:: Um jotinha que queria ser Rei – I :: (Ontem, hoje e amanhã)

Não adianta negar. Não seria a política o que a política é, se não víssemos misturados com coisas sérias, comportamentos de populismo ridículo, representações ampliadas e amplificadas de papagaios limitados, como se os cidadãos, ratos de laboratório fossem.
O povo, aquele a quem todos se referem mas com o qual parece ninguém querer misturar-se a não ser em campanhas, recebe ícones políticos com a alegria mais genuína. Já na antiga Roma o circo era mais importante que o pão. O ícone, aproveitando, enche o peito de ar e deixa-se levar pelo exercício demagógico de vestir, por breves instantes, a pele do Povo que em privado classifica de estúpido, e que em público insulta com palavras de amor eterno.

A verdade é que perante um determinado cenário político (…), que pode ser classificado de múltiplas formas conforme as colinas onde crescemos, o país empobrece a cada dia que passa na reformulação das regras democráticas com vista a manter o poder dominante. A ausência de sentido de estado e de urgência, dá grandes motivos para gargalhadas de campanha, mas de circo não passa, sem que pão exista na mesa da maioria que assiste.
A verdade, é que hoje deveríamos estar a resolver o conflito político (e ideológico) que surgiu, de forma célere e séria, mas o que vemos é um ‘propagandear meditático’ de estilos e formas que adiam a solução, seja ela qual for, que não representam nada de novo desde o primeiro avental de plástico oferecido como se ouro fosse. Adiamos assim, a solução de que precisamos como de pão para a boca.
A verdade é que hoje, já deveríamos estar a definir como sair da pobreza em que nos colocaram, com seriedade, com respeito próprio e mútuo. Mas o que vemos é a continuidade na propagação das imagens dos palhaços do regime, os quais querem dar a perceber à imensa comunidade, que nos percebem, que nos respeitam, e que por isso, uma vez por outra, até connosco se misturam…
A verdade é que tudo isto é demasiado mau para que possamos achar graça seja ao que for…
Ao fundo o cartaz desmonta(rá), da mesma forma que o país apodrece nas digestões mal feitas. E os homens que nos prometeram ontem que seriam os salvadores do hoje, e que seriam os guerreiros dos novos paradigmas do amanhã, na ânsia de provar a si mesmos que o Povo, tal como os mercados, é apenas um joguete, tocam ferrinhos para animar os incautos.

A verdade é que pensei que os portugueses já não quisessem mais políticos de feiras.

Mas a verdade também me diz, que eu não sou o povo alvo. Porque se a propaganda em mim não vence, é porque não foi desenhada para mim.
E isto redunda numa verdade universal: o circo, sempre foi a melhor forma de enganar a fome. Sobretudo, a fome de não ser iludido sem engenho nem arte.

E é por isso que o engodo vence quase sempre. A realidade, é muito mais difícil de aceitar.

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