Mural / Escritura mural / Wall Writing

Nada menos que nada.

Na noite que vem
do nada,
por ninguém
na noite que não vem.

E o que se firma na orla da brancura,
invisível
ao olhar daquele que fala.

Ou uma palavra.

De nenhum lugar
vem na noite
daquele que não vem.

Ou a brancura de uma palavra
riscada
contra a parede.

Nada menos que nada.

mural01

En la noche que viene
de la nada,
para nadie
en la noche que no viene.

Y lo que se levanta al borde da la blancura,
invisible
en el ojo de quien habla.

O una palabra

Ven de ningún sitio
en la noche
de quien no viene.

O la blancura de una palabra
garabateada
en el muro

mural02

Nothing less than nothing.

In the night that comes
from nothing,
for no one in the night
that does not come.

And what stands at the edge of whiteness,
invisible
in the eye of the one who speaks.

Or a word.

Come from nowhere
in the night
of the one who does not come.

Or the whiteness of a word,
scratched
into the wall

mural03

Paul Auster, in “Wall Writing

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