:: brumas ::

Se das brumas saltasse a história,

e a verdade jorrasse fluída a toda a hora,
talvez os canhões não disparassem por excesso de vergonha,
e o marchar fosse uma alegria,
tantos que seriam a tomar posse da glória.

Mas as brumas avançam caladas,
espessas, cinzentas…
Escondem tudo de todos, até as estradas,
sobrevoam as casas silenciadas,
e envolvem as pobres gentes de promessas de um éden…
povoado sobretudo,
de concubinas nunca desvirginadas…

Se das brumas saltasse história,
e não uma descrição aleatória,
conforme cada boca defende a própria saciada mixórdia,
talvez eu e tu e ele e os outros,
Talvez todos não fossem poucos,
E em fúria de ouvidos moucos,
Nada precisássemos de conquistar,
Apenas usar, distribuir, plantar…

Mas as brumas avançam caladas, espessas,
cinzentas, adulteradas…
Prometem a todos e todos aceitam,
Uns por cobiça outros por que já fornicam,
Concubinas nunca desvirginadas…

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