Faces / Rostos

I have seen a face with a thousand countenances, and a face that was but a single countenance as if held in a mould.

I have seen a face whose sheen I could look through to the ugliness beneath, and a face whose sheen I had to lift to see how beautiful it was.

I have seen an old face much lined with nothing, and a smooth face in which all things were graven.

I know faces, because I look through the fabric my own eye weaves, and behold the reality beneath.

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Vi um rosto de mil semblantes, outro de um semblante só, como se estivesse vazado num molde imutável.

Vi um rosto que não ocultava a sua intima fealdade, e um rosto cujo o brilho ocultava uma beleza esplendorosa.

Vi um velho rosto enrugado sem rugas e outro rosto liso em que todas as coisas tinha deixado suas pegadas.

Conheço todos os rostos, porque vejo através do tecido que os meus olhos vão tocando e contemplo a realidade que fica por detrás deste tecido.

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Khalil Gibran in “Rostos” de “O louco” (1918)

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