:: Gatunos à solta ::

Hoje, convido os meus amigos a uma reflexão.

Durante todos estes dias, foram milhares de noticias as que saíram, algumas com pormenores muito detalhados, dos eventuais actos de corrupção, activa e passiva, tráfico de influências e fraude fiscal agravada. Pelo meio, centenas e centenas de coisas pessoais, que nada acrescentam a nenhum processo, mesmo de julgamento público, primário, obcecado, ficaram assim dispostos na praça pública.

Durante estes dias, muitas coisas foram escritas, comentadas, condenadas em cenários hipotéticos. Dezenas de pessoas atravessaram-se em frente aos cidadãos, fazendo juízos de valor, de personalidade, de conduta, sobretudo sobre aspectos (sabemos hoje) meramente pessoais.

Durante estes dias, rostos houve (não os podemos esquecer) que participaram num linchamento popular como não há memória na nossa história contemporânea.

Foram sucedidos. Essas noticias, essas pessoas, essas manhas, essas ridículas figuras, não percebendo que a vida, qual azeite extra-virgem, tudo coloca no lugar de forma individual… lá conseguiram que numa fase tão difícil na nossa história, e mais uma vez, colocassem os portugueses a discutir o acessório, para que o essencial passasse. Como passou.

Durante estes dias, chamadas telefónicas desde 2005, movimentos bancários desde 2000, percurso académico, político e pessoal desde 1990, familiares, amigos, colegas, assessores, chefes, subordinados… foram investigados.

Durante estes dias, várias ilegalidades foram cometidas com o argumento (validado pela opinião pública, incluindo a jurídica do mainstream) da procura da verdade, e da punição severa e definitiva, daquele que levou Portugal à bancarrota. Aliás, daquele que levou Portugal, Grécia, Irlanda, Itália, Chipre, Islândia, Espanha entre outros, à bancarrota. Isso e as decisões dos 30 dias de férias, a perda de subsidio de casa se morarem na cidade do tribunal, entre outras coisas…

Durante estes dias, todas as estradas, todas as escolas, todas as obras, todos os Magalhães, todas as decisões, foram verificadas. E, para espanto, chegamos ao dia em que presidente da república condecorou o costureiro da esposa… e ficamos a saber que, afinal, tudo se concentra numa alteração de um PDM no Algarve…

Bom… fica longo se mais disser.

Todos estes dias foram cheios de muitas coisas enquanto muitas outras foram escondidas.

Mas hoje, qualquer um dos portugueses, mais ou menos emprenhados pelos ouvidos e olhos, pode constatar que 100%, repito 100% das noticias a descrever crimes, que foram dadas nestes 200 dias, eram falsas.

O único homem verdadeiramente investigado em Portugal, está preso ilegalmente, como se pode ver em algumas capas de jornais e noticiários. Todos mentiram a seu respeito. Nada encontraram ainda, se alguma coisa realmente vão encontrar…

É caso para dizer: puta que pariu este país de virgens ofendidas. Até aposto, que em todas as redacções, em todos os comentadores, se encontram criminosos de toda a espécie. Desde a difamação até à apropriação de dinheiro público. O mundo está mesmo ao contrário… parece-me.

Os gatunos não só andam à solta, como mandam na estrada!

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