A sua gabardina / Zijn jas

Logo que o meu pai J
morreu, a minha mãe A apanhou
cuidadosamente a nova gabardina
do bengaleiro. Experimenta,
disse, ele tinha tanto brio nela.

Então lá estava eu a sentir nas mangas e ao fechar
os botões o quanto ele estava morto
e quanto a minha juventude estava distante. Eu teria
de ficar velho e fraco, nestas
dobras a minha pele viria a ficar pendurada
em torno dos ossos.

a_sua_gabardina02

Mijn vader J was nog maar net
gestorven toen mijn moeder A
zijn nieuwe regenjas voorzichtig
van de kapstok nam. Pas eens,
zei ze, hij was er zo trots op.

Daar stond ik dan en voelde
aan de mouwen en bij het sluiten
van de knopen hoe dood hij was
en hoe ver weg mijn jeugd. Oud
en zwak zou ik worden, in deze
plooien zou mijn huid gaan hangen
om mijn knoken.

a_sua_gabardina03

Rutger Kopland in “A sua gabardina” de “O pequeno órgão de yesterday” (1968)

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