Uns zeros à direita!!!

Normalmente usa-se esta expressão ao contrário, ou seja, como “um zero à esquerda” para alguém sem graça e/ou que nada acrescenta a uma conversa!!! Porque de facto um zero à esquerda de um número decimal nada acrescenta!!!

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Mas eu troquei este significado não para fazer um trocadilho como pareceria à primeira vista normal mas para vos falar da proposta absurda que é a que consta do programa desta coligação que nos (des)governou durante os últimos quatro anos e meio e que visa inscrever um teto para a dívida na Constituição.

A proposta segundo estes seria a resolução de todos os males, ou seja, inscrevendo-se na constituição esta não aumentaria e/ou haveria um compromisso à partida de esta não poder aumentar!!!

Vejamos com um aumento da dívida pública que representava 96% do PIB em 2010 e que no final do ano de 2014 representou a 130% do PIB, ou seja, 34 pontos percentuais de aumento (mais de um terço) tal registo retira ao Governo PPD/PSD+CDS-PP qualquer credibilidade de efetuarem tal proposta pois falharam redondamente como objetivo quando tinham uma maioria e um governo estável!!!

O problema é que ao proporem a inscrição na Constituição de um limite para a dívida tal proposta esbarra com os zeros à direita constantemente acrescentados por estes no preciso indicador macro-económico, que não foi válido para eles, mas que querem que o seja para os futuros governos auto-limitando-os!!!

Eis uma proposta bem cínica, ou não!!!

De facto é para além de cínica, absurda!!!

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As dívidas gerem-se. Esse é um facto macro-económico (e micro-económico) inquestionável, e só quando estão descontroláveis é que se tem que efetivamente tomar medidas para que haja algum controlo, o problema é que a divida portuguesa está descontrolada, devido ao prosseguimento nos últimos quatro anos de políticas erradas através de uma prescrição errada dos que nos “emprestaram” dinheiro e agravada pelas visões neoliberais ferozes dos dois irresponsáveis que estão à frente dos dois partidos que compõem esta coligação que ainda nos (des)governa!!!

A prioridade deve ser governar bem, crescer, gerar emprego e valor para gerar receita na economia para que através dessa se possa pagar e gerir a dívida.

Não há milagres e muito menos milagres em papel!!!

Não é escrevendo umas linhas na nossa Constituição que impedimos que haja uma crise económica, parecida à que tivemos em 2009 ou uma catástrofe natural que nos obrigue a usar, e bem, a nossa capacidade de endividamento para a resolver!!!

Não é escrevendo umas linhas na nossa Constituição que se limita alguma coisa, mas sim apenas e só gerindo bem o estado e a dívida e isso é algo que não se faz por decreto mas apenas e só mudando as políticas e o governo!!!

Como refere e bem Augusto Santos Silva, no seu Facebook: “Pois eu tenho uma solução mais simples e que não precisa de dois terços dos votos parlamentares: é correr com eles do Governo nas próximas eleições.“!!!

Também é a minha!!!

Espero que seja também a vossa!!!

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