Casida de la rosa / Casida da Rosa

La rosa
no buscaba la aurora:
casi eterna en su ramo,
buscaba otra cosa.

La rosa,
no buscaba ni ciencia ni sombra:
confín de carne y sueño,
buscaba otra cosa.

La rosa,
no buscaba la rosa.
Inmóvil por el cielo
buscaba otra cosa.

casida_de_la_da_rosa02

A rosa
não buscava a aurora:
quase eterna em seu ramo,
buscava outra coisa.

A rosa
não buscava nem ciência nem sombra:
confim de carne e sonho,
buscava outra coisa.

A rosa
não buscava a rosa.
Imóvel pelo céu
buscava outra coisa.

casida_de_la_da_rosa01

Federico García Lorca in “Casida* de la rosa” de “Casidas“, Madrid, (1969)

* A “casida (em árabe culto: قصيدة – qaṣīda, em persa/farsi: چكامه – chakâmé), é uma forma de escrita poética própria da arábia pré islâmica, esta forma de escrita tratava-se de um género poético que era normalmente extenso, ou seja, cada poema teria normalmente mais de 50 versos e em alguns casos teria mais de 100, numa versão tardia, foi adotada amplamente pelos persas, que a usaram assiduamente.

Anúncios

Argumente

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s