Notre vie / A nossa vida

Notre vie tu l´as faite elle est ensevelie
Aurore d´une ville un beau matin de mai
Sur laquelle la terre a refermé son poing
Aurore en moi dix-sept annés toujours plus claires
Et la mort entre en moi comme dans un moulin

Notre vie disais-tu si contente de vivre
Et de donner la vie à ce que nous aimions
Mais la mort a rompu l´équilibre du temps
La mort qui vient la mort qui va la mort vécue
La mort visible boit et mange à mes dépens

Morte visible Nusch invisible et plus dure
Que la soif et la faim à mon corps épuisé
Masque de neige sur la terre et sous la terre
Source des larmes dans la nuit masque d´aveugle
Mon passé se dissout je fait place au silence

notre_vie02

A nossa vida tu a fizeste está amortalhada
Aurora de uma cidade numa bela manhã de maio
Sobre a qual a terra abateu seu punho
Aurora em mim dezassete anos de crescente claridade
E a morte entra em mim e não bate à porta

A nossa vida como tu dizias contente por viver
E dar a vida ao que os dois amávamos
Mas a morte rompeu o equilíbrio do tempo
A morte que chega a morte que se vai a morte vivida
A morte evidente como e bebe e sou eu que pago

Morte evidente Nusch que se não vê e mais dura
Do que a sede e a fome para o meu corpo esgotado
Máscara de neve sobre a terra e debaixo da terra
Fonte das lágrimas na noite máscara de cego
O meu passado passa e dissolve-se dou lugar ao silêncio

notre_vie03

Eugène Émile Paul Grindel, dit Paul Éluard, in “Notre Vie” de “Le Temps déborde” (1947)

 

Anúncios

Argumente

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s