rua árabe e se já foram à palestina livre dos territórios de Gaza e da Cisjordânia, me respondem com aquela sobranceria que não precisam de lá ir para entenderem o que eu por aqui escrevo e aqui apresento.

Condenar sem conhecer a situação e de terem falado com as pessoas que por lá habitam e sofrem não por causa de Israel, mas porque quem os governa, em que se encontram os dirigentes destes grupos de terroristas islâmicos, Hamas e Jihad Islâmica, que vivem do esbulho e da apropriação ilícita dos milhares de milhões de fundos que para lá são encaminhados pela comunidade internacional e milhares de ricos e pios senhores dos petro dólares.

Esse é o problema de muitos destes anti-semitas, culpam a única entidade que lhes dá alguma segurança, pois grande parte da população, da tal ficção da palestina livre, vive com empregos de Israel, ou seja, quem alimenta quem nessas comunidades vive com dignidade, dessa tal palestina livre são milhares de empresas dos tais judeus assassinos.

E já agora, quem os rouba todos os dias e vive deles à tripa forra são os líderes dessas tais organizações terroristas que vivem uma vida de luxo no Líbano e Emiratos Árabes Unidos.

E esses deputados e esquerda conhaque europeia, acompanhados com muitos indignados de sofá, são os cúmplices desta situação, pois exigem aos políticos do seu país transparência total e uma radical modéstia de vida e depois caucionam o oposto aos líderes destas organizações terroristas que defendem em valores o oposto que estes dizem representar nos seus países.

Acabo com uma pergunta, querem mesmo que eu defenda um estado falhado em que a população que lá habita vive para alimentar a corrupção de uns líderes inaptos ou defenda coerentemente que estes territórios e populações devem ser integrados noutros países que sempre os desejaram ter e que talvez estes povos, seja no Egito – a Faixa de Gaza – ou na Jordânia – o que restar da Cisjordânia sem Jerusalém – lá sejam melhor governados?

Acho que a resposta é óbvia, acabem com essa ficção de estado da palestina, isso não existe, é um mito criado por uma esquerda conhaque europeia e mundial anti semita que pouco ou nada percebe da realidade no terreno e por estados árabes que sempre quiseram este território, mas que após ficarem com milhões de refugiados depois das guerras falhadas, que moveram contra Israel, agora querem um estado palestiniano, que muitos que lá vivem não querem, para exportar esses refugiados que foram criados pela sua inépcia, pois a muitos palestinianos moradores dessa ficção a que chamam de estado da palestina ficariam contentes com uma governação sem corruptos e/ou extremistas.

O problema dessas terras de ninguém, a que chamam estado da palestina só existe por culpa exclusiva dos anti-semitas europeus e mundiais e dos países árabes a que lhes convém ter a urbe controlada com um inimigo comum, o problema, é que já nem na rua árabe essa ideia é consensual, acabem por isso com ficções e não façam sofrer terceiros porque querem bodes expiatórios, sejam estes pela sua incompetência, sejam pelo o seu anti-semitismo primário.

Centenas de anos de anti semitismo!!!

Quando ontem se celebrou a proclamação dos 70 anos de independência do estado de Israel, dava-se mais uma vez um golpe de teatro no acicatar do anti semitismo por este mundo a fora com a colaboração sempre prestável de uns órgãos de comunicação social acríticos e sem fontes no terreno e de ONG’s de direitos humanos, como a Amnistia Internacional e outras, que apenas contam com os relatos e a propaganda do movimento terrorista e anti semita e anti ocidental Hamas.

O que vimos mais uma vez foi o erguer de milhares de braços mundialmente tal como os nazis o fizeram também de forma encenada em Nuremberga à frente de uma então bem oleada propaganda do III Reich, só que desta vez quem encenou esta propaganda, são terroristas de um movimento anti valores ocidentais e também anti semitas que apaparicados por uma comunicação social acrítica espalha as suas mentiras sem contraditório.

Falam em mais de 50 mortos e repetem o número à exaustão, como uma mantra nazi de estilo sieg heil, mas desta vez não para saudar a vitória nazi mas a vitória da intolerância e do oportunismo, o mesmo faz a Amnistia Internacional e outras ONG’s em comunicados histéricos sem nenhum fundamento, e porquê?

Já agora esses números de mortos são baseados em que factos? Em que fontes? Quais os jornalistas e/ou fontes independentes que os viram? Quais os que os podem confirmar? Quais os nomes desses mortos? Quais os testemunhos desses familiares? Serão válidos esses testemunhos? Os médicos que declaram o óbito como se chamam? Quais as causas da morte destes declarados mortos? Em que hospitais e/ou clínicas ocorreram? Quando e onde foram enterrados?

São perguntas legítimas às quais nunca vejo ser dada nenhuma resposta!?!?!

Num qualquer artigo de jornal vejo o nome das vitimas, aqui nada é preciso, apenas se atira a atroada, porque de certeza que pegará!!!

Nenhuma destas ONG’s tem observadores independentes no terreno, e os jornalistas que por lá vemos nenhum é não habitante, ou seja palestino terrorista alinhado com o Hamas (relembro-vos que os membros da Fatah foram expulsos e massacrados à uns anos, por isso nem essa facção política está no terreno), os outros que lá estão de fora são convidados autorizados a lá estar e têm que ser simpatizantes da causa do Hamas.

Vemos sempre as mesmas imagens de alguém atingido, não se sabe se por uma bala de borracha, por uma granada de gas lacrimogéneo ou a sua inalação, ou até, e porque o mais provável, por uma pedra mal atirada dos que atrás destes usam fundas que pouco mais de dezenas de metros têm de alcance. 

Mas a dedução óbvia e imediata é que se este sai assim caído, é porque sai morto e que os carrascos são os maléficos judeus, esses seres asquerosos corcundas que se babam diante do sangue de jovens e puros alvos e anjos palestinianos.

Gostava de ver uma vez que fosse alguma fonte credível e fiável independente a balizar esses números de mortos, pois o que acontece é que quem fornece esses números são os militantes do Hamas!?!?!

Assim vejamos, eu quero pôr o mundo a meu favor, e vou dizer que quem vimos sair em braços são apenas feridos, claro que sim, então se sou um movimento que defende a lapidação de mulheres, o atirar de homossexuais por um prédio abaixo e/ou o massacre da outra facção política palestiniana, nunca mentiria acerca deste assunto, Allah é minha testemunha, tal como o será quando eu puder atirar nesses ocidentais, que agora me são uns bons idiotas úteis para a frente de uma metralhadora por serem uns kafir, até lá venha a nós a vossa credulidade, pois esta rende-me petro-dólares para eu continuar a financiar os gostos dos meus dirigentes que não habitam na Faixa de Gaza, mas em resorts luxuosos nos Emiratos Árabes Unidos ou no Líbano.

Vejo alguns idiotas de uns editoriais que sem nenhuma fonte credível no terreno repetem à saciedade os tais mortos que ninguém confirma mas que todos assumem que existem serem acompanhados de fotos, de um bebé a ser enterrado em mortalha, de uma foto que é do conflito sírio, e outros de jovens árabes feridos na cabeça de imagens em que estão vivos, que podem ser destes confrontos ou de quaisquer outros, e o anti semitismo a lavrar porque as afirmações que lá se faz nenhum contraditório têm.

E o que é pior é que este histerismo pede aos israelitas clemência aos terroristas que anos antes se explodiram às dezenas por todo o Israel, que assaltavam povoados e degolavam a dormir centenas de famílias e que até à pouco atropelavam, esfaqueavam e atiravam sobre civis em Israel e que ainda hoje enviam foguetes com bombas contra localidades de fronteira da Faixa de Gaza!!!

Será que essa clemência foi pedida após os ataques às torres gémeas para os seus mandantes, ou para aqueles que atacaram a redacção do Charlie Hebdo, ou os atropeladores de Nice, Londres e de Barcelona e para os que se explodiram e metralharam em Madrid, Paris, Londres ou Bruxelas? Será que a polícia e as forças militares hesitaram em matá-los em legitima defesa? 

Porque hesitariam então as Forças de Defesa de Israel de o fazerem contra invasores do seu território e cúmplices dos autores desses atos já referidos? Na Europa persegue-se, prende-se e executa-se em legitima defesa, porque são cristãos, já Israel não pode fazer isso, porquê? Porque são Judeus?

Não eram todos Judeus esses mortos, pois não, eram ocidentais europeus, então porque pedir clemência?

Interessante ver que essa clemência é acompanhada por chantagens psicológicas de que Israel como tem descendentes e/ou sobreviventes da Shoa (holocausto nazi) e por esse motivo não pode nem deve praticar esses atos!!!

Tão absurdo o ridículo que caem, porque desse modo porque é que os que são descendentes dos que praticaram e foram cúmplices com a Shoa têm sequer superioridade moral para atirarem isso em cara de quem sofreu e/ou é descendente de quem a esta sobreviveu?

É como se referirem à barreira de proteção de Israel como um muro que provoca o apartheid, quando quem faz esta acusação sem sentido, pois essa barreira literalmente acabou com os atentados, são descendentes de povos que durante centenas de anos criaram guetos de judiarias onde atrás destes efetivos muros haviam apartheids efetivos que duraram centenas de anos e que resultaram na Shoa.

A história não se julga pois esta aconteceu, não sejam é cretinos ao ponto de pensarem que têm alguma superioridade moral, para chamarem à pedra, os descendentes dos sobreviventes dos guetos de judiarias e da Shoa, que agora pensam que se esqueceram de vós, ó anti semitas desta terra?!?!?

Um anti semita será sempre o que foi, nunca negará o que é seja este nazi ou da esquerda conhaque Europeia, não é por acharem que o vosso ativismo de sofá vos dá alguma superioridade moral sobre quem todos os dias sofre ou é objeto de anti semitismo real que fará baixar a guarda aos israelitas, porque Massada jamais cairá de novo!?!?!

E porque em todos os Shabats se repete, no próximo ano em Jerusalém.

Por fim informem-se e antes de atirarem, 40, 50 ou 60 mortos (e porque não uns milhares), vejam se quem é a fonte da notícia não são os mesmos que com estas lucram em termos de propaganda e de petro dólares.

Tenham ao menos amor próprio, porque serem usados por quem profundamente despreza os valores porque vocês se dizem guiar, é não a uma ironia da história mas o de serem uns idiotas úteis ao serviço desta!!!

Poderá uma monarquia ser democrática?

Monarquia constitucional ou uso de um termo infantil para se explicar uma ditadura encapotada” este poderia ser o título lógico, mas que não cabe nos cânones virtuais deste artigo.

Habitua-mo-nos a olhar para as chamadas “monarquias Constitucionais” e a apelidar esses sistemas de governo como fazendo parte dos sistemas democráticos de governo.

Como contestar que vários países nórdicos sejam monarquias constitucionais e sejam muito desenvolvidos e que essa seja a justificação para balizar uma forma de governo e desse modo aceitá-la.

Primeiro vamos lá desmistificar algumas coisas, nem todos os países nórdicos são monarquias, a Finlândia ou a Islândia são exemplos claros, e essas continuam a ser tão desenvolvidas como as que o são.

O desenvolvimento nada tem a ver com o regime político, monarquia, mas com a região em que se inserem, que lhes dá/deu uma relativa paz. A sua fraca demografia também ajuda o que é compensado com territórios amplos, com também amplos recursos, quer naturais quer outros como os educativos que têm disponíveis, por fim, o modelo social assente num estado forte, com um contrato social muito bem definido entre o que o cidadão paga e o que este recebe em troca. Outro fator muito importante, quase decisivo é, o climático, que provoca um foco razoável e uma resistência física e psicológica muito importantes para a adaptação em regimes económicos de serviços e/ou capital intensivo que hoje vivemos. Por fim e não menos importante, o protestantismo, dá uma mais valia cultural importante neste sistema económico porque incute a modéstia e a simplicidade em todos os níveis sociais, sem fatalismos e com uma crença absoluta no livre arbítrio humano em vez no que o destino religioso dará.

Reparem que eu não referi que estes sistemas são perfeitos apenas o são para uma economia baseada em serviços e em capital intensivo, se por exemplo, vivêssemos numa economia fabril, estes países eram secundários, aliás como o foram até ao advento da economia de serviços e do conhecimento que hoje vivemos.

E outro problema tem a ver com a aceitação das desigualdades, estes países estão longe de serem um modelo de tolerância face ao outro, são sociedades muito fechadas e com relações muito dúbias quando falamos desse tópico. Se for em relação aos seus, e aí depreende-se quem fala a sua língua e segue as suas regras, tudo bem, são deste modo sociedades de assimilação forçada, aliás nisso os portugueses e os irlandeses são muito parecidos (poderei falar na vantagem competitiva ou não que isso representa noutro artigo), mas a diversidade nessas sociedades deixa muito a desejar, em muitos campos condena-se a diferença e não existem ou são raros os módulos híbridos, nota-se isso no esforço que se faz para se tentar compreender o outro, mas para a sua assimilação e não para a sua aceitação como ele é, já nisso os portugueses e os irlandeses estão bem melhor que estes e a nossa evolução é bem mais pela tolerância do que pelo fechamento social. Em Portugal ou na Irlanda, partidos reacionários pró-desigualdades e populistas racistas como o Sverigedemokraterna (Democratas Suecos), Fremskrittspartiet Framstegspartiet (Partido do Progresso no poder na Noruega), Dansk Folkeparti (Partido Popular Dinamarquês que apoia parlamentarmente a atual aliança conservadora de direita no poder) ou o Partij voor Vrijheid (Partido para a Liberdade na Holanda), são difíceis de ter a força que têm nesses países. E tudo porque aceitam desigualdades naturais, a desigualdade por nascimento é uma delas, que culmina, na naturalidade da origem e deste modo é natural nessas sociedades por razões históricas, societárias e até identitárias essa aceitação e tem a ver muito com a realidade ambiental, histórica e de vizinhança que sempre foi conturbada e exigiu uma estratificação muito forte para que não houvessem duvidas de ação nas alturas extremas que eram constantes e que punham quase sempre a questão da sobrevivência como fator eliminatório.

Mas vamos ao problema que eu levantei: Será que uma forma de governo ditatorial como a monarquia, tenha esta o carimbo de constitucional, é democrática?

Vejamos a Democracia é o sistema que depreende entre outros valores que todos os cidadãos elegíveis podem ser candidatos, sob determinadas regras, igualmente em todos os órgãos de poder.

Podemos excluir por essa ordem de razão que o, representante máximo, aquele que é precisamente o que determina se o equilíbrio de poderes está a ser cumprido?

Será democrático um sistema que aceita que quem está há frente de um órgão que é, só por acaso o máximo, deve o ocupar não por ter sido candidato a esse e por isso ser um interpares, mas por ter nascido de quem nasceu e não ter tido nenhum mérito para estar e ocupar o lugar em questão?

Aliás o que há de democrático nessa aceitação e/ou nessa suposta aclamação!?!?!

Existem outras hipóteses a considerar, num regime monárquico, que não aquela que está ali, que é de apenas haver um cidadão candidato a um determinado lugar, porque nasceu por acaso daqueles cidadãos, que há partida são desiguais, pois nada de comum têm com os restantes?!?!?

Qual o nome que se dá a quem não é igual e se perpetua no poder sem opção de escolha em contrário porque se assume que a sua desigualdade é um fim em si mesmo e não algo renovado de forma regular e democraticamente?

Se responderam, Ditador, estão corretos, se responderam, Monarca, estão incorretos, e porquê?

Porque um Monarca, é sempre um Ditador, e a monarquia é uma forma de governo que assume um Ditador incontestável, esse Ditador passa o seu poder incontestado para o outro Ditador, só porque nasceu e/ou é descendente da uma família, que é a deste.

E o problema é que vejo muitos a criticar a forma de governo da Coreia do Norte e a esquecerem que a forma de governo que eventualmente defendem, a monarquia constitucional, nada difere desta!?!?!

E a pergunta que me poderão colocar é: Mas se são economias avançadas, algumas dessas monarquias e até democracias supostamente avançadas, porque é que referes que estas são uma Ditadura e não uma Democracia e fazes essa comparação com regimes tão atrasados economicamente e totalitários como essa Coreia do Norte?

Porque o princípio de governo é o mesmo, olhar para os méritos e demérito de uma economia é ter em consideração os problemas que esta tem, não quem e a forma de governo que esta detém. 

Por esse motivo e na Coreia do Norte, funciona um sistema puro e ditatorial monárquico, tal como por exemplo no Reino Saudita ou num país monárquico da Europa Ocidental, como o Reino da Noruega ou o Reino da Suécia.

E se pusermos em cheque a economia, podemos estabelecer uma comparação, será que o Nepal que é um país pobre e era ainda mais pobre quando era uma monarquia dita de constitucional, não sofreu económica e socialmente por ter tido reinados autoritários? Qual era a sua vantagem económica quando era uma monarquia constitucional? É que é, e usando este caso, o Ditador que muitas vezes tem uma função aparentemente decorativa que detinha realmente poder, no caso do Nepal os ditadores assumiram poderes reais e puseram a esmagadora maioria da população contra si, sendo derrubados violentamente em 2008. A linha que separa um ditador/monarca autoritário de um ditador/monarca menos autoritário não é cultural, nem regional nem sequer económica e/ou social, mas de virtuosismo hipotético de quem assume essas funções, porque por exemplo e num país vizinho ao Nepal, o Butão em que o sistema era ditatorial puro e com um rei autoritário, também em 2008, o detentor do cargo instituiu um sistema de monarquia constitucional, ou seja, uma ditadura menos autoritária, e se formos comprar, religiosamente, culturalmente, socialmente e regionalmente são países muito similares, em termos económicos pouco diferem, conquanto a relativa pacificação devido ao isolacionismo até aí existente do Butão criou uma ligeira superioridade económica deste último em relação ao Nepal, tudo dependeu do virtuosismo hipotético do ditador/monarca no poder.

Mas será que estarmos dependentes do virtuosismo de um ditador/monarca e/ou da sua família é arriscado? Como vimos com os exemplos referidos e antagónicos de evolução da evolução do Nepal e do Butão, claro que é!?!?!

Na Europa há países muito desenvolvidos economicamente que nunca foram monarquias, a Confederação Helvética é um exemplo claro e desde 1874, que é uma república democrática como hoje nos é apresentada e nunca foi uma monarquia, era até então uma república censitária (os eleitores detinham determinado rendimento e/ou ascendência), qual é então o virtuosismo desta forma de governo em relação à monarquia/ditadura seja esta constitucional ou não? 

É que nunca estará dependente de um eventual virtuosismo continuo de um eventual sucessor de alguém que não acedeu ao cargo naturalmente por nascer de outro e não por mérito.

O mesmo se passará com Portugal e outras democracias sem distorções, ou seja dependentes do eventual virtuosismo do ditador/monarca que ocupa o cargo máximo para que foi guindado sem nenhum mérito e que tem na sua mão a permissão para que esta forma de governo subsista. 

Se hipoteticamente um monarca/ditador dos ingleses assumisse o poder, o que o impediria, e a hipótese não é meramente hipotética, ocorreu no passado e a guerra civil foi a resposta, e no século passado no tempo da segunda guerra mundial, esta hipótese esteve a um passo de ocorrer e um golpe palaciano afastou o ditador/monarca com tendências mais autoritárias e grandes simpatias por Hitler, o então ditador autoritário alemão, por um ditador/monarca com tendências menos autoritárias e mais patriota/nacionalista/isolacionista, que serviu então não o nego de forma virtuosa como baluarte de resistência ao autoritarismo ditatorial que se impôs mais ou menos pela força na restante Europa continental

O recente autoritarismo de estado que vemos em Espanha, tem tudo a ver com a monarquia, a esmagadora maioria dos castelhanos, ou seja, habitantes das duas castelas e da capital desse estado federal ferreamente controlado pelos castelhanos e que aceitam naturalmente um regime autoritário, não tivesse sido nesta identidade nacional ibérica em quem o ditador autoritário, Franco, se apoiou para esmagar as restantes identidades nacionais ibéricas ocupadas por estes, num nacionalismo bacoco e identitário centralista. Já as restantes identidades nacionais ibéricas não aceitam a monarquia, pelo que o ditador castelhano, a que agora chamam de Felipe VI e já não de Franco, governa para os castelhanos que se revêm neste, para as restantes identidades nacionais ibéricas ocupadas, só uma minoria cada vez mais pequena é que apoia esta ditadura/monarquia, os choques são assim inevitáveis.

Por isso uma Monarquia nunca poderá ser democrática, e é legítimo no culminar da defesa de um estado democrático e/ou da implantação de uma democracia sem distorções que se afaste a família do ditador por qualquer meio, mesmo o violento, porque como já verificamos dependemos apenas e só de um eventual virtuosismo eventual desse ditador, o que por exemplo em Espanha, está a descarrilar para a inexistência desse virtuosismo e para o culminar de um estado cada vez mais musculado que não respeita a vontade política popular e se esconde atrás de um poder judicial que depende do ditador e que tem nula autonomia processual.

E afinal o que é o Movimento 5 Estrelas em Itália?

Será mesmo populista?

Será mesmo anti-europeu e/ou euro-céptico?

Será mesmo isolacionista?

Uma coisa é o que nos vendem, outra é o que está publicado e também outra foram as suas atitudes até agora. Algures no meio encontra-se o que será a sua actuação num futuro governo, isto é se o conseguir ser.

Antes demais vamos ao o que é o M5S (acrónimo da palavra italiana: Movimento 5 Stelle), como é chamado e como a partir de agora me referirei a este.

O M5S começou como um partido de protesto, ou um não partido (como estes se referem a si próprios), o seu fundador e que ainda tem algum relevo mas pouca influência ideológica, como veremos mais à frente, é o antigo comediante e palhaço, Beppe Grillo, daí se chamarem na gíria política italiana aos seus militantes e dirigentes como os grillistas. O M5S apareceu como um movimento anti-partidos, mas vamos lá compreender a realidade política italiana para percebermos este anti-partidarismo.

Quando apareceu, tanto os partidos de direita, como algumas personalidades políticas de esquerda (nessa altura os antigos PSI e PCI já se tinham fundido no Partido Democrata), eram assaltados de escândalos frequentes que iam desde: compra de votos por entidades de interesses criminosos e/ou obscuros; escândalos de corrupção frequentes; benesses dos deputados, senadores e políticos italianos que na generalidade eram uma afronta ao comum dos italianos que lutava para sobreviver.

Reformas impopulares de governos de centro-esquerda prosseguidas por governos de centro-direita e por fim e de novo pelo centro-esquerda e que serviram para salvar instituições financeiras e grandes conglomerados empresariais que foram objecto de saque com a complacência, quando não com a cumplicidade de muitos políticos e respectivos partidos, fizeram o resto. Não havendo, em Itália, intervenção da Troika, houve uma austeridade que o comum dos italianos não aceitou a bem, pois não percebiam porque é que tinham de pagar pelos erros e pecados de grandes industriais, empresários e banqueiros, que muitos deles iam para a política (quase sempre para os partidos de direita) para ganhar imunidade face aos seus crimes de colarinho branco.

O M5S de Beppe Grillo, assume desta maneira a posição, não a de anti-partidos tradicional histórica, ou seja, como os movimentos fascistas de direita e/ou de esquerda comunista que os queriam destruir para implantar a sua forma de visão do mundo totalitária, mas como reação contra estes partidos e estes políticos do seu país, a Itália.

E isto é fundamental para perceber três coisas basilares neste movimento e que influenciam alguns dos eventos e da sua ideologia contida nas suas ações e no seu programa de governo.

Primeiro é um movimento pela dignificação da política, ou seja, os seus candidatos eleitos só ganham aquilo que ganhavam na sua profissão anterior (mais ajudas de custo se forem de longe de Roma e lá se tiverem que instalar), assim um mecânico de automóveis candidato ganhará lá o mesmo do que quando era mecânico de automóveis, o mesmo se passando com outros, sejam estes empresários, profissionais liberais, funcionários públicos, funcionários por conta de outrem e reformados (sinceramente não investiguei a possibilidade de se um candidato não tiver rendimentos, mas julgo que deverão ter estabelecido alguma quantia base). A ideia central é que um político é um cidadão comum e para lá voltará quando servir o seu povo no órgão para que for eleito, devendo ficar com o mesmo património com que entrou e não ser prejudicado por isso, mas e isto é importante, também não ser beneficiado. Dentro desta lógica, da dignificação da vida política, defendem que quem tiver algum delito no seu registo criminal, não pode ser candidato e levam isso tão à letra que o seu líder carismático, Beppe Grillo, já não pode ser candidato pois tem uma infração criminal por ter estado envolvido num acidente de automóvel que provocou uma morte, tendo uma condenação por esse facto. Também se batem pela redução de todas as grandes benesses ainda existentes e de que beneficiam todos os políticos de todos os outros partidos, com estes a serem a única excepção. Por fim e por causa disso são contra todas as subvenções estatais e privadas não singulares de apoio à sua actividade partidária e recusam beneficiar destas e do remanescente dos seus ordenados, tendo devolvido todas essas verbas ao estado, financiam-se exclusivamente por pequenas doações dadas regularmente pelos seus mais de 100 mil militantes ativos, não podendo haver doações acima de um determinado montante.

Segundo é um movimento pela democracia directa e superação da democracia representativa, construíram para o efeito uma plataforma, que chamam de Rosseau (até esta havia recorrentes polémicas sobre a justeza do apuramento dos resultados de vários referendos internos) deste modo muitas decisões são tomadas por e-democracy, essa plataforma que agora está relativamente bem construída, serve para que os seus inscritos participem dando propostas e votando em alternativa os seus programas de candidatura. Por exemplo, o programa de governo destas últimas legislativas, foi discutido e votado por mais de 80 mil cidadãos, através desta plataforma. Os candidatos a candidatos que se apresentem têm que ser aprovados em primárias e votados pelos seus militantes, da autarquia, da região, do círculo respectivo uninominal nacional ou em lista para as assembleias locais, regionais e/ou nacionais. Essas candidaturas são espontâneas e não pode haver por cima nenhuma influência. No M5S são defensores do mandato imperativo e/ou mandato vinculativo, que é a teoria que refere que os seus eleitos estão vinculados e imperativamente têm que cumprir os programas porque são eleitos e as decisões entretanto tomadas colectivamente e por referendo pelo seu colectivo militante, seja este nacional, regional e/ou local, que está sempre acima da opinião pessoal de quem for eleito.

Terceiro, é um movimento ecologista de base, ou seja, as bases mais ideológicas políticas e éticas do movimento saíram de organizações ecologistas locais e defensoras de um decrescimento económico sustentável, passo a explicar o que é isso: esta teoria bioeconómica defende a tese de que o crescimento económico, entendido como aumento constante do Produto Interno Bruto (v. PIB), não é sustentável pelo ecossistema global, esta ideia é oposta ao pensamento económico dominante, segundo o qual a melhoria do nível de vida seria recorrência do crescimento constante do PIB e portanto, o aumento do valor da produção deveria ser um objetivo permanente da sociedade, a questão principal, segundo os defensores do decrescimento, é que os recursos naturais são limitados e portanto não existe crescimento infinito, devendo a melhoria das condições de vida ser obtida sem o aumento do consumo, mudando-se o paradigma dominante. Para os teóricos do decrescimento económico sustentável o PIB é uma medida apenas parcial da riqueza e, se se pretende restabelecer toda a variedade de riquezas possíveis, é preciso deixar de utilizá-lo como bússola, neste sentido, defendem a utilização de outros indicadores tais como o índice de desenvolvimento humano (IDH), a pegada ecológica e o índice para uma vida melhor (índice da OECD).

E agora vamos analisar os pontos de vista iniciais, do M5S, de dois assuntos que se tornarão polémicos no futuro, os refugiados e a sua relação com as instituições europeias. Não havia posição muito definida inicialmente sobre os refugiados porque sendo um problema na altura da sua criação não o era tão grave e/ou preponderante como agora, pois a Itália era então e apenas, um país de passagem e pouco acolhia. Sobre a União Europeia as críticas iniciais baseavam-se então em três assuntos:

  • As benesses dos deputados europeus e a falta de transparência do Parlamento Europeu e das restantes instituições europeias;
  • A falta de democracia nas decisões da União Europeia, pugnando por um peso maior e único, na tomadas de decisões do Parlamento Europeu e dos parlamentos nacionais, sendo que o primeiro deveria ter uma reforma muito grande e contar com mecanismos europeus de democracia direta;
  • Por ter base ecologista eram contra acordos como os TTIP/TAFTA e o TPP (ou semelhantes) pois acham que assim limitam a influência de multinacionais poluidoras, canibalizadoras (eu diria terroristas), anti ambientais e contra a natureza.

E agora vamos lá às evoluções futuras que determinaram algumas acusações fundadas ou não de anti-europeismo e de anti-emigração.

Sobre a União Europeia, e após as eleições de 2014, em que teve mais de 5 milhões de votos, o M5S elegeu 17 deputados e foi excluído e empurrado literalmente para os braços do UKIP e dos populistas anti europeus britânicos. E porquê?

Primeiro foram bater à porta dos grupos a que queriam aderir e pelo o qual tinham mais apetência que eram os da GUE/NGL (Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde) e os G-EFA (Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia), mas estes literalmente fecharam-lhes as portas com o argumento de que eles não eram ecologistas, o que já vimos que é uma valente parvoíce, mas infelizmente foi a decisão mais dos partidos italianos de esquerda do primeiro grupo e dos outros afiliados a estes partidos do que dos verdes nórdicos ou dos verdes, que tinham e continuam a ter muita simpatia por estes no plenário do Parlamento Europeu.

Segundo e após estes dois grupos fecharem as portas, o M5S, foi bater à porta em Janeiro de 2017, do ALDE (Grupo da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa), que após avanços e recuos internos vários lhes também fechou as portas, o motivo foi que estes não eram europeístas suficientes, querendo que estes abandonassem as suas reservas contra as instituições europeias, que não o Parlamento Europeu, e que mudassem a sua posição contra as benesses que os deputados italianos tinham neste órgão, como é óbvio estes não o fizeram.

Por fim e em terceiro lugar, o UKIP (que está de saída do Parlamento Europeu) propõe-lhes a entrada e recriação de um grupo político com base nos seus aliados, ou seja, uns gatos pingados tresmalhados de outros grupos que nunca conseguiriam formar um grupo no Parlamento Europeu sozinhos, pois estes afastaram-se do grupo dos partidos fascista da direita europeia, pomposamente denominado de ENL (Grupo Europa das Nações e da Liberdade), é assim fundado o EFDD (Grupo Europa da Liberdade e da Democracia Direta) e que conta com 45 deputados e no qual os seus 17 deputados gozam de grande autonomia e votam a quase totalidade das vezes pelas posições dos dois primeiros grupos de onde foram impedidos de entrar. 

Absurdo, pois?!?!? 

Mas é daí que pelos vistos vem o seu carimbo de anti-europeistas e/ou euro-cépticos. Se lhes fecham as portas e os enviam literalmente para os braços de quem está de saída do Parlamento Europeu. Só espero que alguns dos Grupos dos Verdes ganhem juízo e os autorizem na próxima sessão do Parlamento Europeu a aderir a algum destes grupos onde são patente nas suas votações constantes conjuntamente com estes, a consonâncias das suas opiniões com área ideológica verde deste Parlamento, aliás explicarei isso com mais detalhe mais à frente.

Sobre a posição em relação aos refugiados, podemos pegar, no seu programa político com que se apresentou neste tema ao eleitorado, intitulado: Parem com o Negócio da Imigração. E podemos ver que o que estes exigem é uma real solidariedade entre os europeus para aceitar mais refugiados, aliás a posição destes em momento algum refere algum tipo de posição isolacionista, é só ler o seu programa e vemos que pugnam por uma política de acolhimento mas que acham, e bem, que a União Europeia está a ter uma atitude pouco solidária e a passar o ônus total desta questão para os países que como estes, a Itália, ou seja, a Espanha, Grécia e Malta acolhem milhares de refugiados. Referem claramente que vão tomar atitudes se estas políticas de falta de solidariedade se mantiverem, como a denúncia do acordo Schengen e o não recolher mais refugiados, porque se os restantes países da União Europeia não são solidários seja no acolhimento de mais refugiados seja no apoio financeiro e na gestão destes fundos de forma transparente, porque é que estes têm que arcar com quase mais de um milhão de refugiados que têm e que lhes trazem variados problemas. Pois muitos destes refugiados recusam a sua integração pois alegam que querem sair de Itália. Também pugnam por uma política mais transparente no uso dos fundos internos e da União Europeia que estão destinados a estas ações, daí o título ser um trocadilho entre os negócios e o dinheiro pouco transparente que é usado neste âmbito. Parte desta posição já a tinha Mateo Renzi, antigo PM eleito pelo Partido Democrata e líder da coligação de centro-esquerda que governou até estas eleições. Já em relação à gestão de fundos o seu governo nunca foi muito transparente no seu gasto e este era a crítica central do M5S ao governo do Partido Democrata e aos seus aliados de centro-esquerda. O carimbo de anti-refugiados e racistas e populistas neste assunto é por esse motivo absurdo e deixa-me a interrogação se alguém leu as miseráveis 8 folhas do programa do M5S acerca deste assunto? 

O problema parece ser a decisão original tomada nos inícios do M5S de defesa do direito de ius soli, ou seja, da defesa da nacionalidade apenas atribuída em função do nascimento no país e não da origem dos pais, posição essa que foi votada e aprovada em referendo interno, o mesmo se passou com outra polémica ocorrida em outubro de 2013, em que dois Senadores apresentaram uma emenda destinada a abolir o crime de clandestinidade, ou seja para estes os refugiados serem clandestinos era um absurdo, Beppe Grillo, contestou essa decisão e pôr isso à consideração do colectivo, em referendo interno e após muita discussão, os membros do M5S rejeitaram a posição do seu líder e fundador e aprovaram a decisão dos Senadores. Tornando desta maneira o M5S um partido que se opõe oficialmente à criminalização da clandestinidade dos refugiados. Sendo uma posição progressista porque é que se apelida este partido de racista em relação aos refugiados e emigrantes?  

E agora analisemos algumas decisões e/ou polémicas e outras menos polémicas que estes tomaram:

1. Aprovaram em referendo interno a legalização do casamento entre casais do mesmo sexo, mas recusaram, também em referendo interno, a possibilidade de adoção por casais do mesmo sexo;

2. Um deputado seu, agora não recandidato, teve algumas intervenções conotadas com atitudes fascistas e saudosistas, foi após estas desautorizado por Beppe Grillo bem como pela esmagadora maioria dos seus pares, que se sentiram muito incomodados, alguns chegaram a pedir a sua demissão, coisa que não aconteceu;

3. O programa com que se apresentaram nas anteriores eleições era minimalista em muitos assuntos, e alguns importantes como a Saúde ou a Segurança Social, deste modo não era raro os deputados e senadores então eleitos terem liberdade de voto, o que gerou muitos conflitos internos. Com a aprovação de um programa mais extenso e definido em muitas áreas com que agora se candidataram, nestas eleições, tentaram que isso acontecesse menos. A título de curiosidade, nas eleições anteriores de 2013 tiveram 109 deputados (26% nos resultados eleitorais) na Câmara de Deputados (sendo a maior bancada de um só partido) e 54 senadores (24% dos resultados eleitorais) no Senado;

4. Foram em alguns momentos suporte da maioria de esquerda e votaram muito mais vezes pelo e com o Partido Democrata e restantes forças minoritárias de centro-esquerda que suportavam o governo do que com a oposição de direita;

5. Nem tudo foram rosas, e no decurso da anterior legislatura foram expulsos ou se demitiram 18 deputados e 19 senadores eleitos, que passaram para o Grupo Misto, por vários motivos, ou porque apoiaram as posições do governo com maior ênfase, ou porque não devolveram as verbas que deveriam devolver, ou porque discordaram de posições tomadas em referendos internos, violando o principio do mandato imperativo e/ou mandato vinculativo, tendo alguns formado um colectivo informal conhecido como GAPP (Gruppo Azione Partecipazione Popolare);

6. O seu então líder e fundador, Beppe Grillo, tomou muitas vezes o partido de posições que acabaram derrotadas em referendos internos, como a referida no ponto um por exemplo ou uma política mais populista em relação aos refugiados e que votações já aqui referidas derrotaram;

7. No Parlamento Europeu, perderam também dois deputados um que se juntou à Liga Norte e ao Grupo Europa das Nações e da Liberdade e outro que aderiu como independente ao Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeiamas os seus parlamentares europeus destacaram-se entre outros assuntos:

  • Na defesa dos direitos humanos e das minorias;
  • Na defesa dos direitos das mulheres;
  • Nas múltiplas propostas sobre assuntos ambientais;
  • No reforço do papel deste parlamento face às restantes instituições europeias;
  • Como críticos aos gastos que este parlamento tem por ter duas sedes e dois plenários;
  • Como muito críticos aos poderes excessivos da Comissão Europeia;
  • No relatório da responsabilidade social das empresas, de que foram os grandes dinamizadores.

A pergunta que fica será que estes assuntos são de extrema-direita populista e euro-céptica?

Diante destes factos como é que poderemos encosta-los à direita populista, euro-céptica e fascista, será que os correspondentes jornalistas italianos e do parlamento europeu não sabem ler italiano e/ou perceber com o seu sentido de voto no plenário do Parlamento Europeu com quem mais estes se identificam?

Por fim olhemos para os candidatos a Ministros, que foram propostos pela sua direção e sufragados em primárias internamente, como aliás foi o seu actual líder e candidato a Primeiro-Ministro. Luigi Di Maio, analiso apenas daqueles que considero mais sensíveis:

  • Emanuela Del Re, como candidata à importante pasta dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, o seu Currículo está cheio de experiências como professora em Universidades Europeias e são conhecidas as suas posições pró-europeias mas de crítica à falta de poderes do Parlamento Europeu;
  • Paola Giannetakis, descendente de gregos, como Ministra do Interior e especialista em psicologia criminal forense, sendo alguém que defende a reinserção dos criminosos na vida ativa;
  • Alfonso Bonafede, especialista em direito, para Ministro da Justiça, o seu maior mérito foi ter proposto e conseguido unanimidade nas duas Câmaras, a de deputados e a senatorial, da emenda de uma lei popularmente intitulada de princípio e/ou ação de classe que era um flop até esta alteração legislativa se verificar e que deveria proteger as associações de consumidores e pequenos accionistas/consumidores contra as fraudulentas ações das grandes empresas, dos bancos e instituições financeiras. O último caso com relativo sucesso foi a ação interposta pelos donos de carro contra a Volkswagen em 2016;
  • Elisabeta Trenta, militar e antiga conselheira militar do contigente italiano da operação de paz no Líbano e do Afeganistão, e política da operação do contingente italiano do Iraque, professora universitária e candidata a Ministra da Defesa, pró-NATO e membro de vários grupos de discussão internacionais de Defesa e especialista em ciência política e geo-política militar e de defesa. Já agora em 18 ministros propostos, 4 são mulheres e tal como esta cheias de mérito e em pastas centrais;
  • Andrea Roventini, candidato a Ministro da Economia e das Finanças, professor de economia da Universidade de Santa Ana de Piza, membro e professor convidado de muitas instituições francesas, italianas e dos Estados Unidos da América e conselheiro da Comissão Europeia, é considerado pelos meios académicos um neo-keynesiano.
  • Sergio Costa, general de brigada da polícia florestal italiana da Região da Campânia, e candidato a Ministro do Ambiente da Tutela do Território e do Mar, sendo formado e mestre em ciências agrárias, florestais e ambientais e um dos principais opositores ao uso de resíduos tóxicos e nucleares e defensor do fecho das centrais nucleares italianas.

Se repararmos temos, nesta e noutras pastas pessoas académicas com vasta experiência profissional e académica nas suas pastas e insuspeitas de ser quer extremistas, quer populistas quer até ligadas à extrema-direita, então quais os receios?

Analisando este texto existem muitos problemas de interpretação e de entendimento do que é o M5S, não fui de todo exaustivo, mas por esta resenha, refuto interpretações absurdas de simplismos jornaleiros que carimbam este movimento de diversas coisas que não são de todo verdade nem defensáveis à luz do que se conhece sobre estes. 

A Itália não virou à direita ou populista, apenas se cansou dos seus políticos e votou massivamente num partido, ou num não partido, que eles consideram mais transparente e sincero.

Mas afinal para que é que serve um cargo político?

Uma das últimas dos municípios, representados pelos seus Presidentes da Câmara, tenham a cor que tiverem, é de clamarem fundos para executarem o trabalho que já deviam ter efetuado à décadas, a saber, o de limpeza dos terrenos e baldios que os particulares não fazem e acharem que, se não o fizerem, não podem ser responsabilizados politicamente!?!?!

A pergunta que fica, é: Mas então para que é que serve um cargo político?

É que muitos destes autarcas foram lestos e rápidos no julgamento do governo e da então Ministra da Administração Interna nas falhas que seus serviços subordinados, que atuam com muito mais autonomia do que uma mera limpeza de terrenos particulares e baldios, na assunção das responsabilidades desta e deste (inclusive do primeiro-ministro).

Então têm há mais de 10 anos esta responsabilidade e agora têm mais de 50 milhões disponíveis e instrumentos de poderem através da máquina fiscal vir a ser ressarcidos desses gastos que são, como o governo diz e bem, só acrescentados na sua dívida se não forem usados, mas, e mesmo assim, umas dezenas de Presidentes da Câmara andam por aí compungidos a clamarem fundos mas a sua não responsabilidade por não efetuarem a limpeza que lhes compete!?!?!

Mas estamos a brincar?!?!?

Para que é que estes foram eleitos?

Para não serem responsabilizados por não fazerem o que está na sua competência política e administrativa?

Parem de “ser choramingas” e de clamarem todas as vantagens e apoios financeiros e nenhuma responsabilidade!?!?!

Se tivemos o desastre que tivemos foi também e muito devido aos autarcas que durante anos deveriam ter cumprido com a lei e assobiaram para o lado de forma constante, clamando falta de meios financeiros e de instrumentos administrativos, agora que os têm, é porquê? Falta de tempo, já ouvimos isso em algum lado?

O estado central desde Outubro que está a limpar milhares de quilómetros de caminhos públicos e matas da sua responsabilidade e que pode limpar, pois para quem não sabe e devido a restrições ambientais, algumas matas e/ou áreas protegidas não podem ser tocadas e/ou limpas.

Se o estado central falhar lá estarão estas prima-donas a chamar à pedra o estado central, mas que moralidade terão? Ou tiveram?

Mas afinal para que é que serve um cargo político?