A coligação do 707…

Nos últimos dias, soube-se que mais de 6500 serviços públicos usam números começados por 707… e que este é um grande negócio para o estado, pois recebem uma taxa encapotada por cada uma das chamadas que para lá fazemos a par da operadora que lhe fornece o serviço, assim e deste modo os cidadãos que telefonam para os serviços públicos, estão a ser enganados ao pensar que usam linhas gratuitas (cujo o indicativo é o 800…) , afinal usam é linhas de valor acrescentado com uma majoração por cada impulso!!!

E é neste país do 707… governado por esta coligação que agora se propõe às eleições coligada, que sabemos qual a narrativa que usa todos os dias e nos tenta impingir ao repetirem um mantra que a comunicação social, sem nenhum espírito critico e mando dos seus patrões e com jornalistas a ganharem € 600 (isto quando estão efetivos ou não são estagiários a prazo que se limitam a copiar faxes da LUSA) repete sem cessar!!!

a_coligacao_707_02

Nas narrativas promovidas por esta coligação julgamos, tal como o número 707…, que é algo que devemos confiar, mas também como sabemos e depois de recebermos a fatura do telefone no final do mês, é algo que pagamos bem caro!!! Então quais são as narrativas desta coligação de direita, nomeadamente em relação ao PS, que devemos desconfiar pois no final a fatura que pagámos foi bem mais cara!!!

O PS não pode voltar ao Governo porque o PS é o responsável pela troica e o programa de ajustamento.

Falso: quem obrigou o país a recorrer ao resgate foi a coligação negativa de todas as forças políticas então na Oposição que chumbaram em março de 2011, no Parlamento, a alternativa que o Governo do PS tinha negociado com a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu. Espanha para salvar o seu sistema bancário aprovou um plano semelhante que impediu a intervenção da Troika, lá foram defensores dos interesses dos seus cidadãos!!! Aqui não!!! Essas forças chamam-se: PSD, CDS, PCP e BE!!! Foram elas com o seu chumbo desse plano alternativo, que chamaram a Troika!!!

O Governo Passos Coelho-Paulo Portas fez o que fez, porque tinha de cumprir o Memorando de Entendimento assinado pelo Governo anterior com a Troika e não havia alternativa à política que foi seguida.

Falso: havia desde logo a alternativa de cumprir esse mesmo Memorando, e este não previa nem obrigava a cortes adicionais de salários e pensões, nem ao aumento do IRS, nem à subida do IVA para a restauração. Foi o Governo PSD-CDS que forçou esses cortes, “indo para além da troica”. Por outro lado, o Memorando previa medidas que a coligação da direita se recusou a cumprir: por exemplo, intensificar a criação das Unidades de Saúde Familiar e implementar o Mapa Judiciário aprovado pelo PS.

O programa de ajustamento foi duro (a terapêutica causou dor), mas produziu resultados (o “doente” ficou melhor).

Falso: Portugal ficou muito pior!!! Ficou pior na pobreza, designadamente entre as crianças e os jovens havendo pelo menos um quarto na pobreza!!! Ficaram pior as desigualdades, tendo aumentado o fosso entre os rendimentos dos mais ricos e os dos mais pobres!!! Ficou pior a proteção social aos mais desfavorecidos!!! Ficou pior o rendimento disponível para as famílias!!! Ficaram piores os cuidados de saúde!!! Ficou pior na dívida pública, que subiu em mais de um terço, em relação ao PIB!!! Ficou pior a economia, que caiu mais de 5%!!! Ficou pior no emprego pois perderam-se mais de 400 mil postos de trabalho!!! Ficou pior o desemprego, cuja taxa subiu até aos 14%!!! O investimento recuou 30 anos!!! E a emigração voltou aos níveis da década de 60!!! Quais foram então os resultados que se produziram: mais pobreza; mais desigualdades; economia de rastos; picos históricos de endividamento; menos emprego; mais desemprego!!!

A sociedade perdeu, mas houve elementos económico-financeiros que melhoraram por responsabilidade do Governo.

Falso: os elementos que melhoraram, no plano financeiro, foram o valor dos juros e a acessibilidade aos mercados de dívida pública. Estes resultam da nova política do BCE, exatamente aquela contra a qual se pronunciou Passos Coelho. No plano económico, nenhum dos fatores do, aliás tímido, crescimento de 2014 e 2015, se deve ao Governo: no plano externo, o crescimento da Zona Euro, a desvalorização do euro e a descida do preço do petróleo; no plano interno, a minoração dos cortes nos salários e pensões imposta pelo Tribunal Constitucional.

“O Governo vincula-se à política de austeridade, mas ao menos tem as contas feitas; ao passo que o PS quer deitar para trás a austeridade mas não apresenta os custos das medidas que propõe.

Falso: é exatamente ao contrário pois compromissos do PS estão quantificados e o Cenário Macroeconómico que serve de referência ao seu Programa de Governo. Este mostra precisamente como se enquadram na evolução financeira e orçamental antecipada para 2015-2019. Quem por exemplo se comprometeu com 600 milhões de cortes nas pensões e não quer dizer como é que tencionaria obtê-los é o Governo!!!

Agradeço desde já ao Augusto Santos Silva que resumiu estas falácias e de cujo o artigo adaptei estas narrativas da coligação de direita e as respetivas contestações.

a_coligacao_707_03

Só há uma maneira de derrotar a mentira: é desmascará-la com a verdade dos factos!!!

Anúncios

Argumente

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s